A Semana do Empreendedorismo
Você sabe, passei meu aniversário em Toronto.
Empreender é se lançar… É ir ver… Explorar. A curiosidade, o desafio, o esforço de chegar onde você acha que te cabe, onde você pode alcançar, mas não muito facilmente, se não perde a graça… Nem tão difícil que te desanime…
O inverno que quer chegar a Toronto… E era um sonho das crianças… Coisa de filme, as folhas… As árvores… Pra conferir e curtir a sombra…
Pra brincar e se distrair na terra.
Pra compartilhar e respirar o ar gelado a beira de um dos cinco maiores lagos do mundo (Ontario Lake)
Pra observar a beleza e o amor sensível… Pra amar, de montão…
Pra amar, de montão…
Quando eu era criança, via meu pai todos os dias acordar muito cedo, se arrumar, banho, barba, rádio ligado naquele programa que repetia: Que horas são? SETE HORAS. RE-PI-TA; SETE HORAS, nas vozes masculinas dos locutores. Ele vinha cheiroso, se vestia com elegância, e tomava café com a gente, o que ele considerava muito importante. De terno e gravata, se despedia de nós, eu pronta para ir para escola, e ia ele para fábrica de papel Simão, onde foi por 30 anos, administrador de empresas, com cargo diretor de complexas operações. Ele construiu uma vida de inúmeras riquezas. Lembro-me de uma história sobre ele ter tido um boliche por poucos anos, mas sua vida de trabalho foi mesmo como executivo. Foi interessante, criativa, cultural, aventureira e rica a vida do velho Kurd. Ele era velejador, ia a Brasília pelo sindicato patronal, ia de helicóptero a fábrica de Salto, tinha moto, era um gato!
Já minha mãe era artista plástica, pintora, professora de pintura, expositora, além de espiritualista, e sempre teve seu próprio pequeno negócio. Houve épocas em que me lembro, ela tinha 60 alunas de pintura por semana, todas as tardes casa cheia. Mas ela não pagava as contas de casa, nem da gente, embora mantivesse seu dinheiro para si e para os materiais e coisas do estúdio, e vendesse peças, quadros, verdadeiras obras de arte. Mais tarde, ela se sustentou deste trabalho, e viveu os últimos anos de sua vida nos Estados Unidos, retomando a arte.
Com isso aprendi a enxergar o empreendedorismo de forma clara: tem mais a ver com como você age, do que onde você trabalha, sendo ou não dono do seu negócio. Sem demérito aos empreendedores verdadeiros, como eu, que abrem um negócio, geram renda e empregos, e são os verdadeiros responsáveis pelo alavancar dos resultados todos os dias. Acontece que empreender tem a ver com correr riscos de lutar por melhorias, e sentir-se “dono”, responsável- (que responde por)- resultados e avanços. Claro que meu pai foi um grande empreendedor. Ele enriqueceu sem ser dono do próprio negócio, trabalhando honestamente, e era uma autoridade também naquela empresa. Então, poderíamos dizer que há o empreendedor e o líder? Sim, poderíamos. Quero, entretanto abrir a página do empreendedor corporativo. Ele é mais que um líder. Ele administra orçamentos, pessoas, idéias, e dá corpo a organização. Um médico que trabalhe para uma clínica ou hospital, e que for um médico empreendedor, será muito importante para a vida e para as melhorias reais daquele lugar. O Empreendedor corporativo é mais do que o líder.
Assim, amplio o leque do tema empreendedorismo, que deve interessar a todos. Empreender quer dizer investir energia, idéias, tempo, dinheiro e pessoas engajadas em mudanças e novos meios de prestar serviços ou produzir bens, envolvendo risco. Risco de não dar certo? Risco por ser novo? Vejo essa oportunidade em toda parte. Empreendedores domésticos, que melhoram a casa e o convívio em família, empreendedores sociais, que trabalham nas comunidades, nas organizações, na ONU, empreendedores da paz, que empregam habilidades e capacidades diplomáticas ou de comunicação para desbaratar conflitos, empreendedores governamentais, e empreendedores educacionais, que re-inventam (please!) as salas de aula, e as escolas em si. Professores empreendedores! Todos os empreendedores fazem verão. E sim, os empreendedores da iniciativa privada, que montam um consultório, uma fábrica, uma consultoria, uma oficina, uma escola, um comércio. Estes últimos agregam capital e uma dose de coragem especial, a qual costumo definir como capacidade de alguém sentir-se mais forte e ser maior que o risco. Planejamento, visão, cálculos e vísceras são necessários, e humildade, porque não são eles que fazem acontecer sozinhos.
Hoje é o primeiro dia da semana mundial do empreendedorismo. Todos os sites do Grupo Quantum estão participando ativamente da troca de conhecimentos sobre o empreendedorismo. O Método Quantum, ferramenta comportamental mundial da semana, lança o Empreendedor Quântico, um relatório sobre o qual trabalhei quatro anos. Pesquisamos cem nomes notáveis e conseguimos uma matriz orientadora. Mas insistimos que todo mundo é livre e todo mundo pode empreender. Como e com que modelo, é o que ajudamos a identificar na Interpretação de mapa Quantum, que lê a personalidade e a dinâmica da gente com beleza inédita, traçando um paralelo com o perfil dos maiores empreendedores do Brasil, e você, nesse momento de sua vida. Na interpretação, as pessoas chamam a gente de bruxo. Rs… O Empreendedor Quântico-EQ pode ser feito como cortesia (vá ao site) e a interpretação pode ser agendada com um dos nossos “bruxos”, os analistas Quânticos credenciados na pós graduação latu sensu de interpretação de mapa comportamental Quantum. Quais seus pontos fortes? Onde está sua energia e seu momento de vida, para você se focar com maior segurança? Todas as interpretações de mapa reverterão verba para os amigos DOUTORES DA ALEGRIA e Endeavor, iniciativa, da Universidade Quantum que investe no projeto. E promete ser um momento de verdadeira eureka!
Lançamos então, a semana do auto-conhecimento, que vocês andam recebendo da nossa produção, orgulhosamente.
Você sabe, eu acabo de fazer “um giro por aí tudo” no nosso planetinha… Me aproximei de 35 idiomas, umas 15 moedas e contatos especialíssimos. Me sinto um pouco mais lúcida sobre o que considero local X global. Há elementos que estão na China, na Rússia, na Holanda e no Brasil, e em outros lugares. Há aspirações surpreendentemente óbvias e iguais, em povos muito diferentes em suas culturas e expressões. Há diferenças maravilhosamente esquisitas nas coisas mais simples. E eu fiquei com a cara da Claudinha do velho Kurd, aprendendo… Especialmente a não comparar-me. Sempre haverá pessoas piores que eu, e melhores que eu. Comparar faz você ficar vaidoso/arrogante ou amargo. No primeiro caso, oh, que bacana sou eu, muito melhor que aquele/a ali. No segundo, oh, que triste a vida, não sou tão bacana quanto aquele/a ali… Como só podemos ser a gente, melhor ser o melhor que pudermos, e empreender em nós, de acordo com isso!
Quando eu mesma era criança, minha prima trazia receitas de bolo do Rio, e a Lina, nossa empregada cozinheira fazia o bolo e “a gente” vendia. Eu ficava na porta com a placa dizendo Bolinho CR$ 2,50. E todo mundo que passava eu oferecia. Eu era a vendedora do nosso empreendimento. Minha prima era metida e dona da verdade (todo mundo tem um primo assim, rs). E minha Irma era mandona. Elas dividiram o dinheiro assim, no final: $ 17 pra Prima $15 pra Irma e $ 14 pra mim. O critério? Ora, a idade! Simples, mais velhos ganham mais! Grrr. Rs. Logo, eu comecei a pensar em sistemas de remuneração, participação de justiça e merecimento, único adágio confiável, parafraseando o mestre Luiz Fernando Muller, redator e pesquisador responsável pelo EQ, para o sucesso verdadeiro na vida. Parabéns Lufe. Estou orgulhosa de nosso time e desse brilhante trabalho. Bons ventos empreendedores, com amor e fé redobrados!
Claudia Riecken
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