Minhas notas pessoais no Moleskine de papel, inéditas!
Bem, seguem notinhas do meu moleskine de papel, muitas feitas na tabacaria da Al.Lorena, do Beto Ranieri, que é o lugar de excelente serviço, e reúne uns escribas, música de final de tarde, com fumo permitido, pra eu soltar leve o início da semana das águas.
O Novo que é perene, o Perene que é um Tesão Abemd, Sarau Margherita….
Há 20 anos dirijo uma empresa maluca, inovadora, séria, jocosa, bacana e de valor. Por seguir após as comemorações de 20 anos, tenho revisto o percurso. Houve um tempo em que éramos muito ligados a ABEMD, associação brasileira de Marketing Direto. Depois não mais… Então revivi os tempos de serviços a Coca Cola, no Rio de Janeiro. Intensos workshops no PDG de alta negociação (Programa de Desenvolvimento gerencial). Houve o Citibank, A Tec Toy, o Sudameris, os tempos de Fundação Cásper Líbero. Me pego pensando em abrir uma nova casa, de Salsa, literatura, clube de leitores e poetas, compositores. Acho que vai se chamar Isla de Marguerita, ou Sarau (Isla de) Marguerite. Inovar sempre é positivo. A vida tem fases, momentos, vínculos, que parece, passam mesmo. Mas o perene tem seu lugar, se cuidarmos de ser menos modistas, e mais presentes. Quase não presto atenção aos eventos, porque num dia, são tantos, e estou correndo para os próximos, que me obrigo a parar no trago noturno, meditar depois do esporte matutino, e respirar (que é grátis), elegendo coisas, projetos, pessoas, e vivências que nutro, inovando na forma, mas não abrindo mão do conteúdo. E não abrindo mão de quem amo, nem de ajudar quem mais precisa, sempre. Na última 5a feira do mês, tem festa. Essa foi dos anos 70. Genial. O perene que é um tesão. Não abro mão.
Gente atraente e encantadora. Ainda bem que aquela mulher (ou aquele cara) Tesão demais está la longe…risos risos… Que maravilha que existem pessoas Tãaaao maravilhosas bem distribuídas no planeta, lá na ponte que partiu, na pqp, que a gente é só um. rs. : ) Se todos estivessem todo dia do teu lado não dava…Parabéns bonitões…Mas fala Tú: vida de musa é um saco. Quando parece que não precisamos de nada, só admiração e inveja, detona. Vem cá, e me abraça… : )
Academia de sucesso: a da dança do acasalamento - Ir a academia é treino para tornar-se melhor em alguma modalidade. Pois recomendo que os empresários do setor lancem a modalidade acima. Trata-se de inspiração no episódio do Dino, de A Família dos Dinossauros. Ele aprende a Dança, mas é só. Ouço duas médicas oncologistas, descasadas, mais 4 amigas paulistanas, idem. Duas pacientes de tratamento em recomposição familiar. Por outro lado, 3 re-solteiros novos. A queixa comum é: os pretendentes não bancam nada, emocionalmente falando. A coisa anda uma enrolação total. “O cara compra o bilhete do vôo, mas não embarca”. O outro manda 14 e-mails de declarações de amor, mas não comparece, não de-sen-vol-ve. Falta de presença afeta o cérebro, o trabalho, o afeto, e pelo visto, o sexo. Acorda galera. A vida é agora. Se entregue ao que estiver vivendo. Faz bem para pele, e superar medos dá sentido à vida. A sociedade do “faz pose” não pode vencer a riqueza de o autêntico ser vital, faz favor!
Sexo, Quem ganha com o que? Homem produto? Mulher erótica….? Eles na berlinda? Quem precisa querer de verdade?
Meu novo livro está na área. Com as personagens aprendemos. A eroticidade está em voga e em crise de transformação. Os homens agora também desejados, ao contrário do que pensam, em sua maioria um pouco rendidos do seu poder original ( provedor, chefe da família, Machão), tem poder de verdade só agora. Pense comigo; nós somos eternas, sexualmente falando. Podemos fazer sexo ou não na hora que decidirmos. Eles não. Dependem do desejo. Não podem fingir- me lembra o Mau- com homem rola ou não rola… Mas a alma está ou não junto, mesmo quando “rola”… O violeiro apaixonado pela vida- e com medo secreto- me lembra quando Reich certa vez afirmou que duas pessoas com inteligência acima da média durarão juntas num relacionamento íntimo por no máximo 3 anos… Em “A função do orgasmo”, seu livro, muito do que nos move de fato é retratado. Mas convenhamos…Reich tem uma história familiar e pessoal atípica, e embora tenha estudado tudo, com profundidade multidisciplinar, sua matriz interior é um caso sério… É dela que sai a crença e a capacidade do que alguém vai viver na prática.
Desde cedo, vivendo na fazenda e em contato direto com a natureza, Wilhem se interessou pelos fenômenos e funções naturais. Na sua autobiografia de juventude, Passion of Youth, Reich conta que aos quatro anos já sabia o essencial sobre a sexualidade animal e humana, e que nessa tenra idade tentou intimidade erótica com uma criada. Aos onze anos e meio teve a sua primeira cópula, com a cozinheira da casa, que lhe ensinou os movimentos de vaivém do coito. A partir de então, diz ele, teve relações sexuais quase diárias durante anos.
Em 1909, Cecilie, a mãe, durante as frequentes viagens e ausências do seu ciumento e colérico marido, foi seduzida pelo preceptor dos filhos (um cuidador adjunto na educação das crianças) . À noite, o jovem Wilhelm espiava os amantes, chegando mesmo a sentir desejo pela própria mãe. No início de 1910, Leon acabaria por descobrir o adultério, com o involuntário testemunho do aterrado Wilhelm. A partir de então, Leon passou a atormentar e a humilhar impiedosa e diariamente a sua mulher, de tal forma que ela acabou por se suicidar em 29 de setembro de 1910, no culminar de uma tragédia familiar de contornos edipianos, que muito traumatizaria Reich e lhe definiria o rumo da sua vida.
Em 1914, cheio de remorsos, o pai contraiu voluntariamente uma pneumonia que degenerou em tuberculose e morreu, deixando o jovem Reich e seu irmão Robert (nascido em 1900), desamparados e a braços com a gestão da fazenda em circunstâncias muito difíceis. Apesar de tudo, Reich prossegue os seus estudos - mas no ano seguinte, no decurso da I Guerra Mundial, a região é invadida pelos Russos e a fazenda é destruída. Reich teve de fugir para Viena, completamente arruinado, onde foi incorporado no exército austríaco, graduando-se como oficial e servindo na frente italiana.
Durante anos, vários movimentos revolucionários recuperaram parte de sua obra, sobretudo seus escritos sócio-políticos, seguindo a tese de que não há revolução social sem revolução sexual, entendendo por sexualidade as relações afetivas, comunicantes, pessoais, etc. Reich reivindicou a função da sexualidade não como uma mera realização do coito, mas como a fusão com o outro. A vivência plena do amor e da sexualidade era vista por ele como fator indispensável para a satisfação emocional.
Todo o seu pensamento indica que é preciso uma mudança radical nas relações humanas. Associa a separação de um bebê do corpo da mãe na hora do parto com o assassinato de Cristo, com a psicose, com o fascismo e com a função do orgasmo. A complexidade de seu discurso é algo que vai além de sua época.
A sua mais importante contribuição, que revolucionou toda a Psicologia, foi provar que a neurose é produzida socialmente, instalando-se em todo o corpo e não apenas na mente das pessoas. O conceito de couraça neuro-muscular do caráter mostra como a neurose se dá através da estagnação da energia vital. No livro “A Função do Orgasmo”, Reich coloca que o orgasmo sexual pleno e satisfatório é o regulador biológico da harmonia vital. Militante socialista despertou a atenção para o fato de que as neuroses eram provocadas pelo desvio da originalidade das pessoas, através de bloqueios à sexualidade e à afetividade, portanto um fenômeno sócio-político. A partir daí, passou a dar um novo enfoque a Psicologia, centrado no indivíduo, seu corpo e suas relações sociais.
Saiba mais sobre Reich aqui
O nosso Tesão é resultado do que somos feitos. Bert Hellinger insiste que ao reverenciar papai mamãe e todos os antecessores, nos tornamos livres para fazer nosso destino sem repetições tão óbvias. Nesse caso, até Wilhelm poderia talvez ter intimidade satisfatória por mais de 3 anos. E o violeiro apaixonado, viver sem amarras tantas paixões que exala… suspensas na sua dor. Transformar, e ser original. É muito mais do que ser “diferente-igual”- como diz Gikovati (todos de brinco, todos de piercing, todos diferentes-iguais). Ser você e achar sua expressão livre, no contexto individual, dentro do sócio-político e familiar. Sou Claudia Riecken, Deus permita! Fala tú: quem eres?
Minha mãe, Vanuza, Rentao Russo são crianças como você… USA- As verdades menos hipócritas também valem. Hegemonia da América se deveu a isso? Objetividade fria?
Nascidos em 60,70,80 ( tá bom, 30, 40 também, se estiverem vivos, além da minha madrinha que é de 1910!) Somos lenda viva
Tudo mudou e vai mudar mais. Apenas que somos o trânsito. O povo que cheirou viu viveu a coisa toda. Nunca em toda a história lida, uma encarnação/geração vivenciou as mudanças do Bonde ao Telefone TV, ao Fax a Internet ao virtual.
Somos vida mutante em nossos registros neurológicos. Proibido apegar-se, impossível confortar-se, sem fluir junto.
Minha saudade e meu amor estão vivos, minha adaptação é reticente, meu tesão é confidente.
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