Espírito, Simbologia, vivacidade. A China e Pequim.
Bem pessoas, hoje a noite aqui se revelou em festa. Ninguém soube ( ninguém conseguiu, rs) me explicar direito por que, nem nosso intérprete “ROZÉ”, que só diz ser festa da lua cheia. Por que? Porque é tradicional? Na verdade é a rica Festa da Primavera, que caiu bem hoje, o 2o ano novo chines. Que bela cultura. Muito barulho, e muita suavidade. Esse tem sido o resumo da energia vigente, plutoniana, da China. Fogos desde as 5 da tarde. Todos, inclusive eu, passando a noite em claro. Eles no país todo, se consagrando em família. Eu e as meninas, em contato com nossa família e com os queridos de toda parte, graças a tecnologia.
Cada ano, quando o inverno rigoroso vai terminando e se aproxima a primavera, o povo chinês realiza uma festa com solenidade e grande animação. É a primeira festa tradicional do ano. Antes, como a China vinha usando calendário lunar e esse dia era o primeiro dia do primeiro mês, a Festa da Primavera se chamava de “Ano Novo”. Depois da Revolução de 1911, o país passou a usar o calendário gregoriano. Para diferenciar os dois dias de “Ano Novo”, o povo chamava o Ano Novo de calendário lunar de “Festa da Primavera” (geralmente entre os últimos dias de janeiro e meados de fevereiro do calendário gregoriano). A véspera do Ano Novo é uma ocasião importante de reunião familiar. Todos os membros da família se reúnem para desfrutar uma deliciosa “ceia de véspera”, após o que se sentam para conversar ou dedicar-se aos jogos. Muitas pessoas passam a noite sem dormir “aguardando o ano”. No dia seguinte, há visitas aos amigos e parentes, para “venerar o ano”, fazendo votos para que o novo ano seja satisfatório. Durante a Festa da Primavera se realizam atividades culturais e recreativas tradicionais do local, como a dança dos leões, a dança das lanternas, a dança do dragão, o remar de Barco na terra, as pernas-de-pau e outras festas.
Com isto, desde às 5 da tarde, os fogos de artifício não param. Todos indo e vindo pelas ruas, dirigindo daquele jeito espetacular que já contei….rs… Em contato…com algo além… Chamando a florada. Em consonância com as mudanças. Em contato com a família…
Comidas típicas das três festas tradicionais
中国国际广播电台
As mais importantes festas tradicionais são a Festa da Primavera, a Festa do Barco-Dragão e a Festa do Meio Outono. Pela passagem destas datas festivas, chineses costumam comer Yuan Xiao, pamonhas e bolo da lua, respectivamente.
Yuan Xiao
Dia 15 de janeiro do calendário lunar chinês termina a maior festa tradicional chinesa ( hoje, 09/02/09), o Ano Novo lunar. Nesse dia, a população costuma comer Yuan Xiao, ou conhecido no sul do país como Tang Yuan. Trata-se de uma comida feita de farinha de arroz glutinoso. Em forma redonda, as bolinhas de Yuan Xiao, geralmente de tamanho de nozes, têm os recheios bem variados. São cozidas em água fervente.
As lojas mais famosas para a produção de Yuan Xiao são Daoxiangcun e Guixiangcun de Beijing.
Sensibilidade e simbologia: delicadeza e força exuberante.
Fomos a Cidade proibida. A Entrada fica no atual Museu do Palácio Imperial, e a primeira porta é chamada de Porta da Paz celestial. Vamos entrando por este que é um dos maiores complexos construídos pelo ser humano, e fico impressionada com a beleza, os telhados, os símbolos. Os portais, em cada porta maior, tem estes NOVE pontos tanto na horizontal quanto na vertical. Simbolizam o poder, já que nove é o último dos números reais. Servem-se a fortalecer o reino, à época, o imperador.
A cada passagem, um trono. O primeiro é o Trono da Harmonia Suprema. Fica nos primeiros salões onde o Imperador despachava, e recebia pessoas. O segundo trono, da Harmonia Central, é um lugar intermediário, salão m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o- onde o imperador descansava, lia, mais recolhido, onde há um sofá amerelo. O terceiro é o Trono da Harnomia Preservada, e aqui temos os aposentos do Imperador. Uma cama belíssima.
Todos os salões que juntos abrigavam 8800 pessoas, são ornamentados com leões de proteção frontal, um macho e uma fêma, incenssários gigantes, jóias, símbolos de força, benevolência, retidão….
Sei que prometi contar o insight sublime no TEMPLO Do CÉU. Trata-se de um parque do mesmo nome, onde o templo, belo como tudo o mais na Cidade Proibida e suas imediações, era usado pelo imperador, que sendo filho do céu, seria ouvido em sua meditação por pedir uma boa colheita. Ali, nós três pedimos por nós. Por vocês. Por ele. Por nosso país. Por nossos negócios. Pela vez do Brasil, ajudar o mundo a pensar flexível, fazer acontecer, não ficar aí, anestesiado não…
Ei-lo, O TEMPLO DO CÉU
Ao passar pelo parque, depois do templo, a esquerda, num gramado grande, uns quarenta casais dançavam uma espécie de milonga, não estou certa exatamente da modalidade. Mas imagine…O parque do Ibirapuera. O parque de Brasília. O parque de Santa Catarina….Eles dançavam as 4 da tarde, numa alegria de baile. Quietos. barulhentos. Chineses.
Um senhor observando que eu filmava a dança, simplesmente me buscou, e sua parceira nos filmou…Eu atrapalhada, eles falando Chinês…Minhas filhas olhando lá de baixo de um quiosque, no frio de zero graus, e depois aplaudindo… rimos muito. Colocamos o video no You Tube, da uma espiada…
http://www.youtube.com/watch?v=E895-PxxT9o&feature=channel_page
Este parque, pra sempre na minha memória, trouxe a visão do Sutil e Objetivo, da sensibilidade e da calma diligente de uma sociedade sob o governo que tem. A tarde reunia grupos de canto a cada esquina, com livros na mão e vozes belas ao vento… Algo impressionante, numeroso, vivaz. Outros grupos de carteado, muitos , muitos, a cada 50 metros em uma enorme varanda que ladeava os salões…. Baralhos e risos, olhos atentos, as pessoas em pé. Um movimento diferente…
E o homem da flauta, por fim… que me daria um recado chinês: silencioso, e com alto e bom som….Ao sair do parque, ouvi o som. Parei. Virei. Ele estava enconstado no grande arco da saída. Como o conhecido mestre Taoista, identificado com a flauta, ele de longe nos fitou. Tocou para nós. A imagem, o frio, a visão de tudo que vimos no parque, um momento existencial de conexão particular e entre nós. A solidão que encerra nossa existência é profunda, individual e implacável. O acesso a essa fonte interior simplesmente acontece aqui. Somos solitários em nós mesmos. Somos potencialmente unidos como humanidade. Aquele velho flautista, e o som invasivo nos emocionou. Não falamos nada. Saimos juntas. A China detem a magia de um povo místico, e mais que isso, até supersticioso, o que sempre acontece nas culturas marcadas por simbologias. Pequim, em especial, é um lugar de delicadeza e força brutal.
Feliz primavera chinesa. É ano novo ! VIVA!
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3 respostas para “ Espírito, Simbologia, vivacidade. A China e Pequim. ”
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11 de Fevereiro de 2009 @ 10:19
Claudia!!!
Que delicia de viagem!!!
Conta mais, conta mais, conta mais…rs
Bjsssss
11 de Fevereiro de 2009 @ 10:43
Momentos maravilhoos de uma viagem transformadora. A magia do povo chinês, pelo que senti em sua palavras deve ter entrado em sua almas de maneira sutil, mas permanente.
Aproveitem tudo com olhos atentos e coração ardente.
abraços
Sandra
21 de Maio de 2009 @ 12:46
Gostei muito da apresentação,não conhecia, irei mais fundo para comentar com profundidade.