Arquivo de 27 de fevereiro de 2009
O ToR, Term of Reference
CONSULTORA EM DESENVOLVIMENTO COMPORTAMENTAL
ENQUADRAMENTO
Timor-Leste tem uma história marcada pela violência vivida pelo seu povo no último século. O impacto brutal deste passado recente nas vivências e padrões de comportamento atuais é inegável.
Durante a II Guerra Mundial (1939-1945) 6% da população alemã foi dizimada, o que foi considerado uma enorme tragédia. Timor-Leste perdeu entre 16% e 32% da sua população durante a ocupação Indonésia. Para além do fato de 80% das infraestruturas do país terem sido destruídas, o que faz com que seja necessário começar tudo de novo, é ainda mais grave o fato de que todas as famílias timorenses terem sofrido com a morte de pelo menos um ente querido durante a guerra.
Inevitavelmente, os efeitos traumáticos de tais acontecimentos estão ainda muito presentes na sociedade timorense em fase pós-conflito. Numa análise efetuada aos casos acompanhados pela ONG PRADET (a primeira a intervir no âmbito da saúde mental após 1999), 29% da amostra foi considerada como tendo comportamentos perigosos, 42% como incapaz de levar a cabo atividades de autosustentabilidade, 58% como tendo um comportamento bizarro, 75% manifestaram stress inibidor de capacidades e 19% foram considerados insociáveis.
Torna-se fundamental intervir para apoiar as pessoas a ultrapassar todos os problemas que caracterizam uma sociedade pós-conflito, restituindo a serenidade e tranqüilidade, a paz de espírito, erradicando os padrões de violência gerados durante a ocupação. Esta intervenção é necessária a todos os níveis, não apenas em nível individual e familiar mas também no nível organizacional, no local de trabalho.
Numa organização como o Parlamento Nacional esta intervenção assume uma importância especial porque as pessoas estão sujeitas a um stress diário que não respeita a sua própria organização do tempo, mas que também tem de se coadunar com o ritmo do trabalho parlamentar: presidente, mesa, conferência de líderes das bancadas, plenário, comissões e deputados individuais. A falta de preparação nos níveis comportamentais pode gerar comportamentos agressivos ou letárgicos que não apenas prejudicam todo o ambiente de trabalho, mas podem igualmente levar o funcionário a um mal estar crônico que o leva a ficar em casa (absentismo). Neste domínio, se justifica a aprendizagem de conceitos comportamentais que levam o funcionário a conhecer-se melhor a si próprio e aos colegas e que levam as chefias a lidar melhor com os seus funcionários.
Essa necessidade de se fazer um trabalho comportamental também foi apontada como prioridade pelo Capacity Development Advisor contratado para fazer um diagnostico das necessidades dos funcionarios do Parlamento, bem como por profissionais que da IPU – Inter Parliamentary Union e pela Assessora de Recursos Humanos no ano passado (2008).
Um ambiente saudável, em que existe calma e bom humor, aumenta a produtividade de todos e a eficácia de cada ato individualizado. Esse estado no clima e na pessoa humana daquele que trabalha é antecedido por um sentido de estar ali. Os motivadores legítimos dos trabalhadores devem estar evidentes e serem o condutor do trabalho, a razão de seu engajamento. O bom humor então, areja o raciocínio, facilita o contato com o outro, contribui para pensar em soluções em que ninguém pensou. O trabalho, em geral, implica altos desafios, prazos apertados criam pânico, pressão em excesso sufoca a criatividade. Todos os dias precisamos aprender a trabalhar com tecnologias novas, a lidar com pessoas de línguas e culturas diferentes. Quem é bem-humorado faz tudo isso de forma mais tranquila e natural. Do ponto de vista das organizacoes, ainda são raras as que conseguem proporcionar esse clima. Mas, no plano individual, nada impede que se adote essa atitude porque ninguém controla o que está dentro da cabeça de cada um.
Esse é o segredo da gestão da mudança que foi, desde sempre, uma das ferramentas mais difíceis de utilizar em qualquer sociedade. As pessoas habituam-se à forma como vivem e às idéias em vigor, tendo uma enorme resistência a tudo o que seja novo, em especial se a novidade não lhes trouxer benefícios imediatos e visíveis.
Considerando tudo o se expôs, impõe-se questionar como implementar efetivamente a mudança nas organizações públicas. Eventualmente, promovendo a adaptação e renovação dos comportamentos dos funcionários, em três vetores essenciais: informar, envolver, motivar. Informando os membros da organização sobre os processos de mudança, chamando-os a participar e motivando-os. Se a mudança não for vista como uma ameaça, poderá existir efetivo envolvimento nos processos. Por isso, se fala na importância de rever os “pactos pessoais” entre a organização e os seus funcionários sempre que é necessário introduzir mudanças.
A relevância do líder é tal que é defensável que os únicos líderes que sobrevivem são os líderes de mudança. Estes líderes não gerem a mudança mas antecipam-na. A “melhor mudança” é, deste modo, aquela que é alimentada pela criatividade das pessoas, tem origem em necessidades específicas do cliente e é institucionalizada por uma cultura que valoriza a melhoria contínua. Pretendendo fixar-se uma definição, pode dizer-se que a “gestão da mudança numa organização pública” corresponde ao conjunto das ações presentes para transformar a forma como as coisas são feitas, com vista a fazer face aos desafios e às exigências que lhe serão colocadas num futuro previsível.
Estamos perante atitudes comportamentais que devem ser tomadas em consideração e, por isso mesmo, se verifica a necessidade de uma formadora na áreas das atitudes comportamentais antes de se fazer qualquer outra formação noutras áreas do saber. Sem esta formação comportamental que irá fazer com que os funcionários queiram aprender e mudar, nenhuma outra ação de formação terá sucesso.
PUBLICAÇÕES
Autonomia para Vencer – Editora Gente
Utilizando como base os métodos de Programação Neurolinguística (PNL), a autora disserta sobre inúmeras competências que você pode desenvolver e descobrir, transformando situações complexas e obstáculos em desafios instigantes.
Apresentando diversos exemplos de situações reais ocorridas em empresas e comunidades carentes do Brasil e do mundo, Claudia Riecken disserta sobre o uso da inteligência como ferramenta competitiva, expondo a importância das competências relacionadas para que pessoas, organizações empresariais e comunidades possam construir juntas uma nova realidade.
Essa nova consciência, formada por um estilo revolucionário de liderança, propõe a participação efetiva dos envolvidos, tanto na elaboração como na execução bem sucedida dos projetos.
SobreViver – Instinto de Vencedor
Editora Saraiva
SobreViver, de Claudia Riecken, é o resultado de 8 anos de pesquisa e entrevistas com pessoas que sobreviveram às mais tremendas adversidades que a vida pode reservar a alguém. Com uma visão de repórter, esta terapeuta de renome internacional relata as práticas objetivas e subjetivas dos melhores sobreviventes, aqueles que são competentes para enfrentar os reveses inerentes à vida atual.
Como cientista atenta, autoria do teste comportamental – Método Quantum, Claudia Riecken revolucionou a leitura objetiva da nossa subjetividade, e relata os aspectos mais subtis e importantes nas escolhas que fazemos para enfrentar obstáculos com sucesso. Sem reclamações ou fugas, podemos enfrentar as adversidades sabendo que, muitas vezes, a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.
Como as mais severas crises e dificuldades da vida podem ser superadas? De que forma devemos pensar e agir para ir muito além dos obstáculos? Como são os mais determinados, implacáveis e suaves vencedores na vida? Como você também pode viver com confiança e vitalidade plena para além das adversidades?
Você encontrará histórias inspiradoras em SobreViver, com casos que vão de pessoas que sobreviveram a uma crise financeira pessoal, ou que passaram por um campo de concentração na II Guerra Mundial e perderam tudo, bens, familiares, até casos de pessoas que sofreram naufrágios, privação de liberdade, acidentes aéreos, incêndios ou traições pessoais, e ressurgiram fortalecidos e vencedores. Estes casos fazem analogia com a personalidade de seus protagonistas, e a nosso dia a dia, cujas adversidades não são tão extremas, mas requerem a vivacidade dos melhores sobreviventes.
Em comum, todos os personagens deste livro têm o fato de serem pessoas como você. Pessoas que passaram por todo o tipo de adversidade, levantaram-se e conseguiram recuperar-se ainda mais fortes. Em geral, as pessoas não têm um bom treinamento para reagir aos obstáculos da vida de forma RESILIENTE, ou seja, com a capacidade elástica de se recompor fortalecidas.
SobreViver, com os 12 portais de resiliência e a personalidade dos sobreviventes, oferece uma coletânea séria, profunda, leve e instigante sobre estas características, ao alcance de todos nós.
DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES
Em coordenação com a Assessora para os Recursos Humanos e após consulta favorável do Chief Technical Adviser do Projeto Parlamento da UNDP, do Secretario Geral do Parlamento e do Presidente do Parlamento, a Consultora Cláudia Riecken foi responsável pelas seguintes atividades:
1. Diagnostico de Necessidades: Realizar diagnostico com os consultores internacionais no UNDP Parliament Project, para realizar evento com foco com o staff do Secretariado
Publico Alvo: Consultores Internacionais da UNDP e CTA
Carga Horária: 4 horas
Local: Centro de Estudos de Gênero
2. Workshop A: Desenvolvendo competências comportamentais, com base no Método Quantum com foco em melhoria de resultados do Parlamento.
Publico Alvo: Staff do Secretariado e liderança.
Carga Horária: 8 a 16 horas
Local: Taibesi – Pd Antonio Vieira
Palestra 1: “Como procurar consensos/compromissos em situações de conflito?”
Descrição: Numa arena política em que existem diversas opiniões torna-se necessário saber respeitar o outro e compreender as razões para a adoção de determinadas posições. Trabalhar no sentido do bem comum, sabendo procurar compromissos ou mesmo consensos pode ser essencial para parlamentares em países saídos de situações muito traumáticas.
Publico Alvo: Deputados
Carga Horária: Entre 2 e 8 horas, de acordo com a disponibilidade e necessidade deste público, palestra ou curso.
Local: Plenário
3. Palestra 2: “Escolhas além de Limites – Resiliência e Liderança no mundo”
Publico Alvo: Staff do Secretariado e Deputados, Membros do Governo, Corpo diplomático, etc. (a ser definido pelo Parlamento Nacional)
Carga Horária: Entre 2 e 8 horas, de acordo com a disponibilidade e necessidade deste público, palestra ou curso.
Local: Plenário
4. Palestra 3: “Liderança Azul” (Palestra Cortesia)
Publico Alvo: alunos da UNTL, futuros lideres do pais
Carga Horária: 2 horas
Local: UNTL – Universidade Nacional de Timor-Leste
Diferenças humanas: certo, errado, práticas e modelos de vida
Austrália, Dear Australia
Atravessei todo o país em uma semana, a primeira por aqui, para onde voltarei dia 01 de Março 09, depois da missão no parlamento do Timor Leste e na UNDP, agência da ONU com quem contribuo de forma contratada.
Perth, Western Australia, onde tenho família, já se tornou uma segunda casa para mim.
Trata-se de um país rico, organizado, uma Inglaterra praiana. O inglês é acentuado, cantado, muito engraçado.
Os tubarões apareceram neste verão com mais personalidade. Dois ataques a surfistas na semana de 17/02. Estamos na praia. Um helicóptero passeia sobre as águas limpas, muito limpas de Perth. Enquanto duas das minhas filhas vão indo em casa buscar a prancha de surf, fico na areia com a mais nova, observando o helicópetero, que vai parando, baixando pertinho d´água, e eu previa…seria ali um tubarão….. Toca a sirene do hotel da orla, alta, alarmante. Todos saem correndo da água. Nós batemos palmas, uau, aviso de tubarão, e as duas da prancha voltaram correndo, para me avisar do que se tratava. Coisa de filme. Fim do surf, areia firme por meia hora. Logo, voltamos a nadar (no raso….). E uma bronca da Lili – mãe, não bate palmas, não é uma coisa boa! Rimos muito.
A formatura da Curtin Business University foi glamurosa. Ao ar livre, estruturada e belíssima. Um senso de contenção exagerada marca o comportamento do povo. Formalidade, regras, ingleses praianos. Mas, na intimidade, o crocodilo simpático e de jeitão tropical aparece. Gosto dos australianos, e em especial, dos NeoZelandeses, que por vezes aparecem vivendo aqui. Estes são ainda mais aventureiros, exploradores da natureza das coisas, afáveis, inteligentes, como o Warren e Zetta, nossa primeira conexão de família aqui, que tem origens na Nova Zelândia.
Pego o avião para Darwin, “Northern Territory”, lá pra cima, desta vez, sozinha. No Caminho, Alice Spring, uma cidadezinha no meio do deserto. Lindo deserto, vermelho… Nas cidades, pedreiras, montanhas, lagos, camelos, crocodilos. Darwin tem 300 mil habitantes, e aí conheço novos neozelandeses, americanos, ingleses. Não vejo muitos brasileiros nesse lado do mundo. Eles nos recebem bem. Muito bem.
Observo a construção de hábitos e padrões. Voando de Qantas (se fala “Quantas”), e depois de uma cia aerea menor para o TIMOR, observo que os comissários de bordo passam a primeira vez, e servem um snack (um saquinho de amendoins, ou algo semelhante) e uma bebida. Aí passam recolhendo isso, e em seguida, vem uma refeição. No primeiro trecho, que era mais longo, eu até compreendi. Mas no segundo trecho, de uma hora e meia, realmente não fez sentido. Por que não passam o carrinho uma vez só e pronto? Observo que os hábitos se tornam soberanos nas nossas escolhas, e que estes, vão de geração em geração , não sendo exatamente escolhidos, nem mesmo apropriados ou úteis…são repetidos…Pense nisso. Os costumes de cada país remontam cenas de fazer rir. Na rua, aqui em Darwin, fui a um Pub. Saí para jantar, num restaurante chinês e entrei no Pub antes de voltar para o hotel. A diversão aqui é igual a BEBER. Eles bebem muito, e vão embora bem para lá de Bagdá. Os homens abordam as mulheres de uma maneira estranha, excessivamente objetiva, ou na outra ponta, indiferentes- que elas entendem e sabem o que fazer. Se uma prática como a deles se desse no Brasil, sei não. Acredito que além de não avançar a conversa, seriam esbofeteados por falta de jeito. Rs.
O raciocínio e a expressão de cada povo me intrigam muito. Olhe o rosto deste homem, a expressão daquela mulher…
O primeiro ministro da Austrália, Kevin Rudd, fez um discurso impecável de apoio as vítimas do incêndio que matou e dizimou cidades inteiras. “Vamos reconstruir cada casa, cada rua, cada escola, cada hospital, cada bairro, cada cidade. Coragem é … Tomar a titude certa, A Austrália se provou uma nação neste episódio” – completa. ‘A parte ‘as críticas que sim, podemos ter na condução internacional deste governante, ressalve-se seu brilhante intelecto. É o único de todos os chefes de estado no mundo que, ao se reunir com a China, não se utiliza nem do Inglês, nem de intérpretes: é fluente em Mandarim. Seu discurso no dia nacional de homenagem aos que padecem com o fogo, Mr Rudd se mostrou um líder respeitável e coerente aos meus olhos.
Chego ao Timor Leste. A pequena Ilha que toca minha alma. Profundamente. É o Brasil em 1800. Talvez o Rio de Janeiro de 1960. “A Muralha”. Uma sociedade caótica, um povo determinado, com segredos que ajudo a proteger e descobrir. Na montanha, com a população, na cidade, Dili, no parlamento nacional com os funcionários do secretariado, com as autoridades do governo, com a ONU e a UNPOL, UNDP, tenho trabalhado muitas horas por dia. A comunicação comunitária e entre todas as intituições que aqui se instalaram, dentre elas 600 Ongs, voluntários, jesuítas e missionários, requer coordenação. O ToR, Term of Reference que especifíca minha missão, aqui,ao lado de Denise Zanuni, membro diplomático brasileiro pela UNDP, vai abaixo. Fala tu! Falo eu. Não pude acreditar no que vi. Vamos ajudar o Timor a ser seu próprio autor. O país da Paz. A ilha de 1.1milhão de habitantes que venceu uma guerra lutando sem armas. A indonésia, invasor e ocupante, contava o mesmo número só em seu exército . Volto logo.
Nenhum comentário |A importância da família
Amigos verdadeiros se contam nos dedos de uma mão, já dizia minha mãe, e antes dela, minha avó.
Com o tempo, descobri que a amizade que confere o conforto da intimidade compartida, confiável, é mais rara, e portanto mais preciosa, do que supomos a princípio.
Aqui em Hong Kong, presto a homenagem a família. Sabe-se que viver intimamente não é o mesmo que compartir a intimidade. Compartir é sentir-se acompanhado, não apenas estar perto de outras pessoas, até mesmo no banheiro… É enxergar o sorriso discreto. Antecipar a preocupação, o anseio, o sonho e a alegria dos companheiros de jornada. Amenizar a dor. Confortar. Não ser indiferente. Dar valor. Fazer junto. Brigar. Rir…Mas é sobretudo o compromisso de cuidar. De estar junto de verdade. Nas boas ou nas más situações. É o compromisso de amar. Quantas decepções nos tornaram menos amáveis, mais duros, e menos companheiros, eu me pergunto. Como podemos confiar e amar, ser vida e energia positiva uns para os outros, eu me pergunto. Escolha a quem amar e em quem confiar.Sim, existem muitas experiências dolorosas, fruto de maus relacionamentos. Mas tente não desistir. E lembre-se de escolher uma familia, as vezes, feita de amigos, as vezes, de vizinhos, se você não tem parentes próximos. Crie-os. Nunca permita que alguém roube o amor da sua vida. Homengeio minhas meninas, que em mais poucas horas, estariam todas juntas, com a Lili, da Austrália. Um brinde a boa familia, ao bom companheiro, ao amante sincero, ao amigo seguro.

O barco ao fundo é o maior restaurante flutuante do mundo, o Jumbo. Um close que a Luanna fotografou espia só…
Hong Kong quer dizer Porto Perfumado. Originalmente, no porto onde nasceu a cidade, se vendiam muitos incensos, e então o apelido do ‘porto com bom aroma’ pegou, e mais tarde a cidade agitada nasceu. Hoje são 7 milhões de pessoas, vivendo em 1200KM2. Para que caibam, só uma solução: prédios. Arranha céus de apartamentos, enormes.
Até 1997, portanto há apenas 11 anos, HongKong era colônia britânica. O contrato de “arrendamento” -me conta nossa novo intérprete, o João- foi renegociado pacificamente. Mas tudo aqui é meio próprio. Falam o Chinês e o Inglês como idiomas oficiais, mas a língua local “mesmo” é o Cantonês. A moeda é o HongKongDolar, que tem a proporçao de 9,5HKD para cada dólar Americano. Arredondamos para 10. O Yuan, moeda da China, mal e mal é aceito por aqui. Então, é a China de HongKong, tudo diferente. Altamente comercial, também nos trouxe o binômio Chinês suavidade e força brutal, mas aqui, ao contrário de Pequim, a maneira abrutalhada dos grandes comércios é a face à mostra. Com um pouco de proximidade…descobrimos a suavidade…O templo budista ao ar livre. O jeito camarada, rápido, do povo daqui.
Fomos ao alto da cidade, 2mil metros, apreciar a vista. E o comércio, alucinante, tem de tudo a venda, barato, verdadeiro, barato pirata. Valem as indicações de conhecidos.. O passeio noturno nas ruas é bacana, muitas luzes, lembra NY ou LA. Ontem a noite, acho que os 7 milhões de HK estavam na rua principal….
Nosso tradutor é o João, do lado direito. Viveu 10 anos no Brasil,e surpresa-fala português. O motorista muda a cada viagem, mas nosso carro oficial segue o mesmo.
O artigo sobre o último Continente que escrevi teve profunda inspiração no templo budista do Mar do Sul da China, que lá na frente, depois da Indonésia e passando o mar do Timor….Encontra o Oceano Indico, e logo ali, a Austrália, donde meus momentos de família se intensificam nestes dias que virão. Salve o seio da amizade protetora, o amante amoroso, o amigo sincero, os filhos companheiros e as pessoas felizes. Que Buda nos assista e nos permita a ousadia deste compromisso. o De trabalhar em si mesmo a felicidade, e o de ter pelo próximo e amado, o amor companheiro.
3 comentários |Dica do Wikipedia Sobre a Muralha, leia mais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha_da_China
Nenhum comentário |A Grande Muralha
Em Pequim, nosso super time de dois chineses nos leva para os locais de exploração das três meninas brasileiras que eles chamam de curiosas. Eles nos acham lindas. rs. Somos definitivamente uma atração para os chineses. Risos. Aí vão o José, em pé, e nosso motorista, que buzina cumpriiiido sem razão justificável, como todo mundo. Acho que é por causa das bicicletas….
A grande muralha tem 6800 km de cumprimento! Tem entre 8 e 10 metros de altura, e 6 e 8 metros de largura, com guaritas a cada 300/500 metros. Equivale a um muro de 5 metros de altura, por 1 metro de largura ao redor do globo terrestre. Nosso guia nos ensina que 7 impérios foram unidos para que houvesse a unificação da chamada The Great Wall. O mito de que a muralha pode ser vista do espaço foi desfeito, por meio da publicação de um austronauta chinês mesmo: do espaço, a muralha é um fio de cabelo, invisível…
e a seguir, a guarita, que em tempos de guerra se servia aos guardas…tem o tamanho de uma casinha popular bem servida

No dia que se seguiu, fomos a uma casa de Chá, e vimos a tradição das ervas, experimentamos e compramos caixas e caixas de bom chá chinês. Eles são magros e saudáveis. A boa alimentação e os chás são parte do segredo. Assista uma parte da verdadeira aula no You Tube! Uma parte da imagem ficou de lado, mas considerei imperdivel as meninas aprendendo e apreciando a cultura milenar e bebendo os tais chas! http://www.youtube.com/watch?v=tLhzHrLG3OQ&feature=channel_page“> aqui
Nenhum comentário |Espírito, Simbologia, vivacidade. A China e Pequim.
Bem pessoas, hoje a noite aqui se revelou em festa. Ninguém soube ( ninguém conseguiu, rs) me explicar direito por que, nem nosso intérprete “ROZÉ”, que só diz ser festa da lua cheia. Por que? Porque é tradicional? Na verdade é a rica Festa da Primavera, que caiu bem hoje, o 2o ano novo chines. Que bela cultura. Muito barulho, e muita suavidade. Esse tem sido o resumo da energia vigente, plutoniana, da China. Fogos desde as 5 da tarde. Todos, inclusive eu, passando a noite em claro. Eles no país todo, se consagrando em família. Eu e as meninas, em contato com nossa família e com os queridos de toda parte, graças a tecnologia.
Cada ano, quando o inverno rigoroso vai terminando e se aproxima a primavera, o povo chinês realiza uma festa com solenidade e grande animação. É a primeira festa tradicional do ano. Antes, como a China vinha usando calendário lunar e esse dia era o primeiro dia do primeiro mês, a Festa da Primavera se chamava de “Ano Novo”. Depois da Revolução de 1911, o país passou a usar o calendário gregoriano. Para diferenciar os dois dias de “Ano Novo”, o povo chamava o Ano Novo de calendário lunar de “Festa da Primavera” (geralmente entre os últimos dias de janeiro e meados de fevereiro do calendário gregoriano). A véspera do Ano Novo é uma ocasião importante de reunião familiar. Todos os membros da família se reúnem para desfrutar uma deliciosa “ceia de véspera”, após o que se sentam para conversar ou dedicar-se aos jogos. Muitas pessoas passam a noite sem dormir “aguardando o ano”. No dia seguinte, há visitas aos amigos e parentes, para “venerar o ano”, fazendo votos para que o novo ano seja satisfatório. Durante a Festa da Primavera se realizam atividades culturais e recreativas tradicionais do local, como a dança dos leões, a dança das lanternas, a dança do dragão, o remar de Barco na terra, as pernas-de-pau e outras festas.
Com isto, desde às 5 da tarde, os fogos de artifício não param. Todos indo e vindo pelas ruas, dirigindo daquele jeito espetacular que já contei….rs… Em contato…com algo além… Chamando a florada. Em consonância com as mudanças. Em contato com a família…
Comidas típicas das três festas tradicionais
中国国际广播电台
As mais importantes festas tradicionais são a Festa da Primavera, a Festa do Barco-Dragão e a Festa do Meio Outono. Pela passagem destas datas festivas, chineses costumam comer Yuan Xiao, pamonhas e bolo da lua, respectivamente.
Yuan Xiao
Dia 15 de janeiro do calendário lunar chinês termina a maior festa tradicional chinesa ( hoje, 09/02/09), o Ano Novo lunar. Nesse dia, a população costuma comer Yuan Xiao, ou conhecido no sul do país como Tang Yuan. Trata-se de uma comida feita de farinha de arroz glutinoso. Em forma redonda, as bolinhas de Yuan Xiao, geralmente de tamanho de nozes, têm os recheios bem variados. São cozidas em água fervente.
As lojas mais famosas para a produção de Yuan Xiao são Daoxiangcun e Guixiangcun de Beijing.
Sensibilidade e simbologia: delicadeza e força exuberante.
Fomos a Cidade proibida. A Entrada fica no atual Museu do Palácio Imperial, e a primeira porta é chamada de Porta da Paz celestial. Vamos entrando por este que é um dos maiores complexos construídos pelo ser humano, e fico impressionada com a beleza, os telhados, os símbolos. Os portais, em cada porta maior, tem estes NOVE pontos tanto na horizontal quanto na vertical. Simbolizam o poder, já que nove é o último dos números reais. Servem-se a fortalecer o reino, à época, o imperador.

A cada passagem, um trono. O primeiro é o Trono da Harmonia Suprema. Fica nos primeiros salões onde o Imperador despachava, e recebia pessoas. O segundo trono, da Harmonia Central, é um lugar intermediário, salão m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o- onde o imperador descansava, lia, mais recolhido, onde há um sofá amerelo. O terceiro é o Trono da Harnomia Preservada, e aqui temos os aposentos do Imperador. Uma cama belíssima.
Todos os salões que juntos abrigavam 8800 pessoas, são ornamentados com leões de proteção frontal, um macho e uma fêma, incenssários gigantes, jóias, símbolos de força, benevolência, retidão….
Sei que prometi contar o insight sublime no TEMPLO Do CÉU. Trata-se de um parque do mesmo nome, onde o templo, belo como tudo o mais na Cidade Proibida e suas imediações, era usado pelo imperador, que sendo filho do céu, seria ouvido em sua meditação por pedir uma boa colheita. Ali, nós três pedimos por nós. Por vocês. Por ele. Por nosso país. Por nossos negócios. Pela vez do Brasil, ajudar o mundo a pensar flexível, fazer acontecer, não ficar aí, anestesiado não…
Ei-lo, O TEMPLO DO CÉU

Ao passar pelo parque, depois do templo, a esquerda, num gramado grande, uns quarenta casais dançavam uma espécie de milonga, não estou certa exatamente da modalidade. Mas imagine…O parque do Ibirapuera. O parque de Brasília. O parque de Santa Catarina….Eles dançavam as 4 da tarde, numa alegria de baile. Quietos. barulhentos. Chineses.
Um senhor observando que eu filmava a dança, simplesmente me buscou, e sua parceira nos filmou…Eu atrapalhada, eles falando Chinês…Minhas filhas olhando lá de baixo de um quiosque, no frio de zero graus, e depois aplaudindo… rimos muito. Colocamos o video no You Tube, da uma espiada…
Este parque, pra sempre na minha memória, trouxe a visão do Sutil e Objetivo, da sensibilidade e da calma diligente de uma sociedade sob o governo que tem. A tarde reunia grupos de canto a cada esquina, com livros na mão e vozes belas ao vento… Algo impressionante, numeroso, vivaz. Outros grupos de carteado, muitos , muitos, a cada 50 metros em uma enorme varanda que ladeava os salões…. Baralhos e risos, olhos atentos, as pessoas em pé. Um movimento diferente…
E o homem da flauta, por fim… que me daria um recado chinês: silencioso, e com alto e bom som….Ao sair do parque, ouvi o som. Parei. Virei. Ele estava enconstado no grande arco da saída. Como o conhecido mestre Taoista, identificado com a flauta, ele de longe nos fitou. Tocou para nós. A imagem, o frio, a visão de tudo que vimos no parque, um momento existencial de conexão particular e entre nós. A solidão que encerra nossa existência é profunda, individual e implacável. O acesso a essa fonte interior simplesmente acontece aqui. Somos solitários em nós mesmos. Somos potencialmente unidos como humanidade. Aquele velho flautista, e o som invasivo nos emocionou. Não falamos nada. Saimos juntas. A China detem a magia de um povo místico, e mais que isso, até supersticioso, o que sempre acontece nas culturas marcadas por simbologias. Pequim, em especial, é um lugar de delicadeza e força brutal.
Feliz primavera chinesa. É ano novo ! VIVA!

China, Fevereiro de 2009
Uma cruzada ao Oriente
Por mais de um mês, estamos fora de casa, cruzando ares e mares. Com minhas filhas pequenas, vou ao encontro da mais velha, em sua formatura, em Perth Austrália, em 19/2/09. No caminho, vamos pisar na ásia, vou pela ONU trabalhar na reconstrução do Timor Leste, exploraremos Dubai, e sorveremos a CHINA, de onde escrevo nesta manhã de 2a feira, 9 de Fevereiro de 2009. Estou na China!! Fala tu! Falo eu….
Saimos de São Paulo à 1:00 da madrugada, e voamos até Dubai, nos Emirados Árabes, pela Emirates, compania aérea muito especial. Da beleza dos uniformes, em que um chapeuzinho de aeromoça combina um lenço sugestivo do costume mulçulmano, porém internacional o suficiente para ser usado em qualquer tempo e ambiente, ao serviço impecável, viajamos por 14 horas seguidas. 
Sigo com minhas duas filhas de 10 e 12 anos, ao último continente ainda não visitado por elas. A sensação de curiosidade, aventura e exaustão, nos acalmou de forma alerta, e seus olhos se abrem feito os dos castores da Disney, curiosos… A mais nova fez febre durante o vôo, uma raridade. Fiquei impressionada com a reação da tripulação da Emirates. Ao menos 6 comissários de bordo permaneceram ao nosso dispor, se revezando de 5 em 5 minutos. Remedinho, toalhas de compressa fria, mimos, e uma remoção para primeira classe, onde estaríamos melhor assistidas. Há quem diga que foi estratégia da baixinha, rs. Havia dois lugares na primeira classe. Fui com a pequena, e depois de contornada a febre, acomodei as duas gurias lá, na mordomia, e seguimos até Dubai, onde por hora, fizemos apenas a conexão para Pequim. Em Dubai, entretanto, o aeroporto e o hotel onde descansamos por 5 horas (antes de novo vôo de mais 10 horas), mostram a grandeza do lugar, famoso por construções impressionantes também. Ficaremos 3 dias para conhecer Dubai na volta. A baixo, uma imagem da janela do quarto do hotel do aeroporto, com as formas sinuosas inconfundíveis. Nos corredores do enorme aeroporto, um festival. Primeiro, parece estamos numa festa a fantasia. Os costumes árabes são muito mais frequentes aqui, claro. Muito chique o lugar, as roupas e os véus são lindíssimos, e as lojas proibitivas no aeroporto. Já na cidade, dizem, os preços são mais acessíveis, o que saberemos por volta do dia 5 de Março, quando voltaremos a Dubai.Vem comigo. 
Pequim, é uma cidade grande. As letras em Mandarim, por toda parte nos recordam da diferença principal a ser superada, a língua. Contratamos um intérprete, o “José”, que fala um bom espanhol, e é legítmo chinês, nascido em 08 de novembro de 1982, dia e mês do meu nascimento. Curioso. Jovem, alerta e muito disposto, é nosso guia. Ele estudou espanhol aqui mesmo em Beinjing, por 5 anos. Parece disciplinado e muito discreto. Temos um motorista, que fala algumas palavras de Inglês, e buzina muito, com seu carro de luxo, como todo mundo parece preferir fazer, assim, meio fora de hora.
O trânsito é chinês. Ou seja, mistura um movimento Zen, natural e calmo , com rompantes a direita e à esquerda, buzinadas longas em meio ao silêncio, e todo tipo de automóvel. As bicicletas são muitas, e há uns taxis engraçados, uma moto com duas rodas traseiras e uma carroceria para os passageiros e malas, que vão ali esmagados…
No hotel falo Inglês. Eles não entendem bem. Falam em inglês conosco. Terminamos rindo e gesticulando. Trouxemos um dicionário cedido pela Dra Anna Maria, uma pérola. As nuances de sotaque em Mandarim são mortais. Voltamos para o Inglês… E logo, damos graças a Deus por termos José, que a tudo traduz.
A chegada em Pequim ensina sobre a grande revolução que o planeta Terra viveu nos últimos cem anos. Tudo o que conhecemos, do avião ao telefone, do automóvel a Internet, veio nesse período. É de se parar para pensar. Aqui, em Pequim, mais ainda fica marcada a mudança global, e a atmosfera local. Quem tem 40 anos de idade na China, viveu sua infância num regime comunista, em que a tradição milenar servia-se a uma política social estreita, com racionamento de comida, uso de bicicletas como alternativa única de liberdade de transporte. A China de hoje, após a queda do comunismo e a abertura capitalista, é o país que mais cresce no mundo, 9% ao ano. As mulheres dirigem seus carros. A tecnologia está em toda parte, até mesmo no banheiro do restaurante, onde há publicidade no espelho, em imagens que vão surgindo e sumindo…
“A China revolucionou sua economia, se abriu para as regras de mercado e abriu suas fronteiras ao capital e à influência estrangeiras, testemunha uma transformação de costumes sem precedentes, mas permanece imutável no terreno político”- escreve Claudia Trevisan em seu belíssimo livro China, o renascimento do império. A potência econômica segue a risca um compromisso de longo prazo em que permanece o partído único- Comunista- e a contradição visível Poder-religião- Economia de livre mercado. Jose nos avisa: temos outros partidos, mas não valem nada. A foto de Mao Tse, a frente do Museu Cultural, entrada para Cidade Proibida, aponta para manutenção de mentalidade do exercício de um governo comunista, no país capitalista que mais cresce do planeta….
Hoje no jornal os números apontam para fato inédito: pela primeira vez na história, a venda de carros na China ultrapassou a dos EUA. Há dois anos atrás, conta a notícia no China Business desta manhã, a China ultrapassou o japão em Venda de veículos, e se tornou a NR 2 no mundo. Hoje, com a crise e a queda de vendas em geral no setor, embora tenha-se constatado a dimuniuição do negócios aqui, não houve queda suficiente para que os EUA, olho do furacão na crise, ficassem para trás este mês, em que teve 37% a menos de vendas. A redução do mercado de vendas de automóveis na China esperava cair 8% em Janeiro 09. Eles ficaram a frente.
Na famosa praça dos estudantes, em frente ao Museo Central, os Chineses nos abordam, e pedem para tirar fotos conosco. Risos. Várias vezes, sorrindo, juntam-nos aos seus entes queridos como se foramos nós mesmas um monumento especial, e nos clicam. José explica que ha muitos “chinos” do interior, que nunca veem ocidentais… E minha filha diz: “Nossa mãe, nunca vi tanta gente igual ao mesmo tempo”. Rs.
Chegamos. Vem comigo. Postarei hoje a noite a visita à Cidade Proibida, ao Templo do Céu e seu Parque mágico, que eu não sabia, marcariam minha vida para sempre, e também à casa de chá e à fábrica de seda. O lado mágico da China é surpreendente e transcende os filmes…
2 comentários |Mais uma boa chance para 2009 começar bem!
Queridos Blogueiros,
Copio abaixo o texto publicado na coluna do SINOMAR, onde contribuo como colunista comportamental. Como a coluna vem aqui buscar conteúdo, me vinguei, e roubei um de lá!
Estou de partida para China, Timor Leste ( em contrato com a ONU) Austrália e Dubai. Venham comigo. Postarei diárias de lá.
EM homenagem, viva o ano novo Chinês!
-x-
Eis que temos mais uma chance, tenra e zero KM, de iniciar o ano de 2009. Hoje se inicia o ano novo para o horóscopo Chinês.
Sorrateiro, eta ano que não chega. Ensaia, arremete, dá uma voltinha, sai pra tomar um café, e agora….Lá vem ele de uma vez. Agora é de verdade, virada de segunda feira! Um ano novinho em folha, inteirinho para gente gastar. Digo e repito, quando chegar o final do ano, não vai sobrar nem um dia, terei gasto todinho, um por um dos pacotinhos de 24 horas concedidos sob o signo do Boi, (ou do Búfalo, há controvérsias). Vou fazer tudo que eu quiser. Ahhhh! Imagine isso!
O jornal do “Doutores da Alegria” já escreveu, muuuuuuita atenção, que não é para por o boi na sombra, nem querer boiada…Valendo o planejamento e trabalho consistente, que neste ano, garante frutos fartos. Se levar no ritmo de um bom dia atrás do outro( e uma noite no meio) , com esforço freqüente e tranqüilo, mas firme e decidido, dá tudo certo. Abundância, prosperidade, no amor e no fruto do trabalho. Investir na firmeza e na constância. Sustentável, sem bolhas, ilusões, mentiras e bobagens. Com lastro. Palpável feito a Terra.
Penso em cuidar do que tenho. Da minha risada farta. Do meu entusiasmo natural pela vida. Da minha braveza justificada ( quase sempre, vá lá…), do meu corpo, do meu amor. Minhas filhas, meus amigos, meu amado. Das minhas coisas, nossa casa… Cuidar dos meus parceiros preciosos, no trabalho e na esperança de estarmos fazendo valer a pena. Será?
Pode apostar. Me exige foco, mais do que coragem, olhar pra frente. Desapegar do que passou e foi bom, ou ruim. Ousar sonhar e acreditar plenamente na construção do caminho. Parto para o Oriente em Fevereiro e Março, vou a China, Austrália, Timor Leste ( pela ONU) e Dubai. O mundo precisa desesperadamente de pessoas com a coragem de brilhar sua luz própria. Vou encontrá-las por aqui e por lá. Precisamos de verdades simples. Lembre-se do quão útil podemos ser.
Proteja-se do lixo alheio. Estamos terminando o ano do rato, e estes últimos meses foram reservados a superar decepções, traições e frustrações com os falsos amigos, os fracos maledicentes, os tolos anestesiados, abobados, fofoqueiros, ou os perversos. Eles estão em toda parte. No trabalho, entre os amigos que prezamos, na família, na política, no Brasil, e por aí a fora. Canta no momento o meu Ipod…”Que Deus do céu, oh grande Deus, endossai estes trabalhos. Oxalá meu pai, tenha pena de nós tenha dó…Se a volta do mundo é grande ’seus’ poder é bem maior” Então, despertai a alma das tendências superiores, por favor. Aquela mesma da ajuda mútua, da responsabilidade de um caboclo dizer o que pensa, e honrar as calças que veste. De você ser a própria criatividade, coragem, AÇÃO. Enquanto alguém tem a coragem de se envolver com algo que quer fazer, aquele que permanece parado, olhando com cara de zumbi, termina com papo para boi dormir, e, sente-se inevitavelmente inferior ou impotente, então, inveja. Inventa. Disfarça. Foge, mente, adoece, enche. Xô pra lá. Vou fazer tudo que eu quiser!! Imagine!! Que delícia!!!
Difícil mesmo, é decidir assim, claramente o que se quer… Estou pronta.
Minha irmã americana me conta a história da tampa. “Olha tem gente à beça por aí prontinha pra despejar o lixo todo interior em cima de você. Encaixa a sua tampa, não deixa entrar não. Livre-se, limpe-se, não permita, simplesmente que a poluição te invada. Você não! Impermeabilize-se. É uma escolha. Escolha ficar bem, com ânimo, esperança, fé, energia e bom humor. Nós é que colocamos o poder nas pessoas. Coloque poder por escolha, não por mania, carência, solidão ou descuido. Escolha ser feliz. É uma decisão difícil, eu sei. Mas eu escolho.
E esse papo da crise? Pelo amor de Deus!
Tenho 42 anos. Apenas ¼ da minha vida não foi em meio a uma crise econômica, se bem me lembro. Não deixe, não permita o lixo, não permita o seu poder depositado à toa. Você não deposita seu dinheiro em qualquer lugar. Você elege um banco, por exemplo. E o sistema financeiro todo fervilha no momento… Eleja as pessoas, energias, projetos, e prepare-se. Vamos re-inventar e crescer em 2009. Cuidando do que temos. Sem realidades virtuais. Na terra, no palpável. Fiz várias avaliações realistas sobre o quadro da crise, sobre comunicação, gestão, perigos reais. Mas nesta cara coluna em que tenho navegado pela essência onde tudo começa, chamo sua fonte para ir vivendo melhor. E fazendo tudo-tudo que quer. Yes, We Can! Espero você em 2009. Você é a alma do negócio!




















