Minhas notas pessoais no Moleskine de papel, inéditas!
Bem, seguem notinhas do meu moleskine de papel, muitas feitas na tabacaria da Al.Lorena, do Beto Ranieri, que é o lugar de excelente serviço, e reúne uns escribas, música de final de tarde, com fumo permitido, pra eu soltar leve o início da semana das águas.
O Novo que é perene, o Perene que é um Tesão Abemd, Sarau Margherita….
Há 20 anos dirijo uma empresa maluca, inovadora, séria, jocosa, bacana e de valor. Por seguir após as comemorações de 20 anos, tenho revisto o percurso. Houve um tempo em que éramos muito ligados a ABEMD, associação brasileira de Marketing Direto. Depois não mais… Então revivi os tempos de serviços a Coca Cola, no Rio de Janeiro. Intensos workshops no PDG de alta negociação (Programa de Desenvolvimento gerencial). Houve o Citibank, A Tec Toy, o Sudameris, os tempos de Fundação Cásper Líbero. Me pego pensando em abrir uma nova casa, de Salsa, literatura, clube de leitores e poetas, compositores. Acho que vai se chamar Isla de Marguerita, ou Sarau (Isla de) Marguerite. Inovar sempre é positivo. A vida tem fases, momentos, vínculos, que parece, passam mesmo. Mas o perene tem seu lugar, se cuidarmos de ser menos modistas, e mais presentes. Quase não presto atenção aos eventos, porque num dia, são tantos, e estou correndo para os próximos, que me obrigo a parar no trago noturno, meditar depois do esporte matutino, e respirar (que é grátis), elegendo coisas, projetos, pessoas, e vivências que nutro, inovando na forma, mas não abrindo mão do conteúdo. E não abrindo mão de quem amo, nem de ajudar quem mais precisa, sempre. Na última 5a feira do mês, tem festa. Essa foi dos anos 70. Genial. O perene que é um tesão. Não abro mão.
Gente atraente e encantadora. Ainda bem que aquela mulher (ou aquele cara) Tesão demais está la longe…risos risos… Que maravilha que existem pessoas Tãaaao maravilhosas bem distribuídas no planeta, lá na ponte que partiu, na pqp, que a gente é só um. rs. : ) Se todos estivessem todo dia do teu lado não dava…Parabéns bonitões…Mas fala Tú: vida de musa é um saco. Quando parece que não precisamos de nada, só admiração e inveja, detona. Vem cá, e me abraça… : )
Academia de sucesso: a da dança do acasalamento - Ir a academia é treino para tornar-se melhor em alguma modalidade. Pois recomendo que os empresários do setor lancem a modalidade acima. Trata-se de inspiração no episódio do Dino, de A Família dos Dinossauros. Ele aprende a Dança, mas é só. Ouço duas médicas oncologistas, descasadas, mais 4 amigas paulistanas, idem. Duas pacientes de tratamento em recomposição familiar. Por outro lado, 3 re-solteiros novos. A queixa comum é: os pretendentes não bancam nada, emocionalmente falando. A coisa anda uma enrolação total. “O cara compra o bilhete do vôo, mas não embarca”. O outro manda 14 e-mails de declarações de amor, mas não comparece, não de-sen-vol-ve. Falta de presença afeta o cérebro, o trabalho, o afeto, e pelo visto, o sexo. Acorda galera. A vida é agora. Se entregue ao que estiver vivendo. Faz bem para pele, e superar medos dá sentido à vida. A sociedade do “faz pose” não pode vencer a riqueza de o autêntico ser vital, faz favor!
Sexo, Quem ganha com o que? Homem produto? Mulher erótica….? Eles na berlinda? Quem precisa querer de verdade?
Meu novo livro está na área. Com as personagens aprendemos. A eroticidade está em voga e em crise de transformação. Os homens agora também desejados, ao contrário do que pensam, em sua maioria um pouco rendidos do seu poder original ( provedor, chefe da família, Machão), tem poder de verdade só agora. Pense comigo; nós somos eternas, sexualmente falando. Podemos fazer sexo ou não na hora que decidirmos. Eles não. Dependem do desejo. Não podem fingir- me lembra o Mau- com homem rola ou não rola… Mas a alma está ou não junto, mesmo quando “rola”… O violeiro apaixonado pela vida- e com medo secreto- me lembra quando Reich certa vez afirmou que duas pessoas com inteligência acima da média durarão juntas num relacionamento íntimo por no máximo 3 anos… Em “A função do orgasmo”, seu livro, muito do que nos move de fato é retratado. Mas convenhamos…Reich tem uma história familiar e pessoal atípica, e embora tenha estudado tudo, com profundidade multidisciplinar, sua matriz interior é um caso sério… É dela que sai a crença e a capacidade do que alguém vai viver na prática.
Desde cedo, vivendo na fazenda e em contato direto com a natureza, Wilhem se interessou pelos fenômenos e funções naturais. Na sua autobiografia de juventude, Passion of Youth, Reich conta que aos quatro anos já sabia o essencial sobre a sexualidade animal e humana, e que nessa tenra idade tentou intimidade erótica com uma criada. Aos onze anos e meio teve a sua primeira cópula, com a cozinheira da casa, que lhe ensinou os movimentos de vaivém do coito. A partir de então, diz ele, teve relações sexuais quase diárias durante anos.
Em 1909, Cecilie, a mãe, durante as frequentes viagens e ausências do seu ciumento e colérico marido, foi seduzida pelo preceptor dos filhos (um cuidador adjunto na educação das crianças) . À noite, o jovem Wilhelm espiava os amantes, chegando mesmo a sentir desejo pela própria mãe. No início de 1910, Leon acabaria por descobrir o adultério, com o involuntário testemunho do aterrado Wilhelm. A partir de então, Leon passou a atormentar e a humilhar impiedosa e diariamente a sua mulher, de tal forma que ela acabou por se suicidar em 29 de setembro de 1910, no culminar de uma tragédia familiar de contornos edipianos, que muito traumatizaria Reich e lhe definiria o rumo da sua vida.
Em 1914, cheio de remorsos, o pai contraiu voluntariamente uma pneumonia que degenerou em tuberculose e morreu, deixando o jovem Reich e seu irmão Robert (nascido em 1900), desamparados e a braços com a gestão da fazenda em circunstâncias muito difíceis. Apesar de tudo, Reich prossegue os seus estudos - mas no ano seguinte, no decurso da I Guerra Mundial, a região é invadida pelos Russos e a fazenda é destruída. Reich teve de fugir para Viena, completamente arruinado, onde foi incorporado no exército austríaco, graduando-se como oficial e servindo na frente italiana.
Durante anos, vários movimentos revolucionários recuperaram parte de sua obra, sobretudo seus escritos sócio-políticos, seguindo a tese de que não há revolução social sem revolução sexual, entendendo por sexualidade as relações afetivas, comunicantes, pessoais, etc. Reich reivindicou a função da sexualidade não como uma mera realização do coito, mas como a fusão com o outro. A vivência plena do amor e da sexualidade era vista por ele como fator indispensável para a satisfação emocional.
Todo o seu pensamento indica que é preciso uma mudança radical nas relações humanas. Associa a separação de um bebê do corpo da mãe na hora do parto com o assassinato de Cristo, com a psicose, com o fascismo e com a função do orgasmo. A complexidade de seu discurso é algo que vai além de sua época.
A sua mais importante contribuição, que revolucionou toda a Psicologia, foi provar que a neurose é produzida socialmente, instalando-se em todo o corpo e não apenas na mente das pessoas. O conceito de couraça neuro-muscular do caráter mostra como a neurose se dá através da estagnação da energia vital. No livro “A Função do Orgasmo”, Reich coloca que o orgasmo sexual pleno e satisfatório é o regulador biológico da harmonia vital. Militante socialista despertou a atenção para o fato de que as neuroses eram provocadas pelo desvio da originalidade das pessoas, através de bloqueios à sexualidade e à afetividade, portanto um fenômeno sócio-político. A partir daí, passou a dar um novo enfoque a Psicologia, centrado no indivíduo, seu corpo e suas relações sociais.
Saiba mais sobre Reich aqui
O nosso Tesão é resultado do que somos feitos. Bert Hellinger insiste que ao reverenciar papai mamãe e todos os antecessores, nos tornamos livres para fazer nosso destino sem repetições tão óbvias. Nesse caso, até Wilhelm poderia talvez ter intimidade satisfatória por mais de 3 anos. E o violeiro apaixonado, viver sem amarras tantas paixões que exala… suspensas na sua dor. Transformar, e ser original. É muito mais do que ser “diferente-igual”- como diz Gikovati (todos de brinco, todos de piercing, todos diferentes-iguais). Ser você e achar sua expressão livre, no contexto individual, dentro do sócio-político e familiar. Sou Claudia Riecken, Deus permita! Fala tú: quem eres?
Minha mãe, Vanuza, Rentao Russo são crianças como você… USA- As verdades menos hipócritas também valem. Hegemonia da América se deveu a isso? Objetividade fria?
Nascidos em 60,70,80 ( tá bom, 30, 40 também, se estiverem vivos, além da minha madrinha que é de 1910!) Somos lenda viva
Tudo mudou e vai mudar mais. Apenas que somos o trânsito. O povo que cheirou viu viveu a coisa toda. Nunca em toda a história lida, uma encarnação/geração vivenciou as mudanças do Bonde ao Telefone TV, ao Fax a Internet ao virtual.
Somos vida mutante em nossos registros neurológicos. Proibido apegar-se, impossível confortar-se, sem fluir junto.
Minha saudade e meu amor estão vivos, minha adaptação é reticente, meu tesão é confidente.
Homenagem
Então é carnaval!
Afiada, filiada, da Mangueira sou zoeira. Do reveillon abençoado, na família escolhida, à chegada do batuque, no amor e no trabalho, lavo a alma sem pressa, e adoooorrooooo. : ) Homenageio hoje a chance de começar de novo, e te clamo, vem comigo!
Uma foto toda semana, uma história e um contexto, ora de amor, ora de jornalismo comportamental, ora de empreendedorismo, vamos papear. Viagens humanas saborosas tenho a testemunhar. Fala tú!
Um navio gigante, 3 mil pessoas, e dez eleitos. Venha 2010. Graças à Deus. Com tanta atividade no ano enérgico que comecei, estava devendo essa, eu sei, falo eu, veja-nos lindos, nas fotos daqui.
Estou em recuperação. Tive um pequeno acidente de moto, 1 árvore caída da chuva, perigo, dor. Deus é protetor mesmo. Tenho um combinado com o elevadíssimo, que me “tire a moto” se algo de realmente ruim for para acontecer. Suma-se a chave, não pegue o motor, roubem a moto, mas com ela, Black Stallion, só boas histórias. Confesso que a rua mal sinalizada me assustou. A faixa, a 30 metros do meu nariz, se revelou amarelíssima, fechando o quarteirão, enquanto homens serravam e limpavam madeira caída, meia noite e tanto. Parei antes da tal fita de isolamento, que não trazia aviso prévio ( coisa de Kassab, muito barulho com nenhum senso orgânico)- e parei a moto, no chão. Caí de costela, e milagrosamente não fraturei nada. Mas lembro do episódio a cada meia hora, quando rio, na tosse, se respiro fundo, ou se alguém me aperta, rs. Estou bem. Black Stallion está ótima, e o laudo está dado! Passo bem, já com apito na boca.
A imensidão do mar é sem igual. A costa brasileira belíssima. O Brasil a estrela do mundo. Nossos sapatos, moda, samba, futebol, agricutura, e pasmem, economia, estão entre os mais admirados do planeta. Nossos rebolados, beleza das meninas, e de nossos homens, idem! Nossa tecnologia, e nossa habilidade de realizar. As portas estão abertas, saiba se levantar e passar. Muito do meu tempo tem estado ligado a atender demandas internacionais, direto da operação brasileira, e nela me baseando. Estamos organizados, determinados e atentos.
Homenageio vocês, e agradeço todo o carinho, imenso. Marquinho, Tia Hayde, Marcia e Ronaldo com todos os Kairalla à Bordo, vocês mudaram minha vida para sempre.
Nicolas Lengos, abrindo o ano no tom do escorpião x2 -: ) Beijo aos teus pais encantadores - a Zeze e Sr Lengos,e à tua irmã Cris, querida.
Bali é nossa, Nic! Subo uma foto por dia até 4afeira de cinzas. Com amor, (Claudinha)
Volto já. Continuo selecionando nossas fotos, Orchestra! Ilhéus! Ubatuba! Campos do Jordão! Vamos de Verde Amarelo, na certa.
Beijo Sem comentários »
Essencialmente 2010
Então chegamos ao novo ano. A ressaca parecia grande, todo mundo foi pegando no tranco, com indiscutível esperança nova, e redobrada fé, até mesmo com uma intuição favorável agora, dez, sim!
Me convido ao olhar que quer a vida, e tenho um início especial. Jovens emirátes chegam de Dubai, e são recebidos pelo time Quantum com dez brasileiros, selecionados para participar, todos juntos, de um programa de treinamento global, empreendedor, o GBO, Global Business Oportunity. Uma holding de Dubai, o Al Ahli Group, do CEO Mohammed Kammas, com a diretora de Responsabilidade Social, Lina Hourani, vem investindo em jovens empreendedores de vários países. Já fizeram África do Sul, Jordânia, até Argentina. Chegou a vez do Gigante verde amarelo mostrar seu valor, como anfitrião de times de árabes e brasileiros misturados. As equipes contam com uma dupla de Dubai e uma dupla de São Paulo, prodígios estudantes selecionados com Método Quantum. Eles são a delegação do Brasil e dos Emirados Árabes, e estão sendo preparados por palestrantes brasileiros, como empreendedores. Idioma corrente: Inglês. Tiveram aulas sobre management, plano e modelo de negócios, marketing, trend, finanças, negócios internacionais. Agora, os times montam cada um seu negócio. Eles competem pelo melhor business plan e empresa potencial a ser realmente montada, entre árabes e brasileiros. O projeto, de concepção do próprio Grupo Al Ahli, é muito inteligente e pretende abrir os horizontes de jovens emirátes e do país sede, para gerar emprego e renda. O time vencedor ganhará US20 mil dólares, para investir no novo negócio, ou nos estudos dos universitários que tem entre 20 e 27 anos. A abertura oficial do GBO Brasil teve noite cultural com capoeira. As noites e dias de aula, refeições, diversões, integram as duas culturas. Veja a foto do time, que beleza:

Blogueiros intermitentes, mas contentes com a troca honesta do nosso canal, volto depois de longo verão, e honestamente então, repito eu mesma: só posso viver meu caminho, nunca o do vizinho. Podemos aprender com os erros, re-editar estratégias, perceber oportunidades de evolução, mas eu amigo, se você quiser ter uma vida que valha a pena, precisa saber qual é a sua. Os árabes e brasileiros juntos são uma provocação belíssima… Jogam xadrez, um árabe e uma brasileira. Ensinam samba um para outro, o brasileiro com a árabe. Ascendem o Narguile, que eles chamam de XIXA. Revelam a cada hora, suas raízes, suas crenças, seus medos, seus anseios e suas capacidades. Seus sonhos foram tramados e sua trama é redesenhada agora. Ampliar horizonte, teimar em acreditar no SEU SONHO, não no sonho do vizinho, nem nas verdades de realizações dos outros… Você. Fala tú. Quando a gente sonha, diz o Cury, as pedras são desafios, a perda tem consolo e alívio, os erros viram aprendizagem para gente ser melhor. Mas quando a gente não sonha, uma pedra vira uma montanha, as perdas um calvário, os erros uma vergonha.
No meu jeito de sonhar, continuo acreditando no amor generoso, na vida compartilhada, e não solapada entre casais, na riqueza plena, na empresa sincera, super próspera, honesta. Nos negócios em nome do bem que geram, na honestidade entre os negociadores, com suas necessidades e intenções. Eu vivo para que minha voz ecoe na eternidade. Então, uso minha voz para multiplicar bênçãos, forças, carinho, afeição. Acredito na elegância ao dar feed back, na criatividade ao resolver problemas, na compaixão ao ajudar o entendimento. E sinto muito se outros não acreditam, não sabem amar, ou são sovinas. Sinto muito se preferem a vida pobre do significado, único, que poderia lhes conferir sentido. Sinto muito, mas não tenho nada com isso. Vou sim, tentar novamente, outra vez, e de novo, amar exatamente como minha alma pede, e ser realizada aí, multiplicar emprego e renda para muito além da minha família ou patrimônio, fomentar amizade, amor, criatividade e conhecimento, que peço me ajudem, os amigos e professores.
Juliano Seabra, da Endeavor, deu um exercício que aprendeu na Universidade de Yale. Deu (fisicamente) dez reais a cada um dos 4 times da sua aula, sobre empreendedorismo. Mandou-os sair, e voltar em 45 minutos, com as rendas deste investimento. Uns venderam água, e voltaram com 2, 3 reais de lucro. Outros venderam lenços mas se deram mal… Agora, um grupo voltou para sala, 45 minutos depois, com R$40,50. Compraram flores soltas, por 6,50, e foram vendê-las no sinal, no salão do congresso, em toda parte, com um detalhe: Fábio, o brasileiro se apresentava em português, e Noor, a Árabe aí da foto sorrindo, era anunciada com sendo de Dubai: “Compre a nossa flor, e ela escreverá seu nome em Árabe, com uma mensagem de amor de nossas delegações internacionais exclusiva para você”… Comprei por US5, 00…
Falo eu: re-invente com fé no seu taco. Mas compre sua idéia antes de tentar vender. Vai ter saída. Feliz 2010, galera!

SAIBA MAIS SOBRE O PROGRAMA E OS VENCEDORES, QUE VÃO A DUBAI NO FÓRUM JOVEM QUE REÚNE MAIS DE 150 ESTUDANTES DO MUNDO TODO EM ABRIL 2010 EM NOSSO SITE
Sem comentários »Românticos
Somos românticos…
Sonhamos…
Aspiramos ao Nirvana no amor, o êxtase de sermos amados, a alegria serena de dizer “Te amo”, a inspiração de se ver pelo outro, o espelho da alma no olhar amante, seu coração batendo no meu peito.
Uma falta sutil de nós mesmos nos faz exagerados. Pais separados ou excesso de irmãos, criação rigorosa ou incoerências afetivas difíceis, solidão sem irmãos ou muito ou pouco dinheiro…
Deram a muitos de nos uma saída: o sonho de um amor limpo, verdadeiro, no estilo romântico. Afetos alegres e parentes carinhosos podem ajudar, mas a falta de auto-reconhecimento é a verdadeira autora do ser romântico. Precisamos do mundo! Precisamos de alguém! Amamos o estado do amor, exagero e dilatação do nosso valor. O olhar e a cumplicidade que alimentam, aliviam sig-ni-fi-cam. E amando valemos, sonhamos, queremos. Somos donos do mundo! A ousadia de crer que o beijo que acorda a alma vai rufar meu peito e despertar meu poder maior, é pura energia, respira comigo… É uma oração. Uma saudade ressentida de sei-la-o-que, um tesão de ser! Um desejo de esquentar o peito, balançar numa melodia, se arrumar ao meio dia… O sonho tem que ser posto a prova: é mesmo sonho, que de mim sai e que (em mim) eu posso confiar? Ou é só ilusão, projeto projetado da minha falta de animação, que não tem sustentação?
Da desilusão aprendo a não perder, mas transformar o meu amor. Aprendo…
Recebo a historinha dos três leões por email e compartilho aqui com vocês.
Os três Leões

Numa determinada floresta havia três leões.
Um dia, o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse: “Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar. Existem três leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?”
Os três leões souberam da reunião e comentaram entre si: “É verdade. A preocupação da bicharada faz sentido. Uma floresta não pode ter três reis. Precisamos saber qual de nós será o escolhido.”
Mas, como descobrir?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos
O impasse estava formado.
De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões, eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os três felinos e contou o que eles decidiram: “Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.”
“Montanha Difícil? Como assim?” Indagaram os leões.
“É simples”, ponderou o macaco. Decidimos que vocês três deverão escalar a Montanha Difícil, um de cada vez. O que atingir o pico no menor tempo será consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os três foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia sábia, avançada na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra: “Eu sei quem deve ser o rei!” Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.
“A senhora sabe, mas como?”
“É simples”, revelou a sábia águia. “Eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.”
O primeiro leão disse: “Montanha, você me venceu!”
O segundo leão disse: “Montanha, você me venceu!”
O terceiro leão também disse: “Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.”
“A diferença”, completou a águia, “é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo. Está preparado para ser rei dos outros.
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.
MORAL DA HISTÓRIA:
Não importa o tamanho de seus problemas ou dificuldades que você tenha. Seus problemas já estão no nível máximo, mas você não. Você ainda está crescendo. Você é maior que todos os seus problemas juntos.
Você ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado.
A fé inteligente é a energia de Deus dentro de você. Use-a como ferramenta de realização dos seus sonhos. Não preste atenção nas coisas que se vêem, mas nas invisíveis (sonhos) que a fé dá acesso..
Então voltei pros meus sonhos. E teimo em olhar no horizonte. Repito mantras populares como “Tudo esta bem em meu mundo. Na perfeição de Deus sou completa plena e maravilhosa”. Me sinto melhor. Perdôo com esforço a maldade e a crueldade, (vigentes por enquanto), no descaso injusto, nas mentiras educadas, na brutalidade malvada . Perdôo e perplexa reflito sem muito a fazer… Por enquanto!!! Porque ainda estou crescendo!!!!!
Rá!
Fala Tu! Teima aí. Falo Eu: Mário Quintana, falando melhor… Volto ao meu sonho e ao soneto do meu abraço. Clichês de conhecimento, sentimento e sucesso são queixas mortas de reis postos. Somos amor. Coragem de exercício de sonho da sentido ao romântico, se ele for rei de si! Obrigada Quintana, por permitir me expressar com seu texto.
Certezas - Mário Quintana
Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível…
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampado em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento…e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros… Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena.
Jesus foi um ser tão humano, tão humano, que de tão humano, era Divino.
Esse mês é o último de 2009, ano rico, louco, custoso, esquisito. Seja abençoado o sonho romântico e real do projeto de trabalho, da amizade sagrada, da filharada amada, do amor cúmplice e abraçado todo dia, em ótima paz. Não existe vitória sem paz e humildade.
Deus te abençoe abundantemente , em nome de um cara muito humano, muito humano, Divino.
Sem comentários »Brasil brasileiro!
Salve!
Posto hoje um vídeo no qual o Pato Donald é apresentado ao recém criado Zé Carioca (década de 50) e às atrações da Cidade Maravilhosa.
Lindo! lá em 1950, quando não tínhamos tantos recursos tecnológicos como hoje. Pura arte e empreendedorismo.
It’s precious!
Sem comentários »A Semana do Empreendedorismo
Você sabe, passei meu aniversário em Toronto.
Empreender é se lançar… É ir ver… Explorar. A curiosidade, o desafio, o esforço de chegar onde você acha que te cabe, onde você pode alcançar, mas não muito facilmente, se não perde a graça… Nem tão difícil que te desanime…
O inverno que quer chegar a Toronto… E era um sonho das crianças… Coisa de filme, as folhas… As árvores… Pra conferir e curtir a sombra…
Pra brincar e se distrair na terra.
Pra compartilhar e respirar o ar gelado a beira de um dos cinco maiores lagos do mundo (Ontario Lake)
Pra observar a beleza e o amor sensível… Pra amar, de montão…
Pra amar, de montão…
Quando eu era criança, via meu pai todos os dias acordar muito cedo, se arrumar, banho, barba, rádio ligado naquele programa que repetia: Que horas são? SETE HORAS. RE-PI-TA; SETE HORAS, nas vozes masculinas dos locutores. Ele vinha cheiroso, se vestia com elegância, e tomava café com a gente, o que ele considerava muito importante. De terno e gravata, se despedia de nós, eu pronta para ir para escola, e ia ele para fábrica de papel Simão, onde foi por 30 anos, administrador de empresas, com cargo diretor de complexas operações. Ele construiu uma vida de inúmeras riquezas. Lembro-me de uma história sobre ele ter tido um boliche por poucos anos, mas sua vida de trabalho foi mesmo como executivo. Foi interessante, criativa, cultural, aventureira e rica a vida do velho Kurd. Ele era velejador, ia a Brasília pelo sindicato patronal, ia de helicóptero a fábrica de Salto, tinha moto, era um gato!
Já minha mãe era artista plástica, pintora, professora de pintura, expositora, além de espiritualista, e sempre teve seu próprio pequeno negócio. Houve épocas em que me lembro, ela tinha 60 alunas de pintura por semana, todas as tardes casa cheia. Mas ela não pagava as contas de casa, nem da gente, embora mantivesse seu dinheiro para si e para os materiais e coisas do estúdio, e vendesse peças, quadros, verdadeiras obras de arte. Mais tarde, ela se sustentou deste trabalho, e viveu os últimos anos de sua vida nos Estados Unidos, retomando a arte.
Com isso aprendi a enxergar o empreendedorismo de forma clara: tem mais a ver com como você age, do que onde você trabalha, sendo ou não dono do seu negócio. Sem demérito aos empreendedores verdadeiros, como eu, que abrem um negócio, geram renda e empregos, e são os verdadeiros responsáveis pelo alavancar dos resultados todos os dias. Acontece que empreender tem a ver com correr riscos de lutar por melhorias, e sentir-se “dono”, responsável- (que responde por)- resultados e avanços. Claro que meu pai foi um grande empreendedor. Ele enriqueceu sem ser dono do próprio negócio, trabalhando honestamente, e era uma autoridade também naquela empresa. Então, poderíamos dizer que há o empreendedor e o líder? Sim, poderíamos. Quero, entretanto abrir a página do empreendedor corporativo. Ele é mais que um líder. Ele administra orçamentos, pessoas, idéias, e dá corpo a organização. Um médico que trabalhe para uma clínica ou hospital, e que for um médico empreendedor, será muito importante para a vida e para as melhorias reais daquele lugar. O Empreendedor corporativo é mais do que o líder.
Assim, amplio o leque do tema empreendedorismo, que deve interessar a todos. Empreender quer dizer investir energia, idéias, tempo, dinheiro e pessoas engajadas em mudanças e novos meios de prestar serviços ou produzir bens, envolvendo risco. Risco de não dar certo? Risco por ser novo? Vejo essa oportunidade em toda parte. Empreendedores domésticos, que melhoram a casa e o convívio em família, empreendedores sociais, que trabalham nas comunidades, nas organizações, na ONU, empreendedores da paz, que empregam habilidades e capacidades diplomáticas ou de comunicação para desbaratar conflitos, empreendedores governamentais, e empreendedores educacionais, que re-inventam (please!) as salas de aula, e as escolas em si. Professores empreendedores! Todos os empreendedores fazem verão. E sim, os empreendedores da iniciativa privada, que montam um consultório, uma fábrica, uma consultoria, uma oficina, uma escola, um comércio. Estes últimos agregam capital e uma dose de coragem especial, a qual costumo definir como capacidade de alguém sentir-se mais forte e ser maior que o risco. Planejamento, visão, cálculos e vísceras são necessários, e humildade, porque não são eles que fazem acontecer sozinhos.
Hoje é o primeiro dia da semana mundial do empreendedorismo. Todos os sites do Grupo Quantum estão participando ativamente da troca de conhecimentos sobre o empreendedorismo. O Método Quantum, ferramenta comportamental mundial da semana, lança o Empreendedor Quântico, um relatório sobre o qual trabalhei quatro anos. Pesquisamos cem nomes notáveis e conseguimos uma matriz orientadora. Mas insistimos que todo mundo é livre e todo mundo pode empreender. Como e com que modelo, é o que ajudamos a identificar na Interpretação de mapa Quantum, que lê a personalidade e a dinâmica da gente com beleza inédita, traçando um paralelo com o perfil dos maiores empreendedores do Brasil, e você, nesse momento de sua vida. Na interpretação, as pessoas chamam a gente de bruxo. Rs… O Empreendedor Quântico-EQ pode ser feito como cortesia (vá ao site) e a interpretação pode ser agendada com um dos nossos “bruxos”, os analistas Quânticos credenciados na pós graduação latu sensu de interpretação de mapa comportamental Quantum. Quais seus pontos fortes? Onde está sua energia e seu momento de vida, para você se focar com maior segurança? Todas as interpretações de mapa reverterão verba para os amigos DOUTORES DA ALEGRIA e Endeavor, iniciativa, da Universidade Quantum que investe no projeto. E promete ser um momento de verdadeira eureka!
Lançamos então, a semana do auto-conhecimento, que vocês andam recebendo da nossa produção, orgulhosamente.
Você sabe, eu acabo de fazer “um giro por aí tudo” no nosso planetinha… Me aproximei de 35 idiomas, umas 15 moedas e contatos especialíssimos. Me sinto um pouco mais lúcida sobre o que considero local X global. Há elementos que estão na China, na Rússia, na Holanda e no Brasil, e em outros lugares. Há aspirações surpreendentemente óbvias e iguais, em povos muito diferentes em suas culturas e expressões. Há diferenças maravilhosamente esquisitas nas coisas mais simples. E eu fiquei com a cara da Claudinha do velho Kurd, aprendendo… Especialmente a não comparar-me. Sempre haverá pessoas piores que eu, e melhores que eu. Comparar faz você ficar vaidoso/arrogante ou amargo. No primeiro caso, oh, que bacana sou eu, muito melhor que aquele/a ali. No segundo, oh, que triste a vida, não sou tão bacana quanto aquele/a ali… Como só podemos ser a gente, melhor ser o melhor que pudermos, e empreender em nós, de acordo com isso!
Quando eu mesma era criança, minha prima trazia receitas de bolo do Rio, e a Lina, nossa empregada cozinheira fazia o bolo e “a gente” vendia. Eu ficava na porta com a placa dizendo Bolinho CR$ 2,50. E todo mundo que passava eu oferecia. Eu era a vendedora do nosso empreendimento. Minha prima era metida e dona da verdade (todo mundo tem um primo assim, rs). E minha Irma era mandona. Elas dividiram o dinheiro assim, no final: $ 17 pra Prima $15 pra Irma e $ 14 pra mim. O critério? Ora, a idade! Simples, mais velhos ganham mais! Grrr. Rs. Logo, eu comecei a pensar em sistemas de remuneração, participação de justiça e merecimento, único adágio confiável, parafraseando o mestre Luiz Fernando Muller, redator e pesquisador responsável pelo EQ, para o sucesso verdadeiro na vida. Parabéns Lufe. Estou orgulhosa de nosso time e desse brilhante trabalho. Bons ventos empreendedores, com amor e fé redobrados!
Claudia Riecken
Sem comentários »Do Canadá, to voltando
Salveeeeeeee!
Fiz uma pausa. E agora estou no Canadá, em Toronto, para passar meu aniversário em família.
Posto o templo d’água em Bali, lugar que você sabe, me apaixonou, ratificando a pureza da água sagrada, que cura pele, alma, corpo e espírito, aprendi. Trouxe um pouco em garrafinhas, rezadas para o amor e a paz imensa, em movimento e alegrias. Tome um tempimho para assistir ao vídeo no You Tube que linko abaixo, e a cada torneira, sinta um significado. Há torneiras específicas, se você quiser abençoar sua casa, um novo trabalho, e também as proibidas, que se servem à preparação para participar da cremação de alguém que partiu… As torneiras que fui, lavam, limpam e protegem. E eu compartilho com você esta energia, esperando que os seus campos mórficos, aqueles campos que nos fazem todos ligados, permitam a boa energia para você e sua vida também! TEMPLO DAS ÁGUAS SAGRADAS
Amanhã, completo 43 anos.
Morei no Canadá há 25 anos atrás, mas à época em Québèc. Estudei lá, e aprendi francês. Estou em Toronto, em frente a um dos 5 grandes lagos do mundo, o Lago Ontário, um dos maiores.
O lago, grande assim, me cativou. Parece um oceano. Vasto, mas sei, contornado e circunscrito. Assim são os objetivos grandiosos, não perdidos, ilusórios, apenas desenhados na imensidão da sua capacidade de ser imenso, mas de fato! Objetivos vivos, vida real, compromisso.
Fala tú, quando eu vou parar? Quando juntar as partes, diz minha irmã Andrea- partes estas que já estão todas com a gente, só montar o quebra cabeças.
Saiba mais sobre Toronto e o Canadá! Voltei para minha terra de adolescente!
CANADA, Toronto
E meu beijo especial a amiga e astróloga Maricy Voguel, que olha lá nos céus, as bençãos aqui na terra. Assim seja!
A minha pausa silenciosa encerra despedidas. Mudanças, e novas esperanças. Pergunto, quais os hábitos nutritivos que sua sociedade tem? E os seus? Falo eu: todo mundo corre, e a gente não deve simplesmente correr “também”. O auto-conhecimento é o meu negócio. And Love is my religion. Uma vida de propósitos e realizações para você também.
Beijo CR
Sem comentários »Compromisso. Com que? Com tudo!
Chego ao Brasil, e no avião, o controle sobre a gripe H1N1 é como você vê, sério. Dos vários países onde passei, vi na China um controle preciso, e aqui. Lá, além do documento, que temos que preencher no avião, e entregar na primeira fila, antes mesmo de passar a imigração, há um portal metálico, que ao invés de detectar armas, detecta temperatura do corpo! Isso mesmo, a máquina identifica pessoas com eventual febre, e as tira do grupo, para averiguação e quarentena. Em Beijing, o medo da gripe soa atemporal, e ninguém sabe me informar bem se procede ou não, apenas que as pessoas estão ressabiadas, algo que sinto, passamos mais intensamente aqui em Junho, Julho e Agosto. Se aproxima o inverno lá, e talvez por isso, com os números, você veja pessoas com máscaras na rua, no metrô, no aeroporto. Curioso, é que uns se riem dessa prática. E outros, especialmente as moças jovens, usam máscaras “fashion”, tem ilustradas, cor de rosa, coloridas, estampadas. Olha o formulário aí:
Indonésia, Dubai ( Emirados Árabes) e Africa do Sul, não pedem nada de nada sobre saúde. As fronteiras dos países variam tanto quanto as fronteiras das pessoas…
A cooperação Brasil China forma um bloco de dois países que trabalha em prol do apoio mútuo, mais intensamente do que pressupomos. As autoridades estabeleceram comissões e subcomissões em 9 áreas, e a proximidade é grande. Para os jogos no Rio de Janeiro, já há uma comissão que de lá, vai transmitir informações e conhecimentos sobre a experiência deles sediando os jogos em 2008.
Em Bali, fiquei numa pousada que eles chamam de Villas. Muito linda, e com tudo de especial e mágico daquele lugar, só podia mesmo estar feliz e gostar. Mas os recordes de satisfação de hóspedes da pousada, num site que avalia isso pela Internet, eram ruins. 50% dos hóspedes reclamam. Descubro que em especial os australianos, que me diz uma funcionária, “reclamam mesmo de tudo”, tipo, que está muito calor, depois que está frio demais, respondem pelas críticas. Mas mesmo eu, espiritualizada, encontrada em mim mesma, feliz e produtiva, cheguei ao ponto de me incomodar com o serviço, ou a falta dele. Vinham as moças da limpeza, e limpam aqui, mas esquecem ali. Daí não comparecem um dia. No dia seguinte, batem na porta em hora imprópria e incomodam. Curioso, procuro minha conexão do hotel, e converso com ela, expondo o que creio, eles devam fazer. Sugiro uma rotina de trabalho, e ela compreende. Para minha surpresa, ela muito querida e próxima (tinha feito seu Quantum e estávamos realmente amigas), me sugere um outro Villas que ela conhecia.
Contei a ela uma história, que quero dividir com vocês. Certa vez fui ao Chile, para um congresso e uma reunião numa universidade. Meu noivo, à época, chegaria no dia seguinte. Eu estava hospedada no Sheraton de Santiago. Ao sair cedo, antes dele chegar, deixei café feito naquela cafeteira no quarto, e um bilhete na cama, dando conta de que sairia para reunião na Universidade e logo voltaria para encontrá-lo, certamente, já instalado. Na saída, tomei o cuidado de REGISTRAR seu nome no meu apartamento, e não obstante, deixei um envelope em seu nome, na recepção, com o número do quarto e uma chave eletrônica da porta, junto com um bilhete.
Bem, quando chego de volta da reunião, passei voando pelo grande hall do Sheraton e fui direto para o quarto. Ao abrir a porta, já senti o aroma do café, meio queimado pelo tempo ali, no aquecedor eletrônico, e na cama, intacto, o bilhete. Digo, ué, acho que ele não veio… Desci para tomar um café e talvez um recado…? E logo o encontrei num sofá da recepção, lendo. Hey!!! Seja bem vindo…! Por que você não subiu? Descubro, perplexa, encurtando a palhaçada (corrigida depois de forma surpreendente):
1. Não o deixaram subir, sem minha presença
2. Não repararam, nem entregaram o envelope em seu nome, com a chave
3. Para piorar e me chocar, chegaram a oferecer um apartamento promocional por duas horas, a US40 dólares, caso ele optasse por descansar instalado até eu chegar.
Eu não podia acreditar na coisa toda. Era muita “patacoada” para uma só pessoa.
Subimos, ele se instalou e foi tomar um banho. E eu desci, e fui à recepção. Quero falar com gerente geral. Vem uma moça, muito sorridente, um tipo alto C baixo A, disposta e carinhosa, me pedindo que lhe explicasse o que queria. Disse-lhe: querida, vocês têm um problema GERAL. Então, com todo respeito a você e seu trabalho, eu só quero falar com O GERENTE GERAL. Ela insistiu, eu expliquei sem muita paciência o que aconteceu, e disse que se ela não chamasse o gerente geral para me atender, nós iríamos embora mesmo assim, porque eu estava de saída daquela espelunca, constrangida e aborrecida, e que eu não falaria para eles porque, mas como escritora eu falaria o resto da vida pro mundo todo. Ela me acatou.
Cerca de uma hora mais tarde, toca o telefone do nosso apartamento, um de classe econômica, mas muito bonzinho, porque Sheraton é Sheraton, e me avisa que o Sr Brown, gerente geral, me aguarda no bar do mezanino. Desci. Me surpreendo com o jovem senhor, de seus 42 anos, lindo, bronzeado, e sentado em sua cadeira de rodas eletrônica, moderna. Descubro que ele, argentino radicado no Chile, anos antes fora ao Brasil, de férias, e acidentara-se numa piscina em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O acidente o tronou tetraplégico… Pai de 3 filhos e casado recebeu o convite do Sheraton para voltar ao trabalho no Chile, na área comercial, o que ele fez desde que concordassem em “ainda não remunerá-lo” naquele início. Queria provar a si mesmo, saber se era capaz. Expus o caso para ele e disse que por isso iríamos embora. Ele foi muito firme, e delicado, mas não servil, e me fitando disse: “Não tenho como se quer comentar o episódio. São tantas asneiras, e tão fora de tudo o que acreditamos e praticamos, a chave, o sistema com o nome do hóspede, e por fim um apartamento por duas horas oferecido, que só posso me sentir constrangido. Não tem desculpas. Mas peço uma segunda chance a vocês. Me permita mudá-los de apartamento, e tentar compensar esse desconforto inicial.
Bem, Brown entrou para o meu livro, com sua história de sobrevivente. Ele conseguiu atuar na área de vendas, e foi promovido consistentemente de ano em ano, até chegar a ser gerente geral.
Fomos para o aparamento presidencial, onde ficam o Lula e a Dona Marisa, as comitivas da França, ou sei lá eu de onde mais. Um apartamento enorrrrrrrme. Recebemos champagne, flores, frutas, 3 convites para jantar em restaurantes do hotel e da cidade, e um Bell boy dedicado, que achamos, ficava atrás da porta do quarto, quando ligávamos pedindo algo, em 30 segundos tocada a campainha.
Voltei-me para minha amiga de Bali, do Hotel Villas. Querida, quem paga seu salário? Onde está a sua energia hoje? Você acha que vale a pena, ganhar uma pequena comissão para mandar um hóspede embora, para outro Villas e corromper sua atitude profissional? Eu acredito que você deveria me pedir uma segunda chance. E não precisa me dar nada não, só o seu compromisso e sua verdadeira intenção e HONRAR SEU PAPEL aqui são necessários, se você quiser ser alguém na vida… Vá ao seu gerente, e liste as mudanças que você acredita, se dispõe a ajudar a fazer. E diga-lhe que você me pediu uma segunda chance, e que por isso, eu ficarei.
Claro que a experiência no Chile acabou sendo divertida, e o custo alto para o hotel. Mas veja. A atitude e a integridade do profissional ali. Integridade é o self que não se divide sob pressão. É preciso de pessoas íntegras, e comunicação a partir disto. Eu discordo que o problema de comunicação seja o maior das empresas. Eu acredito que a falta de integridade seja perniciosa, e deve ser combatida, com o desenvolvimento do autoconhecimento. Você precisa conhecer-se, assumir-se, aceitar-se para falar a verdade e poder ser edificador.
Empresas com uma cultura organizacional profissionalizada têm o gostoso aroma do compromisso e do amor. Quando palestrei em South Africa, a figura do grande líder, Mandela, foi ponto de honra em minha palestra liderança Azul, por razões várias, sobre as quais blogarei estes dias, mas em especial, a propósito deste tema de compromisso, um fato: preso, Mandela teve a proposta de que fosse solto, desde que desistisse de lutar contra o Apartheid. E ele disse não. Permaneceu 27 anos na prisão. Profissionalismo é compromisso e honradez de propósitos.
Até o crime, profissionalizado, é melhor. Em Jobourg, na África do Sul, tive uma visão clara da loucura do crime descontrolado, em “Hubro”, bairro tomado pelos nigerianos e pelas drogas. A falta de limites ecoa a falta de liderança, austeridade, e caráter. E em Soweto, fui à casa de Mandela, um dos homens de maior caráter e liderança pelo amor que já tive notícia. German, meu amigo africano, me diz: Depois do Apartheid, quando soltaram Mandela, preso por 27 anos pensamos: “agora poderemos pegar as armas e lutar.” Para nossa surpresa, ele saiu e disse: forgive and forget. Black is beautiful, sejam vocês mesmos, vamos viver. E então se tornou o 1º presidente negro e da democracia.
Vale ressaltar, que o profissionalismo e o “bom caratismo” de pessoas, advém de sua auto-estima, de seu merecimento interior. Há pessoas que sentem vergonha, se sabem desprezíveis, não evoluíram ou superaram suas mazelas e sentimentos de inferioridade secretos, ou os expressam sendo perfeccionistas, disfarçando um senso interior pobre, falho, desesperado. (Como se algo gritasse dentro delas “Falhar é catastrófico! Seja perfeito!”) E não podem ser edificadoras, construtivas, transparentes, éticas em fim. É preciso considerar-se bonito para sentir-se bonito. Uma imagem externa não sustenta isso, e leva as pessoas ao desespero psíquico, e à CORRUPÇÕES. Isso desonra seu trabalho, e sua pessoa e os seus clientes.
Minha amiga balinesa está fazendo uma revolução no seu Villas. Me agradece todos os dias pela história, e com seus 27 anos de idade, edificou algo em seu caráter (traço, característica, forma de ser), que mudou o destino de sua vida.
Compromisso com uma missão, não pode ser corrompido e abandonado. Eu exalto os profissionais que mantém sua integridade, e trazem propostas abertas e claras para mudanças, quando as consideram necessárias. Não tem sentido falar mal da sua empresa, destilar veneno com críticas sobre o que ou quem quer que seja, anunciando o dilúvio, pelos “erros dos outros”. Quem age assim, confirma o dilúvio, porque o constrói passo a passo. Mas nem sempre falar abertamente trás os resultados, porque as pessoas estão em níveis diferentes de evolução. Então, precisaremos de paciência, persistência, criatividade, e paz interior. Não se estresse. Sorria. Pense outra alternativa. E até brigue diretamente com a pessoa envolvida. Mas seja íntegro.
Honro meu cliente, meu espaço, minha empresa, minha casa. Falo Eu: sou a energia que traz o resultado. Fala Tú: que energia é você?
Love is my religion. Liderança é coisa séria.
Beijo e Poe no teu feeds este Blog- continuo postando os vídeos de Bali, China e África, das últimas passagens.
Sem comentários »Na China
Chego à China perplexa, com a multidão, a tecnologia, eu e meus apetrechos tecnológicos, realmente, pergunto: quem é mesmo dono de quem?
Adoro poder usar a câmera, subir e baixar informações, usar o Iphone para levantar um endereço em Mandarin, e ao taxista orientar (eles precisam dos escritos absolutamente ilegíveis para mim), usar o GPS que vem ali, com mapas instantâneos do mundo todo. Me sinto entre os Flitstones e os Jetsons. E adoro a medida boa, do que me parece até tribal, dos rituais de Bali, que oferecem uma feição toda significativa para as pessoas, suas emoções e suas relações, e as facilidades da vida online, os bilhetes de amor, no caminho, os emails lá na montanha… Quanto tempo eu consigo me sentir bem sobre mim mesma, livre, e leve, determinada, ligada, atenta, autêntica, com esperanças positivas e perspectivas? Huge peace. Smile. Go get a new life. Every Minute. Every Day.
Saudade de casa. Ta na hora.
Na China, a frase da década, do meu parceiro Jimmy, para o mundo: “Você quer se desenvolver? Então tem que se conhecer primeiro. Tem que fazer teu Quantum! “Rá. Adorei.
Jimmy Liu, Embaixada brasileira
Saudade de casa. Ta na hora.
Na China, a frase da década, do meu parceiro Jimmy, para o mundo: “Você quer se desenvolver? Então tem que se conhecer primeiro. Tem que fazer teu Quantum! “Rá. Adorei. Jimmy Liu, Embaixada brasileira
Chineses marketeiros e sacados. Já no mundo dos eletrônicos, na China cuidados; já me enrolaram na compra de uma lente encomendada, que amanhã vou ter que trocar. Minha assessora Quântica daqui conquistou o emprego me ajudando a negociar e garantir material oficial, preço justo e lentes corretas, como encomendou nossa fotógrafa querida - a Dani Coen.
O Quantum aqui também tem um papel fundamental, que são os jovens empreendedores e
líderes no mundo. Me reuni com a equipe de marketing e estruturação do nosso escritório. Sim! Agora temos um pequeno escritório em Beijjing, com a Lucy Xuqian, minha assessora nessa estada e nessa caminhada. Olha só a gente no metrô, e conheça á Lucy. (a Quantum ainda não tem filial em Pequim, digamos que já temos um posto! rs. Mas com telefone e endereço, operando a partir de novembro!
Quando vim a Beijing com as crianças, tínhamos um carro com motorista e tradutor. Desta vez, sozinha, com Deus e a trabalho, enfrentei a cidade na prática, e claro, vi coisas que não tinha se quer notado da 1a vez. É outra perspectiva, quando você se APROXIMA das pessoas, das coisas, das idéias que faz da realidade, e interage como ser vivo normalmente. Olha só o banheiro como é. No chão… Que eu pessoalmente acho dificílimo, e deixa um
odor ruim já a 30 metros de qualquer banheiro…
Marquei uma reunião, e fui sem a Xuqian. Cheguei bem perto, mas… Me perdi. Andando com um papelzinho na mão, mostrava às pessoas. Tive a sorte de encontrar cinco chineses que só falavam mandarim, e ponto. Rs. Mas se esforçavam para tentar me explicar aonde ir, porque o papelzinho tinha aquelas letras maravilhosas, que acho, a gente precisa ser bem artista para fazer. Parei no Mc Donald’s, salva pelo gongo. Ali, observo as pessoas, no horário do almoço
convencional. É bem São Paulo, corrido, mas tem um silêncio milenar no ar.
Olha só:
Finalmente, usei o meu bendito e amado Iphone, e mandei um email para o Jimmy. “Jimmy, got lost”. Algo como, “Jimmy, eu se perdeu”. Rs. Parei no “Good Coffee”, a simpática cafeteria, e consegui pedir para usar o telefone (mímicas). Liguei para ele, que me mandou ficar ali, e falou diretamente com a garçonete, para saber onde diabos eu estava. rs rs rs e muitos rs. Em
dez minutos, minha diretora Marry (de quem eu não tinha o telefone, dãa)- apareceu, rindo muito, e me resgatou. Na foto, ao lado do estimado Dr. Luo, nosso advogado.
A reunião com a equipe chinesa foi super interessante. Quando eles falam em mandarim, durante a reunião, com nossa tradutora ainda em silêncio, consigo calibrar. A expressão, o desejo, a intenção, o raciocínio. O mundo ficou menor e mais aconchegante. Posso me entender com gente em qualquer parte. E quando não temos tradução, temos outros recursos, olhar. Olhar lá dentro.
Calibrar e conhecer o interior das pessoas ao longo da vida me gerou um sorriso nessa hora.
Andei a vida toda fazendo isso, ufa, valeu. Nessa reunião, me senti no nirvana de novo, preparada para a empreita. Conectada.
Fazendo negócios como se estivéssemos na esquina. Em rapport. Com conteúdos interessantes e pessoas extremamente sérias, no sentido de serem profissionais à beça, apresentadas por autoridades que também são confiáveis. Gente! Que coisa! Uau!
Liu, que tem o mesmo sobrenome que eu em Chines (sim, fui batizada, mas
essa e uma história poética, depois conto).
Na volta ao nosso posto de trabalho, Xuqian comigo, e seu Quantum na tela,
um perfil Piloto, firme e disciplinada para nossa infra. Bem vinda, Lucy, fique alerta, em stand by e permanente e ação, alternados!
Tudo simples, e tudo grandioso ao mesmo tempo. Nem caibo de excitação e concentração, tudo ao mesmo tempo. Rs… Nesse espaço em que blogo, fico me perguntando sobre o formato, o jeitão doméstico, e de fato, às vezes sem tempo, de madrugada, em que partilho o caminho. Mas to curtindo fazer, falo eu.
Estou organizando artigos diários com foco em cada coisa, fotos e filmes.
Fala Tú! : ) Às vezes nem sei se tem alguém lendo, escrevo aqui e adoro quando vem um sinal de vida. Fica um silennnncio. Uhuh? Alguém ai? Vamos chacoalhar! Fala tú: saudade do samba. Falo eu: saudade de vocês!
1 comentário »Bali
Bali
Foi-se embora a afetação, que já me era estranha, agora, estrangeira, desconhecida. Respiro. Arrumo meus papéis, meus encontros, e recebo a benção dos curandeiros, dois healers, Hindus. O primeiro, GD, o Gade, com as mãos nas minhas costas, disse: Você chora, mas não sabe a que. Você quis ir longe, mas não tinha certeza para que. Agora, você simplesmente já vai saber. Tudo se encaminha para uma nova vida, você sabe por que sorrir, agora. Só boas coisas estão à frente. Um deus na terra, um espírito de paz profunda, beleza infinita, e firmeza suave, esse Mr. Gade Sarsa… Suas palavras e previsões… Sim. Algo em mim, sabe, é
assim.
Respire. Sinta uma paz imensa. Pare com turbulência de problemas. Vá e assuma uma nova vida. E a perspectiva de amor e saúde e bem estar ficou, está, é, será.
Gosto de um trecho o OSHO, que citei em SobreViver, sobre a tensão. A tensão não tem nada a ver com que está acontecendo ao redor. Se você se deixa ficar tenso, vai arrumar uma desculpa, uma razão, uma preocupação, um pensamento. Então, você não relaxa. A experiência de relaxar e ficar em estado de NIrvana é uma decisão, não circunstancial… Agora me lembro…
Decido ir ver o Vulcão. BATUR. A amiga Helen Fox foi quem contou que todos os balineses dormem com o rosto virado para o Northeast. Isso quer dizer, virados para Batur, saudando a Deus. Não é lindo mesmo isso?
Fui ao Volcano. E então o escalei no dia seguinte. Senti a respiração desta expressão balinesa de Deus na minha mão, o vapor da terra, as histórias de suas erupções, a marca negra das lavas de outrora, feito as cicatrizes das minhas cesarianas. Senti a força de Deus nos pés, a loucura de escalar os 1717 m, as 4 da madrugada, com um guia mirim, muito delicado e paciente (já não tenho 20 anos, e a subida pegou um pouco). Há crateras na rocha lá em cima, donde sai o vapor e o calor, vivo, intrínseco, intenso.
Gravei uma mensagem (imitando meu amigo amado, Ranimiro, porque ele é que é vídeo-repórter de aventura…) e fala tú, Rani, assiste aí, mexi com você lá!
O som não está bom, mas achei que valia a penas vocês VEREM esse negócio. É incrível. Consegui colocar no YouTube, primeiro lá em baixo, depois lá em cima, com a respeitável subida…Ufa. Em terra:
Veja aqui o vídeo - antes de subir…
La em cima, no topo de Batur (aqui sim o som ajudou, e a reportagem pra deixar o Rani babando) Veja aqui o vídeo
Estou centrada. Me lembro de meu corpo, com a consciência de que a verdade, o amor, o bem estar, são uma escolha. Stop Burden problems. Go get a new life. No caminho, dois templos e uma pequena oração com meu guia, singela, bela.
Esse passeio deveria ser para 24 horas, não 6 horas. Mas o mundo é assim. As pessoas correm na saída dos aviões, e na entrada dos lugares, e no restaurante, e na fila do metrô, todos apressados… Confesso que minha natureza de ascendente em touro me pede por um pouco mais de contemplação e paciência, experimentar, viver a experiência. Na minha volta a Bali, onde planejo ter o escritório central da Quantum para Ásia e meio oriente, e talvez África, certamente voltarei a Batur. E desta vez, para acampar, meditar uma noite inteira, conversar na fogueira, cantar com violão, rezar por proteção. Ele fica bem em frente a Agung, a maior montanha de Bali, a qual se faz referência na festa do Dharma enaltecido, sobre o anti Dharma, ou seja, os bons espíritos e a elevação interior, vencendo os maus espíritos e as tendências inferiores… A boa sorte para o ano inteiro. Então vem a festa, o Galungan, com tudo que já mostrei e contei das oferendas e os pêndulos, que representam Agung… E a purificação com os elefantes.
Os filmes vão subir até o dia do meu aniversário, 8/11, quando estarei no Canadá, acho que para completar a consciência disso tudo. Vou subir um por um, porque além de tempo, requerem contato. São preciosos.
Claudia Riecken
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