Bali

Bali

Foi-se embora a afetação, que já me era estranha, agora, estrangeira, desconhecida. Respiro. Arrumo meus papéis, meus encontros, e recebo a benção dos curandeiros, dois healers, Hindus. O primeiro, GD, o Gade, com as mãos nas minhas costas, disse: Você chora, mas não sabe a que. Você quis ir longe, mas não tinha certeza para que. Agora, você simplesmente já vai saber. Tudo se encaminha para uma nova vida, você sabe por que sorrir, agora. Só boas coisas estão à frente. Um deus na terra, um espírito de paz profunda, beleza infinita, e firmeza suave, esse Mr. Gade Sarsa… Suas palavras e previsões… Sim. Algo em mim, sabe, é
assim.

Respire. Sinta uma paz imensa. Pare com turbulência de problemas. Vá e assuma uma nova vida. E a perspectiva de amor e saúde e bem estar ficou, está, é, será.

Gosto de um trecho o OSHO, que citei em SobreViver, sobre a tensão. A tensão não tem nada a ver com que está acontecendo ao redor. Se você se deixa ficar tenso, vai arrumar uma desculpa, uma razão, uma preocupação, um pensamento. Então, você não relaxa. A experiência de relaxar e ficar em estado de NIrvana é uma decisão, não circunstancial… Agora me lembro…

Decido ir ver o Vulcão. BATUR. A amiga Helen Fox foi quem contou que todos os balineses dormem com o rosto virado para o Northeast. Isso quer dizer, virados para Batur, saudando a Deus. Não é lindo mesmo isso?

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Fui ao Volcano. E então o escalei no dia seguinte. Senti a respiração desta expressão balinesa de Deus na minha mão, o vapor da terra, as histórias de suas erupções, a marca negra das lavas de outrora, feito as cicatrizes das minhas cesarianas. Senti a força de Deus nos pés, a loucura de escalar os 1717 m, as 4 da madrugada, com um guia mirim, muito delicado e paciente (já não tenho 20 anos, e a subida pegou um pouco). Há crateras na rocha lá em cima, donde sai o vapor e o calor, vivo, intrínseco, intenso.

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Gravei uma mensagem (imitando meu amigo amado, Ranimiro, porque ele é que é vídeo-repórter de aventura…) e fala tú, Rani, assiste aí, mexi com você lá!

O som não está bom, mas achei que valia a penas vocês VEREM esse negócio. É incrível. Consegui colocar no YouTube, primeiro lá em baixo, depois lá em cima, com a respeitável subida…Ufa. Em terra:

Veja aqui o vídeo - antes de subir…

La em cima, no topo de Batur (aqui sim o som ajudou, e a reportagem pra deixar o Rani babando) Veja aqui o vídeo

Estou centrada. Me lembro de meu corpo, com a consciência de que a verdade, o amor, o bem estar, são uma escolha. Stop Burden problems. Go get a new life. No caminho, dois templos e uma pequena oração com meu guia, singela, bela.

Esse passeio deveria ser para 24 horas, não 6 horas. Mas o mundo é assim. As pessoas correm na saída dos aviões, e na entrada dos lugares, e no restaurante, e na fila do metrô, todos apressados… Confesso que minha natureza de ascendente em touro me pede por um pouco mais de contemplação e paciência, experimentar, viver a experiência. Na minha volta a Bali, onde planejo ter o escritório central da Quantum para Ásia e meio oriente, e talvez África, certamente voltarei a Batur. E desta vez, para acampar, meditar uma noite inteira, conversar na fogueira, cantar com violão, rezar por proteção. Ele fica bem em frente a Agung, a maior montanha de Bali, a qual se faz referência na festa do Dharma enaltecido, sobre o anti Dharma, ou seja, os bons espíritos e a elevação interior, vencendo os maus espíritos e as tendências inferiores… A boa sorte para o ano inteiro. Então vem a festa, o Galungan, com tudo que já mostrei e contei das oferendas e os pêndulos, que representam Agung… E a purificação com os elefantes.

Os filmes vão subir até o dia do meu aniversário, 8/11, quando estarei no Canadá, acho que para completar a consciência disso tudo. Vou subir um por um, porque além de tempo, requerem contato. São preciosos.

Claudia Riecken

 

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