Arquivo de 31 de agosto de 2009

Lucro sem fronteiras é coisa do passado!

Práticas agressivas de Recursos Humanos (RH) visando o lucro sem fronteiras é coisa do passado. Assim como a política paternalista que pratica o assistencialismo puro, não permitindo ao trabalhador que se aprimore. O bom gestor cuida da qualidade de vida e da saúde de seus trabalhadores, agindo com transparência e estimulando o progresso das pessoas que, em última análise, serão o futuro do seu empreendimento.

Parceiros, clientes e fornecedores, buscam o que denomino de “equilíbrio sustentável” nas relações humanas e a sociedade exige que se trate os trabalhadores com respeito e dignidade. O consumidor integra esse grupo, porque rejeita ofertas de organizações que se mostram displicentes nas relações humanas; e no futuro escolherá produtos e serviços das empresas com o RH sustentável. Acredita-se que essa evolução fará com que apenas os corretos sobrevivam.

A sustentabilidade em recursos humanos é o equilíbrio das relações e das decisões. É olhar para o próximo com o mesmo carinho que gostaria que olhassem para Você. (Quando você pode se olhar com carinho, diga-se). Gerenciar o departamento de RH é gerir pessoas, depois carreiras e, enfim, resultados, nessa ordem. O excelente resultado é sempre obtido pelo grupo de bons profissionais, com carreiras construídas na devida maturação, suportadas pelo caráter de boas pessoas. A fórmula mostra que o resultado é a conseqüência da política sustentável.

No gênero, o RH sustentável é definido como uma política de gestão de pessoas que seja focada no socialmente justo, de modo aceito pela cultura local, estimulando atitudes ecologicamente corretas mas, sempre, mostrando-se economicamente viável.

Para começar, o gestor de RH não deve julgar o trabalhador por seu sexo, cor, idade, religião ou classe social e, sim, buscar a diversidade de pessoas. Cada ser humano é criado dentro de características diversas e cresce com experiências e história de vida distante do “padrão” imaginário de seu empregador. Existem CENTENAS de estudos que demonstram que a diversidade de pessoas na empresa é fundamental na busca de resultados. É muito importante prestigiar a heterogeneidade na formação da equipe: várias classes sociais, religiões, casados e solteiros, etnias diversas. Grupos que analisarão a diversidade de desafios com as mais variadas opções de solução. Mas Falo eu: há gestores que se perdem neste indicador, e criam o preconceito à avessas, valorizando a diversidade como um dogma limitado. Um novo livro de Demétrio Magnoli, em destaque na Veja de hoje, mostra que a política de quotas é uma forma de racismo. Ora, o mesmo para as organizações. A diversidade deve vir com inteligência, seleção, competências, perfis com talentos, e mentalidade vencedora. Do contrário, temos uma salada difusa….

Toda empresa, independentemente das quotas exigidas em lei, deve contratar pessoas com deficiência (ou Portadores de Necessidades Especiais – PNE), não só para que sejam “incorporadas” à sociedade, mas, também, para que os demais trabalhadores aprendam o quão rica será essa convivência. Os relatos de pessoas que têm na sua equipe um PNE são impressionantes. Acreditem: é uma experiência a ser vivida. O Método Quantum tem tido um papel importante em qualificar estas quotas com perfis e pessoas de verdade, fazendo times e resultados de verdade.

Satisfação

A carreira deve ser desenvolvida de forma a satisfazer as necessidades dos presentes, no entanto, sem comprometer as gerações futuras. Gestão de carreira passa pela formação de talentos, criação de gestores, retenção de pessoas talentosas e passagem do bastão, com despedida e aposentadoria digna aos que se retiram. Aposentados que podem ser revisitados como consultores e verdadeiros conselheiros.

Equilibrar o convívio das comunidades humanas com o meio ambiente também é função do RH. Algumas empresas chegam a vincular as metas de remuneração variável a incentivos à reciclagem e a reutilização de materiais e ao uso racional de água e energia elétrica.

A prática do RH sustentável se estende aos “terceiros” que prestam serviços ao tomador, numa vigilância técnica e procedimental. Não se deve contratar terceiros que tenham relações precárias com os trabalhadores. Essa vigilância se estende ao pagamento de impostos e tributos pelo contratado. Existe a busca pelo equilíbrio do balanço financeiro, mas com políticas trabalhistas justas. A precarização é combatida por toda a sociedade como, por exemplo, na erradicação do trabalho infantil e do trabalho forçado. Terceirização não é a desobrigação de encargos sociais, nem a redução de salários, ou a subcontratação de fornecedores, nem modismo administrativo ou remédio para crises contingências. A terceirização busca a contratação de serviço (e não de pessoas) de empresa especializada, reduzindo custos e perdas, em busca da melhor produtividade.

O RH do bem tem como Valores: a Ética, a Humanização, a Excelência Técnica, a Confiabilidade, a Capacitação Profissional, o Compromisso Social, a Isonomia de Tratamento em busca da QUALIDADE COM EFICIÊNCIA!

Fonte, com meus comentários:Sólon Cunha é advogado, mestre e doutor em direito trabalhista e sócio do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice

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Razão e Emoção… Prestenção!

“Que imensa estupidez não integrar razão e emoção”

por Iuri Ribeiro

O ser humano é a principal matéria prima de qualquer tipo de produto. É a partir das relações estabelecidas entre as pessoas que surgem resultados. E, como seres humanos, sentimos o mundo e nos emocionamos com a vida. São as nossas emoções e sentimentos que dão significado a tudo o que fazemos. Então porque, em nossas vidas profissionais e ambientes de trabalho, lutamos tão bravamente para separar nosso lado racional do emocional? Será que estes dois aspectos da psique humana não podem conviver harmoniosamente, até complementando um ao outro?

O presidente e professor da BSP – Business School São Paulo, Carlos Faccina, que atuou durante 20 anos como diretor de RH da Nestlé, separa o comportamento no mundo profissional e na gestão de pessoas nos séculos 20 e 21. Ele explica que, no século passado, era preciso entregar-se ao trabalho e entregar o produto. Este precisava de qualidade, preço, disponibilidade e tangibilidade. “As coisas tinham que ser muito concretas”, conta.

O psicanalista José Bologna, titular da Ethos Desenvolvimento Humano e Organizacional, complementa. “O século 20 foi um século racionalista, objetivista, cientificista e materialista”, diz. “O século 21 inaugura uma possibilidade”, continua. “Se formos suficientemente corajosos, lá por 2040, pessoas estarão sentadas em uma sala como esta dizendo: ‘nós conseguimos incluir a condição humana essencial, as emoções, os instintos e a estrutura fundamental da mente humana nas organizações’”, conclui o psicanalista.

Hoje, a entrega e todas as demais ações de gestão do século passado continuam existindo. Mas a isso se acrescenta a intangibilidade, aquilo que não se vê no produto, que não se sente diretamente. “Água, sabão em pó, automóvel, treinamento, desenvolvimento, plano de carreira, são todos produtos, não serviços, nesta nova concepção que vem aí”, afirma Faccina. Ele entende que, neste século, o RH deve trabalhar integrado no planejamento estratégico e mostrar como estes produtos intangíveis fazem efeito no resultado operacional da empresa.

Preocupado em estudar as relações entre as pessoas dentro das empresas, Faccina foi um dos palestrantes do terceiro dia do Conarh 2009. Acompanhado do poeta e escritor, Geraldo Carneiro, além de José Bologna, ele ministrou a palestra Relações com resultado: onde razão e emoção se encontram.

O professor da BSP introduz o tema enumerando os aspectos emocionais de sua vida profissional e pessoal e mostrando ao público como estas duas frações de sua existência se misturam. Além disso, demonstra que razão e emoção se unem em um fator fundamental nos processos decisórios e são interdependentes. “O sinal emocional tem um papel auxiliar, aumentando a eficiência e a rapidez do raciocínio”, explica. “Que imensa estupidez não integrar razão e emoção para uma maior produtividade e resultados, e, principalmente, para nossa felicidade como seres humanos”, conclui contundentemente, sob aplausos.

Trechos de obras de Beethoven, Tchaikovsky e Cartola ilustram a palestra, para mostrar ao público, na prática, como funciona sua teoria. “Isso vai descambar na racionalidade naturalmente”, conta, referindo-se às emoções causadas pelas músicas. Seguindo a mesma linha, Geraldo Carneiro recitou diversos sonetos e trechos de peças de Shakespeare. O escritor é o principal tradutor do autor britânico no Brasil. “O ser humano era uma coisa minúscula, e, com a explosão do Renascimento, Shakespeare foi o responsável por fazer deste ser humano uma coisa muito maior”, argumenta Carneiro. “Ele inventou personagens que são para nós, hoje, símbolos de cada uma de nossas emoções”, explica. Bologna concorda. “Em todos nós existe um Iago, um Hamlet. Daí a razão de nos emocionarmos tanto com estas figuras” assegura o psicanalista.

Bologna conta como estes compositores e autores habitam o inconsciente de todos. Inconsciente este que, segundo Freud, produz a nossa consciência, tornando, portanto, razão e emoção inseparáveis.

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Fala Tu, FHC… Depois falo eu!

Precisamos interagir com governantes para sermos protagonistas da sociedade, diz FHC

Da realidade que temos para o futuro que queremos. O tema da palestra era intrigante e gerou enorme expectativa entre os presentes no Conarh 2009. Diante de um auditório lotado, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso falou durante quase uma hora sobre o passado, o presente e o futuro do Brasil no cenário global. O que fizemos, o que estamos fazendo e o que devemos fazer para colocar o nosso país numa posição de destaque no globo.
Segundo o ex-presidente, a falta de sintonia entre a sociedade civil e nossos governantes é um problema sério no Brasil. Nesse ínterim, fez uma leve e superficial crítica à corrupção reinante em Brasília. Mas ele não quis abordar esse polêmico assunto e preferiu clamar aos presentes que se mobilizem mais e dialoguem mais com nossos governantes. “Como nos afirmar, se estamos à revelia do que ocorre no país? Como sermos protagonistas na sociedade se não interagimos com os governantes?”
Neste tabuleiro global com jogadores cada vez mais fortes e elementos que atuam neste cenário de maneira incisiva, cada “jogada” deve ser feita com cuidado e precaução. Mas não deve deixar jamais de ser feita. Se assim fosse feito, se tivéssemos esperado a crise passar sem agir, a situação estaria muito mais difícil. Segundo FHC, a crise assusta e, ainda vai perdurar por mais tempo: “ É como um terremoto, perturbador e traz muitas incertezas. E mesmo depois que passa, ainda deixa uma sensação de intranqüilidade”.
Na palestra, Fernando Henrique falou sobre a China, os EUA, o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), criticou as queimadas na Amazônia, a corrupção, a falta de sintonia entre a população e seus governantes e problema da Educação.
Ao analisar a nova ordem mundial, com novos protagonistas e novas maneiras de se governar, colocou a China em posição de destaque e fez uma analogia bastante interessante: “A China é como uma baleia, se mexe devagarinho, mas quando o faz, levanta muita água!”. A comparação, de fato, faz sentido. Ainda discorrendo sobre o país oriental, ele disse que o fato dos chineses não terem o costume de gastar, e sim de poupar, faz com que o mercado interno deles ainda não seja muito desenvolvido e no dia que isso mudar, os chineses vão ganhar ainda mais destaque.
Além de discorrer sobre as peças atuantes no novo cenário global, FH também enumerou
alguns novos obstáculos que, juntamente aos antigos e não-resolvidos, trazem grandes preocupações para sociedade em geral: à questão ambiental e à preocupante, temível e possível falta de água potável no mundo, junta-se o perene problema da questão nuclear que tanto atormenta as grandes potências (que também possuem essa tecnologia). “São elementos novos nesse cenário. A questão ambiental, a redução de emissões de poluentes é uma conversa de uma década, mas agora a situação está mais crítica a e os países tiveram que repensar essa questão”.
A Educação, cada vez mais precária e em falta de sintonia com as mudanças da sociedade, foi objeto de contundentes palavras: “Antes, a evasão escolar se dava pela necessidade de jovens trabalharem. Hoje isso ainda ocorre, mas também acontece muitas vezes do aluno perder o interesse, já que, diferentemente da sociedade, a Educação não evoluiu, é obsoleta.”

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Ta pintando nova candidata à presidência em 2010?

Falo Eu!
Ainda na linha das cartas reveladoras deixo o convite para refletirmos sobre o caso. Fala Tu! A Marina falou…

Em carta ao PT, Marina diz que falta de “condições políticas” motivou saída

“Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção.

Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas políticas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte pro quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos

Saudações fraternas

Marina Silva”

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United Airlines – Hit no YouTube. Já viu?

Falo Eu!
A resiliência no ambiente de trabalho conta com um recurso especial: o bom humor. Mas como consumidor desrespeitado você precisa de muiiiita paciência. Esse músico profissional viajava nos EUA e quebraram sua guitarra que fora despachada. Depois do conhecido desgaste experimentado ao reclamar nas companhias aéreas,
Dave Carrol fez um jingle jocoso , quase romântico para United Airlines, simplesmente imperdível!

Curiosamente…

A United Airlines embarcou e devolveu a sua guitarra quebrada. Ele tentou de todo jeito ser indenizado. Ficava em + – US$2.000,00. Depois de várias tentativas e muita canseira, ficou injuriado, fez um clip baratinho, mas muito bem produzido e postou no YouTube.

Mais de 4.5 milhões de acessos e 30 mil avaliações 5 estrelas.

Virou hit!

A United Airlines já apresentou várias propostas para tirar o clip do ar. Mas agora, segundo ele, o tempo dos “espertos” da United passou. O clip continua no ar. E a lição sobre o tempo certo para fazer a coisa certa fica aqui, falo eu! A vida sempre nós da a oportunidade de acordar e fazer o que tem que ser feito. Eu canto com Dave! Fala Tú!

Use o link abaixo, Vale a pena. A Música é ótima!

http://www.youtube.com/watch?v=t53LYUamBZI

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Cultura! uhooo!

Nova Rouanet terá fundos para artes cênicas e literatura

Pressão de setores conduz a mudanças no texto definitivo. Metade do dinheiro do FNC vai para Estados e Municípios.
Agência Estado – 19/8/2009 – 06h00

A nova Lei Rouanet, o texto que incorpora sugestões de mais de 2 mil produtores de todo o País, vai chegar ao Congresso este mês bastante encorpada. O Estado teve acesso exclusivo às principais modificações. Em vez de cinco novos fundos de financiamento direto à cultura, serão agora sete – foram criados também o Fundo das Artes Cênicas e o Fundo da Literatura e das Humanidades (que não existiam no projeto original).

A criação do Fundo das Artes Cênicas foi resultado direto da pressão das categorias ligadas ao teatro e dança no Ministério da Cultura. O Fundo da Literatura e das Humanidades atende a pedidos de grupos como o Movimento Literatura Urgente, que pedia a separação da produção literária do mercado editorial.

O cinema dos documentaristas, curtas-metragistas e os festivais não terá um fundo específico, como pleiteava. Mas terá cadeira cativa no conselho do Fundo do Audiovisual, que terá dois conselhos gestores, um para o cinema industrial e outro para o independente. Dois sistemas de gestão paralelos, considera o Ministério da Cultura, permitirão que o cinema “de formação do olhar, de formação de quadros” também possa ser subsidiado (atualmente, os documentaristas e curtas-metragistas se queixam que não conseguem nem ser recebidos pelos departamentos de marketing das empresas).

O texto definitivo, que será agora debatido pelo Congresso, traz ainda outras novidades. Cerca de metade do dinheiro (fala-se em 47%) arrecadado pelo Fundo Nacional de Cultura vai ser obrigatoriamente repassado a Estados e municípios. Mas é um dinheiro “carimbado”, ou seja, não poderá ser utilizado em despesas de custeio dos Estados e municípios – terá de ser necessariamente transferido a artistas e produtores por meio de editais públicos.

Outra novidade diz respeito ao “dirigismo cultural”. Um dos artigos da nova legislação veta explicitamente a análise subjetiva e garante a impessoalidade no sistema de avaliação. O Ministério da Cultura instituiu há pouco mais de um mês um concurso de pareceristas para dar mais agilidade ao processo de análise de projetos. Conseguiu a inscrição de 500 novos analistas, e também está criando, na nova lei, um mecanismo novo – o sistema de avaliação entre pares. Essa eu quero ver. Luto com vieses da ciência, da gestão corporativa, da interpretação familiar e do bicho homem quando o quesito é o “critério objetivo”. A Lei em vigor, motivo de apelo e inscrição por amigos na produção cultural, na música, e no cinema, é árida e exigente. Advogados especializados e muita discipina foi exigida dos autorizados. Mas reconheçamos, é uma viabilidade, um caminho, uma possibilidade de financiar pérolas culturais.

O sistema entre pares a que me referi consiste no seguinte: ao entrar com um projeto no Ministério, o produtor pode ser convidado para avaliar um outro projeto de sua própria área, integrando um comitê de avaliação. O modelo é do sistema universitário, da Fapesp, e os pareceres dos analistas serão a base das decisões do Fundo Nacional de Cultura. E que Deus nos ajude. Que o critério seja limpo.

A Comissão Nacional de Incentivo Cultural (CNIC) continuará existindo, mas atuará muito mais como um órgão de inteligência, semelhante ao conselho da Fapesp, instituição que é o modelo da nova legislação. O Ficart (Fundos de Investimento Cultural e Artístico), fundo de capitalização da Lei Rouanet, receberá mecanismos de maior atratividade para as empresas. O Ministério considera que o setor privado deve entrar com um patamar mínimo de investimento, e vai convidar os empresários para se associarem ao MinC em projetos de visibilidade comercial. O fundo financia uma parte, o empresário outro, e a possibilidade de lucro será atrativa, analisa o governo.

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, confirmou as mudanças apuradas pela reportagem, e acrescentou que a nova Lei Rouanet trará a palavra “critério” como um dos maiores símbolos da mudança. “Não havia essa palavra na Rouanet antiga. Isso serve para que não se crie um vazio duvidoso. Os critérios para a aprovação de um projeto estarão definidos na lei, e partem de exigências como acessibilidade, preço, a estratégia de oferecimento ao público do produto cultural. Preço, horário, local de apresentação: tudo isso vai pesar na análise do custo de um projeto que será abatido com dinheiro público”, afirmou.

PRINCIPAIS MUDANÇAS

Acessibilidade – Quanto menor for o preço do ingresso, maior a possibilidade de ser financiado pela nova lei.

Novos tetos – Além de manter a renúncia fiscal, chave da Lei Rouanet (Lei n.º 8.313) desde sua criação, em 1991, a nova legislação estabelece seis faixas de dedução do imposto de renda devido – 100% de abatimento e do mínimo de 30%, outras quatro novas faixas foram criadas (90%, 80%, 70% e 60%).

Novos fundos – Além dos fundos do audiovisual, patrimônio, artes, cultura e diversidade, haverá agora os fundos para artes cênicas e literatura e humanidades.

Documentários e curtas – Setor reclamou de falta de atenção das políticas culturais e terá um conselho gestor separado no Fundo do Audiovisual.

Dirigismo – Texto fala em veto à “análise subjetiva” e “garantia de impessoalidade”.

Nutro alguns pontos de admiração pelo presidente Lula. Entre estes, a coerência de convidar pessoas “do ramo” para dirigir áreas do governo, foi marcante no princípio. Não sei o quantro Gilberto Gil pode entender de política, nem se ficou um artista pior, depois de ter sido ministro, mas certo é que há aí gente que entende das necessidades de produção e cultura. Serginho Mamberti, nesa foto com meu querido Jacy Lage, substituia o então ministro em evento do Professor Josef Yaari, com a Pro Libera fazendo a diferença. Hoje na Funarte, o Presidente Mamberti consolida avanços que não víamos em outros tempos. Ponto para o governo quando põe gente certa no lugar certo, e que alívio, tem gente séria no governo.
Um beijo ao amado Lage, e pra vocês o discurso do Sergio abaixo, no novo cargo. Espia lá. Falo Eu: olha quantos livros e produções vem aí com apoio cultural! Fala Tú!Clau serginho mabert e jacy meu
(de 15 de junho de 2009)

Intervenção do presidente da Funarte/MinC, Sérgio Mamberti, durante a II Sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais na Sede da Unesco
PARIS, FRANÇA, 15 DE JUNHO DE 2009
Senhor Presidente,

Permita-me, primeiramente, felicitá-lo por sua eleição à Presidência desta Conferência. A delegação do Brasil vos assegura que colaborará integralmente para o sucesso dos nossos trabalhos.

Desde 2003, o conceito de diversidade cultural e o princípio do desenvolvimento sustentável estão intrinsecamente ligados às políticas culturais públicas no Brasil. Antes mesmo da adoção da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, o governo brasileiro já se dedicava ao desafio considerável de integrar a cultura em suas políticas de desenvolvimento. A Convenção e sua implementação vieram reforçar ainda mais esse objetivo, contribuindo para reforçar políticas dentro do Estado brasileiro e face à sociedade.

O Brasil incorporou definitivamente o desafio de promover o desenvolvimento sustentável por meio de suas políticas e de seus programas culturais. Neste sentido, a Convenção constitui um elemento fundamental, à medida em que ela permite a participação da sociedade civil, a promoção da autonomia e a durabilidade dos grupos culturais, reconhecendo as tecnologias desenvolvidas pela sociedade, e garantindo seu acesso.

Baseamos nossas políticas culturais em três eixos: a cidadania, a economia e o universo simbólico que reúne as expressões artísticas, os sistemas de conhecimentos e todos as contribuições dinâmicas que constituem a sociedade brasileira. O principal objetivo de nossa política cultural é responder às demandas e às necessidades da sociedade brasileira, dos artistas e dos produtores do setor da cultura que são parceiros do Estado nesta missão.

Nestes últimos anos, procuramos integrar às dinâmicas culturais as populações vulneráveis, os grupos autóctones, as populações quilombolas e todas as manifestações regionais até então excluídas de nossa política cultural. A diversidade cultural é atualmente reconhecida como sendo o maior patrimônio da sociedade, e o princípio fundador da política cultural do país.

É neste sentido que a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura lançou o Programa “Identidade e Diversidade Cultural: Brasil Plural” que integra o Plano Plurianual do Governo, de 2008 a 2011. Temos como objetivo garantir que os grupos sociais, as comunidades e as redes de produtores culturais responsáveis pelas manifestações características da diversidade cultural do país, tenham acesso aos mecanismos de criação, de difusão, de apoio e de promoção. As ações desenvolvidas nesse contexto foram elaboradas em conjunto com a população interessada, que decidiu as orientações e as ações ratificadas pelo Plano Nacional da Cultura que está sendo discutido no Congresso Nacional brasileiro.

A iniciativa do Ministério da Cultura de criar o Programa “Cultura Viva” foi motivada pela busca de um programa mais vasto e mais aprofundado sobre a cidadania cultural e a promoção do conceito de diversidade por meio das manifestações populares. Este programa permite o acesso aos meios de formação, de criação, de difusão e de fruição da cultura. Os parceiros imediatos são os agentes culturais, os artistas, os professores e os militantes sociais, que percebem a cultura não apenas como uma expressão artística, mas também como um direito de acesso à cidadania, à individualidade e à economia.

Já empreendemos esforços para a difusão da Convenção em vários níveis. Primeiramente, nós a publicamos em português, para amplificar sua difusão. Neste mês de junho, demos início a uma série de seminários com o objetivo de disseminar e de fazer com que os agentes públicos e a sociedade compreenda os artigos da Convenção. A primeira edição desse seminário aconteceu em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. A segunda será realizada em Sousa, Estado da Paraíba, numa das regiões mais pobres do ponto de vista do desenvolvimento econômico, mas com uma riqueza de diversidade cultural extraordinária

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Fisco X Contribuintes

Sobre o mega computador instalado nos subsolos de Brasília…

Falo Eu!

Que toda essa estrutura me orgulha, como contribuinte heroicamente correta, eu admito. Mas acredito que o T- Rex e o Hall se assemelhariam a uma patrulha excelente, para uma prisão defasada e cruel, um Guantánamo, a prisão americana na Ilha cubana que não tem o que fazer com os presos, e é conhecida por práticas de tortura a terroristas (possivelmente).
A tributação para empresas no Brasil é torturante. Insana, muitas vezes. Se o Hall abrir as portas para medir direitinho a contribuição legal de pessoas físicas e jurídicas, talvez possa ser exatamente ele a abrir a porta da reforma tributária necessária a um país cujo crescimento interno é um alavanque importante para nossa produção. Um texto de VEJA denominado “Ainda o IDIOTA”, aponta a figura de Chávez como obsoleta, ao tentar presentear Obama com livro das “veias Abertas da America Latina”, como se os países anglo saxões não tivessem tido maturidade na construção de suas instituições e de sua indústria, para serem mais fortes que a America Latina, mas simplesmente tivessem sido oportunistas ladrões dos ricos indefesos aqui. Chávez tenta abordagem marxista, Leninista, e Freudiana, essa última, achando a quem culpar pela incompetência administrativa, política e processual para estabelecer mercados fortes. Aqui, abuso, falta de planejamento, clientelismo e coronelismo, elevaram as taxas da iniciativa privada, e do povo, pondo a culpa nos gringos. E aí T Rex?! Vamos mostrar os números e ajudar o Brasil a se consolidar como um país próspero ou apenas aumentar o faturamento do governo?!

Fala Tu, Claudio Cru!

É HORA DE TRANSPARÊNCIA, CONHECIMENTO E CONTROLES

Como já vínhamos reiteradamente debatendo com V. Sa. a transparência, os registros contábeis e fiscais, os controles adequados dos documentos que retratam a prática de atos e fatos administrativos e fiscais, bem como, a estrita observância das normas e procedimentos que regram nosso ordenamento jurídico-tributário, terão que ser um dos objetivos do empreendedor (sociedades e firmas individuais). Os governos federal, estadual, municipal e as autarquias e outras entidades estatais, responsáveis pela administração dos recebimentos das contribuições sociais devidas por pessoas jurídicas em face do exercício de suas atividades sociais, em prol do bem público, não abrirão mão dos recursos oriundos dos impostos e contribuições devidos a estes entes por disposição legal e isto pelo simples fato de estarmos vivendo num Estado de direito. Nesse cenário, vêm aperfeiçoando seus sistemas e metas para controlar e receber de todos os contribuintes o que lhes são devidos, quer aqueles valores espontaneamente declarados pelo devedor, quer aqueles gerados e, por conseguinte devidos, mas, por qualquer motivo, não denunciados pelos contribuintes. Esses últimos serão apurados através de rigorosa auditoria virtual e, em sendo tidos como devidos, serão cobrados da forma mais célere e rigorosa possível, obviamente, sem desprezar ou prejudicar os direitos individuais de cada contribuinte devedor, como previstos em nossa Constituição Federal. O grande fator negativo é que os tributos e contribuições apurados como devidos e não informados espontaneamente pelos contribuintes (devedores) estarão sujeitos a altíssimas penas civis (multas que podem elevar o valor principal em até 150% e juros com base na variação da taxa Selic) e, em alguns casos, de ordem criminal – são os que chamamos de crimes de natureza tributária. Tudo isso representará ao devedor um alto custo para sua defesa e muito tempo para retirar de sua responsabilidade, em sendo possível, tão pesada imputação, além de ter seu patrimônio e a prática de atos civis, durante todo esse período sob constrição. Portanto, para o empreendedor e também para as pessoas naturais (física) é fundamental agir sempre com responsabilidade, e a cautela de todo homem probo, organizados em seus registros e documentos, aguçados conhecimentos e uma boa assessoria em assuntos contábeis, fiscal-tributário e ter como um dos objetivos de seu negócio o pleno cumprimento de suas obrigações legais, quer aquelas acessórias, quer aquelas principais (pagamento regular dos impostos, taxas e contribuições), cujo fato gerador estará sempre presente no exercício regular de suas atividades sociais. É importante termos sempre em mente que os tempos mudaram e a procura por recursos é uma obrigação social, que o Estado por ordem e império funcional irá buscar a qualquer custo.

A par destas considerações é nosso dever como assessores noticiar alguns procedimentos que nesse sentido vem se verificando, o que corrobora nossa opinião sobre a cautela, os cuidados e a transparência que deve existir entre o contribuinte (pessoas jurídicas ou físicas) e o fisco latu senso.

MONITORAMENTO DE CONTAS BANCÁRIAS PELO BANCO CENTRAL

É importante que você tenha conhecimento que suas contas bancárias estão sendo monitoradas pelo Governo.
Apelidado de Hal, o cérebro eletrônico mais poderoso de Brasília fiscalizará as contas bancárias de todos os brasileiros.
Desde a manhã da segunda-feira do dia 07/05/2009, trabalha sem cessar no quinto subsolo do Banco Central um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País.
Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional – CCS na sigla abreviada, já apelidado de HAL.

A primeira carga de informações que o computador recebeu durou quatro dias.

Ao final do processo, ele havia criado nada menos que 150 milhões de diferentes pastas – uma para cada correntista do País, interligadas por CPFs e CNPJs aos nomes dos titulares e de seus procuradores.

A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros, em informações providas pelo sistema bancário.
Quando o sistema se estabilizar, o CCS deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias.

Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País, estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário.

São três servidores e cinco CPU’s de diversas marcas trabalhando simultaneamente, no que se costuma chamar de “cluster”. Este conjunto é o novo coração de um grande sistema de processamento que ocupa um andar inteiro do edifício-sede do Banco Central. Seu poderio não vem da capacidade bruta de processamento, mas do software que o equipa.

Desenvolvida pelo próprio BC, a inteligência artificial do Hal consumiu a maior parte dos quase R$ 20 milhões destinados ao projeto – gastos principalmente com a compra de equipamentos e o pagamento da mão-de-obra especializada.
Só há dois sistemas parecidos no planeta. Um na Alemanha, outro na França, mas ambos são inferiores ao brasileiro. No alemão, por exemplo, a defasagem entre a abertura de uma conta bancária e seu registro no computador é de dois meses.
Aqui, o prazo é de dois dias. Não por acaso, para chegar perto do Hal, é preciso passar por três portas blindadas, com código de acesso especial.

Visto em perspectiva, o sistema é o complemento tecnológico do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), que, nos anos de Armínio Fraga à frente do BC, uniformizou as relações entre os bancos, as pessoas, empresas e o governo.

Com o Hal, o Banco Central ganha uma ferramenta tecnológica a altura de um sistema financeiro altamente informatizado e moderno. “Recuperamos o tempo perdido”, diz o diretor de Administração do BC, João Antônio Fleury.

O supercomputador promete, também, ser uma ferramenta decisiva no combate a fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro no Brasil. ‘ “Vamos abrir senha para que os juízes possam acessar diretamente o computador”, informa Fleury. O banco de dados do Hal remete aos movimentos dos últimos cinco anos.

Antes de sua chegada, quando a Justiça solicitava uma quebra de sigilo bancário, o Banco Central era obrigado a encaminhar ofício a 182 bancos, solicitando informações sobre um CPF ou CNPJ. Multiplique-se isso por três mil pedidos diários. São 546 mil pedidos de informações à espera de meio milhão de respostas. Em determinados casos, o pedido de quebra de sigilo chegava ao BC com um mimo:
“Cumpra-se em 24 horas, sob pena de prisão”.

A partir da estréia do Hall, com um simples clique, COAF, Ministério Público, Polícia Federal e qualquer juiz têm acesso a todas as contas que um cidadão ou uma empresa mantêm no Brasil. R$ 20 milhões foi o orçamento da criação do cadastro de clientes do sistema financeiro. Sob controle 182 bancos 150 milhões de contas 1 milhão de dados bancários por dia ….

RECEITA FEDERAL APERTA O CERCO CONTRA OS CONTRIBUINTES Abril/2009

Todos devem começar a acertar a sua situação com o leão, pois no próximo ano o fisco começa a cruzar mais informações e no máximo em dois anos eles vão cruzar tudo.

As informações que envolvam o CPF ou CNPJ serão cruzadas on-line com: CARTÓRIOS: Checar os bens imóveis – terrenos, casas, aptos, sítios, construções; DETRANS: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skis e etc.; BANCOS: Cartões de crédito, débito, aplicações, movimentações, financiamentos; EMPRESAS EM GERAL: Além das operações já rastreadas (Folha de pagamentos, FGTS, INSS, IRR-F e etc.), passam a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e serviços em geral, incluídos os básicos (luz, água, telefone, saúde), bem como os financiamentos em geral. Tudo através da Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Eletrônica e Nota Fiscal Digital.
TUDO ISSO NOS ÂMBITOS MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL, amarrando pessoa física e pessoa jurídica através destes cruzamentos inclusive os últimos 5 (cinco) anos.

Este sistema é um dos mais modernos e eficientes já construídos no mundo e logo estará operando por inteiro.

Só para se ter uma idéia, as operações relacionadas com cartão de crédito e débito foram cruzadas em um pequeno grupo de empresas varejistas no fim do ano passado, e a grande maioria deles sofreram autuações, pois as informações fornecidas pelas operadoras de cartões ao fisco (que são obrigados a entregar a movimentação), não coincidiram com as declaradas pelos lojistas.
Este cruzamento das informações deve, em breve, se estender o número muito maior de contribuintes, pois o resultado foi ‘muito lucrativo’ para o governo.

Sua empresa é optante pelo SIMPLES? Então veja esta curiosidade inquietante:
TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO REAL: Maioria das empresas de grande porte.
Representam apenas 6% das empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda arrecadação nacional;
TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte. Representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda arrecadação nacional;
TRIBUTAÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil e respondem por apenas 6% de toda arrecadação nacional, ou seja, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da informalidade.
A recomendação é de que as empresas devem se esforçar cada vez mais no sentido de “ir acertando” os detalhes que faltam para minimizar problemas com o FISCO.

Leia a matéria abaixo para maiores esclarecimentos.

FISCO APERTA O CONTROLE DOS CONTRIBUINTES

A Receita Federal passou a contar com o T-Rex, um supercomputador que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o software Harpia, ave de rapina mais poderosa do país, que teria até a capacidade de aprender com o ‘comportamento’ dos contribuintes para detectar irregularidades.
O programa vai integrar as secretarias estaduais da Fazenda, instituições financeiras, administradoras de cartões de crédito e os cartórios.
Com fundamento na Lei Complementar nº 105/2001 e em outros atos normativos, o órgão arrecadador-fiscalizador apressou-se em publicar a Instrução Normativa RFB nº 811/2008, criando a Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (DIMOF), pela qual as instituições financeiras têm de informar a movimentação de pessoas físicas, se a mesma superar a ínfima quantia de R$ 5.000,00 no semestre, e das pessoas jurídicas, se a movimentação superar a bagatela de R$ 10.000,00 no semestre. A primeira DIMOF foi apresentada até 15 de dezembro de 2008.
IMPORTANTE: O acompanhamento e controle da vida fiscal dos indivíduos e das empresas ficarão tão aperfeiçoados que a Receita Federal passará a oferecer a declaração de imposto de renda já pronta, para validação do contribuinte, o que poderá ocorrer já em 2010.
Apenas para a primeira etapa da chamada Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização da Receita Federal para o ano de 2008 foi estabelecida a meta de fiscalização de 37 mil contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, selecionados com base em análise da CPMF, segundo publicado em órgãos da mídia de grande circulação.
O projeto prevê, também, a criação de um sistema nacional de informações patrimoniais dos contribuintes, que poderia ser gerenciado pela Receita Federal e integrado ao Banco Central, DETRAN, e outros órgãos.
Para completar, já foi aprovado um instrumento de penhora on-line das contas correntes.
Por força do artigo 655-A, incorporado ao CPC pela Lei 11382/2006, poderá requerer ao juiz a decretação instantânea, por meio eletrônico, da indisponibilidade de dinheiro ou bens do contribuinte submetido a processo de execução fiscal.
Tendo em vista esse arsenal, que vem sendo continuamente reforçado para aumentar o poder dos órgãos fazendários, recomenda-se que o contribuinte promova revisão dos procedimentos e controles contábeis e fiscais praticados nos últimos cinco anos. A Receita está trabalhando mesmo.
Hoje a Receita Federal tem diversos meios – controles para acompanhar a movimentação financeira das pessoas. Além da DIMOF, temos a DIRPF, DIRPJ, DACON. DCTF, DITR, DIPI, DIRF, RAIS, DIMOB, etc. etc. Ou seja, são varias fontes de informações.
Esse sistema HARPIA, já estava em teste há 2 dois anos, e agora está trabalhando pra valer.
Com a entrada em vigor da nota fiscal eletrônica e do SPED, que já começou pra valer em 2009, essa situação vai piorar, ou melhor, melhorar a arrecadação.
Todo cuidado é pouco. A partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente as receitas, bens, os custos, etc. Ainda, como apresentar ao fisco suas demonstrações de resultado e seu Balanço Patrimonial, pois a incoerência e/ou a distorção nestes demonstrativos poderá conduzir o fisco a confrontar e analisar os dados que este dispõe sobre esse contribuinte.

Colaboração:
Escritório Claudio Cru
Dacota Audi Contábil
Bureau Documental
Agosto/2009

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News, sobre dinheiro, duas blogadas!

Gasto secreto representa 45% das despesas com cartão
Levantamento do Portal da Transparência com as despesas dos cartões corporativos do governo federal mostra que os gastos sigilosos já representam 44,95% do total de todas essas contas.
Até julho de 2009, de um total de R$ 34.975.225,45 com despesas de cartões corporativos, R$ 15.721.590,91 teve seu conteúdo protegido por lei. Esse porcentual chega próximo da metade de tudo o que é gasto com cartão no governo. Se for comparado com o ano passado, esse porcentual representa um avanço expressivo nos gastos sigilosos. Em 2008, de um total de R$ 55.257.326,02 em despesas com os cartões corporativos, R$ 18.712.166,98 representaram gastos secretos, ou 33,86%.

Mas esse pode ser justificado com a migração completa dos pagamentos feitos em outra modalidade (as chamadas contas do tipo B, que usavam talões de cheques) para os cartões corporativos. Como as despesas das contas do tipo B não eram contabilizadas junto com os cartões, o total de despesas sigilosas foi menor no ano passado.
Essa explicação, inclusive, é chancelada pela Controladoria Geral da União (CGU), responsável pelo abastecimento de dados do portal. A CGU argumenta que os gastos com os cartões são muito pequenos em relação ao total de despesas do governo como um todo.

O Fundo para Aparelhamento e Operação das Atividades da Polícia Federal (PF) respondeu por cerca de R$ 7,5 milhões em contas secretas.
A Secretaria de Administração da Presidência da República fez aproximadamente R$ 4,5 milhões em gastos sigilosos. Já a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teve despesas secretas de cerca de R$ 3,2 milhões. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Mais tempo e mais dinheiro
Mais do que garantir uma boa poupança ou otimizar a agenda, aprenda a juntar as duas coisas e fazer seu tempo e seu dinheiro trabalharem para você.
O que você faria se tivesse mais tempo e mais dinheiro? Provavelmente, você já tem algumas respostas na ponta da língua e pode até estar pensando que um só deles bastaria para realizar seus sonhos: ficar mais horas com a família ou juntar alguns milhares de reais para comprar uma casa, por exemplo. Mas, saiba, qualquer que seja seu projeto de vida, você precisará de uma boa dose de ambos. Tanto na carreira como nas finanças pessoais, o sucesso de seus planos depende do uso inteligente (e eficiente) de tempo e dinheiro. Esta é a tese do livro Mais Tempo, Mais Dinheiro (Editora Thomas Nelson), escrito por Gustavo Cerbasi e Christian Barbosa, que chega às bancas neste mês.

Os autores são referências em suas respectivas áreas de trabalho. O paulistano Gustavo Cerbasi, de 35 anos, é colunista de VOCÊ S/A e um dos principais especialistas de finanças pessoais do Brasil. Gustavo é autor de nove livros, entre eles Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Editora Gente), que já vendeu mais de 730 000 exemplares. O santista Christian Barbosa, de 30 anos, desenvolveu um software de gestão de tempo usado por mais de 100 000 pessoas em 29 países, tem cinco livros publicados e é dono de um dos maiores bancos de dados sobre produtividade do mundo. No mês passado, a Microsoft o premiou como um dos melhores parceiros de desenvolvimento de sistemas da América Latina. Ambos são exemplos de como buscar uma vida equilibrada usando tempo e dinheiro a favor. “Não basta querer ter muito dinheiro ou horas de sobra na agenda se não houver uma motivação maior por trás disso”, diz Gustavo, que abraçou a carreira de escritor e hoje trabalha três dias por semana. “É preciso criar metas e fazer um bom uso dessa conquista, para que valha a pena”, afirma Christian.

Juntos, Gustavo e Christian formularam um método para ajudar as pessoas a organizar as finanças pessoais e as atividades profissionais. A base desse método é o planejamento. Segundo eles, o segredo é conhecer suas principais aspirações pessoais. Depois, é preciso mergulhar fundo no seu comportamento e descobrir em que você gasta seu dinheiro e tempo. Feito o diagnóstico, a recomendação é: comece a definir prioridades, fazer escolhas e eliminar as barreiras à produtividade pessoal e à poupança familiar. São esses três fatores que garantirão o bem-estar no futuro e a segurança para tomar decisões mais ousadas de carreira e de investimentos, criando um ciclo virtuoso, que os autores chamam de ciclo da prosperidade.

De acordo com Gustavo e Christian, todo mundo vive dentro de um ciclo, dependendo da relação estabelecida com o tempo e o dinheiro. Ou seja, você é resultado das escolhas que faz no uso desses recursos — se poupa ou se gasta, se trabalha muito ou se reserva um horário para o estudo. Além do ciclo da prosperidade, há também os ciclos da frustração e o da sobrevivência. Entender os ciclos é o primeiro passo para você perceber a que distância está da realização de seus sonhos. “O que determina em que ciclo se está é o equilíbrio”, diz Christian. “Ter muito dinheiro ou muito tempo não significa que se está prosperando.”

Durante a produção desta reportagem, foram enviados ao site de VOCÊ S/A quase 1 000 histórias de leitores que se inscreveram para receber consultorias exclusivas de Gustavo e Christian. A constatação: a grande maioria dos casos enviados à redação relata problemas sérios na gestão de tempo e de dinheiro, com muitas histórias de dívidas, tarefas atrasadas, ou ambas. “O brasileiro está no ciclo da sobrevivência ou da frustração porque não temos a cultura do planejamento”, diz Gustavo.
Alguns sinais deste ciclo

• Queda na qualidade de vida, de produtividade e das finanças.
• Aumento do nível de estresse.
• Dificuldade para definir prioridades e metas.
• Falta de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
• Sensação de estar deixando coisas importantes para trás.
• Revolta em relação à sua condição de vida.
• Dificuldade de tomar decisões e fazer escolhas.
• Dificuldade de planejar no curto, médio e longo prazo.
• Sensação de tristeza ao ir para o trabalho.

CICLO DA SOBREVIVÊNCIA
O ciclo da sobrevivência se caracteriza pela falta de evolução. Há um controle limitado sobre trabalho e finanças. A pessoa tem um emprego estável e é capaz de pagar suas contas. Porém, falta uma estratégia para gerir tempo e dinheiro. Pode ganhar bem, mas trabalha muito. Pode ter tempo, mas não o utiliza para desenvolver a carreira. O risco para quem apenas sobrevive é que basta um contratempo que represente gastos extras ou mudança de rotina para ficar no limite entre a sobrevivência e a frustração. A história da engenheira paulista Marinna Prior Silva, de 29 anos, supervisora de calibração da Ford, ilustra bem esta questão. Marinna já tentou diversas ferramentas, como Outlook ou agendas para se organizar, sem sucesso. “Meu principal problema é a dificuldade de planejamento”, diz. Não é raro ela levar trabalho para casa, até mesmo nos fins de semana. Marinna está às vésperas do casamento, o que tem aumentado ainda mais as urgências, já que precisou encaixar os preparativos nos fins de semana. Em relação à gestão financeira, a engenheira sempre manteve a linha e conseguia investir, com a ajuda de um software que facilitava a gestão do orçamento. Mesmo com as contas em dia e certa reserva, fruto dos seus investimentos, Marinna vive no ciclo da sobrevivência. A parte financeira está em dia, mas a gestão do tempo faz com que ela viva apagando incêndios. “As urgências são para a gestão do tempo o que os juros são para a gestão financeira”, diz Christian.

CICLO DA PROSPERIDADE
O ciclo da prosperidade é reservado às pessoas que fazem uso racional e adequado do tempo e do dinheiro, de maneira sustentável. Ou seja, ao longo do tempo, a pessoa consegue garantir bem-estar pessoal e qualidade de vida sem diminuir suas reservas. Quem vive neste ciclo também tem problemas com imprevistos, mas, quando aparecem, são driblados com certa tranquilidade. Quem vive no ciclo da prosperidade é Lorise Costa, de 36 anos, gerente de desenvolvimento de produto do Informa Group, empresa de São Paulo que organiza congressos e treinamentos para executivos. Para chegar lá, Lorise precisou romper com uma rotina que a fazia trabalhar 12 horas por dia. Fez isso matriculando-se em um curso de pintura, que a obrigou a sair do escritório sempre na mesma hora. Percebeu, então, o quanto de tempo desperdiçava com conversas no café e reuniões improdutivas. O salto de produtividade deu mais visibilidade ao seu trabalho. Hoje, com um fi lho de 3 anos, Lorise trabalha oito horas por dia, acha tempo para se reunir com os amigos, viajar e fazer cursos. “As metas claras me ajudaram a ter tempo e a gerenciar meu dinheiro para o que é importante para mim”, diz Lorise.

Alguns sinais desse ciclo

• Controle do tempo e do dinheiro, com foco no que é importante.
• Facilidade para tomar decisões.
• Equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
• Planejamento de carreira, vida e finanças, com metas e planos de ação definidos.
• Uso consciente do dinheiro, com reservas para investimento.
• Aumento perceptível do patrimônio.

COMO AVANÇAR NOS CICLOS
O tempo e o esforço necessários para passar de um ciclo a outro dependem de suas escolhas e dedicação a esse projeto. O segredo, segundo Christian e Gustavo, é ter um método. No livro, os autores propõem um programa com quatro passos para ajudar a traçar um plano para aumentar o patrimônio e ter tempo para usufruir dele.

1. Descubra o que é importante. Quem identifica isso com clareza consegue ser mais produtivo no trabalho e ter mais tempo livre para as coisas que gosta. “Se o importante não ficar claro, maiores as chances de fazer coisas erradas, que só desperdiçam tempo e dinheiro”, diz Christian.

2. Pare com o que não traz retorno. Ao definir o que é importante, evite as tarefas que não ajudam a construir riqueza ou a ganhar tempo. É a hora de focar e, quem sabe, trabalhar 16 horas por dia, para zerar pendências e pegar mais leve depois. Eficiência é fundamental para cortar o que não interessa ou o que desvia você do que é importante.

3. Planeje o equilíbrio. A palavra planejar muitas vezes gera uma sensação de rigidez. No entanto, a partir dessa etapa as peças começam a se encaixar. Definir objetivos e projetos de curto, médio e longo prazo e criar tarefas que levem até eles aumentam a chance de concretizá-los.

4. Melhore a qualidade de consumo. Após cumprir todos os passos, você já tem um uso eficiente de tempo e dinheiro. É possível, então, entrar de vez no ciclo da prosperidade, buscando atividades que proporcionem bem-estar. “Tem pessoas que colecionam sonho e nunca desfrutam deles, mesmo com condições para isso”, diz Gustavo Cerbasi. É preciso sempre rever o prazer que você tira daquilo que consome, dando cada vez mais peso para os itens que estão no topo do ranking.

VOCÊ ESTÁ NO CAMINHO CERTO? Ir para casa com a sensação de realização depois do trabalho, se sentindo feliz consigo mesmo, conseguir um tempo para adiantar o trabalho do dia seguinte ou dar uma escapada mais cedo do trabalho para fazer alguma coisa legal são bons indícios de que você está no caminho certo. Na gestão fi nanceira, a soma do crescimento do seu patrimônio a cada três meses, o aumento de renda a cada dois anos e o aumento do consumo, juntos, mostram que você está prosperando.

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O desconhecido Brasil… A arte que revela a verdade, a inovação burocrática e o agente secreto chamado Senado Federal. Fala Tú, Falo eu!

“Corumbiara” cria suspense em filme sobre massacre indígena em Rondônia

Ao longo de 20 anos, um mistério paira sobre o massacre indígena na Gleba Corumbiara, em 1985, no sul de Rondônia. Há todos os indícios de que houve uma aldeia e tiroteio numa área da mata agora ocupada por madeireiros, mas nenhum índio para contar a história. O documentário “Corumbiara”, de Vincent Carelli, que fechou a noite de quarta-feira (12) no Festival de Gramado, vai atrás das pistas e se revela uma epopéia de como vive e sofre o desconhecido índio brasileiro.

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Criador do projeto “Vídeo nas Aldeias”, militante da causa há quatro décadas, Carelli atendeu ao chamado do indigenista Marcelo Santos no final dos anos 1980 para documentar os vestígios de Corumbiara. Sem apoio do governo, por mais claras que fossem as provas de que uma tribo havia sido dizimada, a investigação teve de parar. Nos anos seguintes, já com respaldo da FUNAI e da Justiça Federal, o grupo voltou à carga, e o resultado de tanto tempo de dedicação deu origem ao filme.
Destacado pelo governo para supervisionar tribos isoladas em Rondônia, Marcelo, com auxílio da câmera de Carelli, acaba localizando dois índios na floresta de um fazendeiro, em uma aldeia escondida mata adentro. A descoberta tem repercussão nacional porque ninguém consegue reconhecer a etnia e a língua do casal, o que só aumenta as suspeitas de que eles seriam remanescentes de Corumbiara.
Narrado em primeira pessoa, o filme foi apresentado pelo diretor no festival como um projeto autobiográfico e sem patrocínio, “feito na cara e na coragem, coragem instigada pela indignação”. Tanto esforço aparece nas telas através do farto material em imagens e da surpresa gerada pelo desenrolar da história.
A aproximação desses índios que ninguém entende, a procura por outros escondidos nos arredores e o embate com os madeireiros cria um clima de suspense que mantém o espectador atento, tenso, ansioso pelo que vem. Ao longo dos anos – a trama se desenvolve de 1986 a 2006 – e da narrativa construída por Carelli, os índios acabam se tornando personagens e criam empatia com o espectador, trunfo de qualquer documentário.
Longe de ser inofensivo, “Corumbiara” denuncia o rolo compressor que atravessou a Amazônia e deixou tribos encurraladas pelo avanço do desmatamento. O gado, a soja e o comércio de madeira, pela lógica distorcida dos fazendeiros, são os protagonistas da modernidade e os índios, apenas uma barreira a ser removida a bala. A questão fica clara nas declarações do advogado dos madeireiros de Rondônia: “Quer impedir o desenvolvimento? É só criar uma reserva indígena”, diz, além de enaltecer o extermínio dos índios nos Estados Unidos como forma de aumentar a produção de grãos.
Mesmo com duas horas de duração, não se sente o tempo passar em “Corumbiara”, sentimento compartilhado pela plateia, que retribuiu com os aplausos mais fortes até agora dos longas exibidos em competição. É difícil imaginar uma carreira comercial para o filme, mas momentos como esse provam que há público até para documentários engajados na causa indígena – resta alguém ter a iniciativa.

As questões que matam a inovação nas empresas

Especialista afirma que a burocracia necessária para tirar um plano de tecnologia do papel desestimula os colaboradores a sugerir iniciativas inovadoras e que poderiam solucionar grandes problemas corporativos
O excesso de padrões para o desenvolvimento de soluções, a intolerância ao erro e o excesso de ferramentas voltadas à segurança da informação são os principais fatores que atrapalham as iniciativas de inovação na área de tecnologia. A opinião é do diretor da unidade brasileira de pesquisa, desenvolvimento e inovação da consultoria Altran, Adriano Lima, o qual aposta que só daqui a uns dois anos os profissionais brasileiros devem começar a dar a atenção devida à postura inovadora nas corporações.
Segundo Lima, o excesso de processos necessários para que um plano de TI saia do papel desestimula qualquer colaborador a sugerir mudanças na estrutura atual da companhia ou a criar sistemas que resolveriam grandes problemas corporativos. “Além disso, se o funcionário não tem sucesso no desenvolvimento de um projeto, é penalizado”, diz ele, que complementa: “E não há postura mais desestimulante do que essa”.
O especialista afirma também que os CIOs precisam encontrar um ponto de equilíbrio entre seus mecanismos de segurança e a utilização de ferramentas necessárias para a o desenvolvimento de ações inovadoras. “O gestor que encontrar o meio-termo entre bloquear acessos e manter-se seguro terá muito sucesso”, afirma o consultor.
Para ele, a chave para tal dilema pode estar na liberação gradativa dos usuários para que desenvolvam a criatividade. “É preciso que a TI arrisque mais, deixe funcionários de outras áreas opinarem e criarem soluções de teste”, alerta o especialista. Ele aconselha ainda que uma parte do orçamento de tecnologia seja destinado a projetos inovadores em caráter de teste, ou seja, que podem dar certo, ou não.

Investigação no Senado encontra mais 468 atos secretos

Investigação feita por técnicos do Senado descobriu mais 468 atos secretos, além dos cerca de 500 já identificados. Esse novo grupo, editado entre 1995 e 2000, segue o mesmo padrão do anterior, ou seja, contém nomeações de aparentados de políticos, concessões de benefícios salariais e criação de cargos.
O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou nesta quarta-feira a abertura de inquérito administrativo para apurar esses novos atos secretos. A divulgação da primeira safra dos atos secretos, com a revelação de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), obteve a nomeação de parentes por meio desses documentos sigilosos, foi o estopim da crise.
Os boletins agora identificados por técnicos do Senado foram inseridos na publicação do Boletim de Administração de Pessoal (sistema que divulga essas informações), após o levantamento da comissão de sindicância que identificou os outros atos secretos do Senado. Os arquivos de computador desses 468 atos descobertos agora foram criados após 29 de maio.
Um desses boletins reservados, por exemplo, trata de uma decisão da Mesa Diretora da época criando 42 cargos de confiança no gabinete da presidência do Senado e 73 na diretoria-geral. Na época, Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) – morto em 2007 – presidia o Senado. Agaciel Maia já era o diretor-geral. Outro ato nomeia Ronaldo da Cunha Lima Filho para trabalhar no gabinete do pai, o então senador Ronaldo da Cunha Lima, em 31 de julho daquele mesmo ano.
“Nós recebemos a informação e identificamos que isso ocorreu. Já vou mandar abrir um inquérito administrativo”, disse Heráclito ao jornal “Estado”. O senador afirma que pode ter havido má-fé por parte de alguns servidores, que teriam inserido esses atos no sistema de publicação após o trabalho da comissão de sindicância. “Isso é sabotagem”, afirmou.
O assunto será levado à reunião da Mesa Diretora marcada para esta quinta-feira. O próximo passo será detectar quais desses atos foram publicados no “Diário Oficial” do Senado. Daqueles 663 boletins sigilosos descobertos pela sindicância, apenas 119 saíram no “Diário Oficial” do Senado, confirmando que o restante era secreto.
Nessa mesma reunião, a Mesa deve convalidar 36 atos secretos editados no passado. Nos últimos dias o comando do Senado desencadeou uma verdadeira operação de “validação” dos boletins reservados. Na terça-feira, Sarney decidiu manter as gratificações incorporadas aos salários de servidores de carreira por meio de 80 atos secretos e anistiou o passado: ninguém terá de devolver qualquer bônus.
Pelo menos 70 funcionários foram beneficiados, incluindo um assessor de Sarney e aliados de Agaciel, além de sua mulher, Sânzia Maia. A iniciativa contrariou recomendação da comissão incumbida de analisar a nulidade dos atos secretos. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou nesta quarta-feira a abertura de inquérito administrativo para apurar esses novos atos secretos. A divulgação da primeira safra dos atos secretos, com a revelação de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), obteve a nomeação de parentes por meio desses documentos sigilosos, foi o estopim da crise.
Os boletins agora identificados por técnicos do Senado foram inseridos na publicação do Boletim de Administração de Pessoal (sistema que divulga essas informações), após o levantamento da comissão de sindicância que identificou os outros atos secretos do Senado. Os arquivos de computador desses 468 atos descobertos agora foram criados após 29 de maio.
Um desses boletins reservados, por exemplo, trata de uma decisão da Mesa Diretora da época criando 42 cargos de confiança no gabinete da presidência do Senado e 73 na diretoria-geral. Na época, Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) – morto em 2007 – presidia o Senado. Agaciel Maia já era o diretor-geral. Outro ato nomeia Ronaldo da Cunha Lima Filho para trabalhar no gabinete do pai, o então senador Ronaldo da Cunha Lima, em 31 de julho daquele mesmo ano.
“Nós recebemos a informação e identificamos que isso ocorreu. Já vou mandar abrir um inquérito administrativo”, disse Heráclito ao jornal “Estado”. O senador afirma que pode ter havido má-fé por parte de alguns servidores, que teriam inserido esses atos no sistema de publicação após o trabalho da comissão de sindicância. “Isso é sabotagem”, afirmou.
O assunto será levado à reunião da Mesa Diretora marcada para esta quinta-feira. O próximo passo será detectar quais desses atos foram publicados no “Diário Oficial” do Senado. Daqueles 663 boletins sigilosos descobertos pela sindicância, apenas 119 saíram no “Diário Oficial” do Senado, confirmando que o restante era secreto.
Nessa mesma reunião, a Mesa deve convalidar 36 atos secretos editados no passado. Nos últimos dias o comando do Senado desencadeou uma verdadeira operação de “validação” dos boletins reservados. Na terça-feira, Sarney decidiu manter as gratificações incorporadas aos salários de servidores de carreira por meio de 80 atos secretos e anistiou o passado: ninguém terá de devolver qualquer bônus.
Pelo menos 70 funcionários foram beneficiados, incluindo um assessor de Sarney e aliados de Agaciel, além de sua mulher, Sânzia Maia. A iniciativa contrariou recomendação da comissão incumbida de analisar a nulidade dos atos secretos. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

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Lula encontra Sarney na Granja do Torto para discutir crise no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um encontro a sós com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), esta última 3ª, à noite, na Granja do Torto. Em pauta, o acordo que vem sendo negociado entre governistas e representantes da oposição para manter Sarney na cadeira.
Lula é o fiador da permanência de Sarney, que considera necessária para amarrar o PMDB à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Planalto.
Ainda não há consenso quanto ao acordo. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) teme que, se os governistas concordarem com o acolhimento de pelo menos uma denúncia contra Sarney no Conselho de Ética, ponto reivindicado pela oposição, a situação fuja de controle.
A oposição já recorreu contra o arquivamento de dez acusações contra Sarney encaminhadas ao Conselho de Ética do Senado. Ontem, senadores do DEM e PSDB recorreram contra o arquivamento de três representações e três denúncias contra o peemedebista. Mas já haviam recorrido contra o arquivamento de outras quatro acusações.
As representações arquivadas tratam do suposto envolvimento do senador com a edição de atos secretos no Senado, da suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores da Casa e de ter supostamente usado o cargo em favor da fundação que leva seu nome e mentido sobre a responsabilidade administrativa pela fundação.
As ações tratam ainda da denúncia de que Sarney teria vendido terras não registradas em seu nome para escapar do pagamento de impostos sobre as propriedades, de que teria sido beneficiado pela Polícia Federal com informações privilegiadas sobre o inquérito que investiga o seu filho, Fernando Sarney, e de negociar a contratação do ex-namorado de sua neta na Casa.
Além disso, a oposição pede que o senador seja investigado sobre a acusação de que teria omitido da Justiça Eleitoral uma propriedade de R$ 4 milhões. Três denúncias pedem para investigar os mesmos assuntos das representações.
Se as denúncias forem acatadas pelo conselho, as punições para Sarney vão desde uma simples advertência verbal até a cassação de seu mandato. A pena tem que ser decidida pela maioria dos conselheiros e em seguida referendada pela maioria do plenário.
Os recursos também têm que ser analisados pelo plenário do Conselho de Ética para o desarquivamento dos pedidos de investigação. A oposição tem cinco das 15 vagas titulares no conselho, por isso espera o apoio dos três senadores do PT para que as investigações contra Sarney sejam instauradas.
A bancada do PT sinalizou ontem que vai apoiar a abertura de parte dos processos contra o senador Sarney que foram encaminhados ao Conselho de Ética pela oposição.
Apesar de o partido ainda não ter fechado questão sobre o andamento dos processos, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que cada senador petista integrante do conselho vai votar “de acordo com a sua consciência”.
“O sentimento da bancada é contrário à tese do arquivamento sumário das denúncias e representações. Mas vamos dar argumentos consistentes para o posicionamento da bancada”, disse Mercadante.
O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou sumariamente 11 denúncias e representações contra Sarney com o argumento de que foram baseadas em notícias de jornais. E o qual o papel da iimprensa, se não levantar informações, com jornalismo investigativo, tantas vezes revelador no Brasil? Eu era diretora da Editora Três, revista Isto É, quando Mino Carta e Silvio Lefevre pilotavam redação, e, o Motorista Eriberto foi quem , em entrevista reveladora, deu o start ao Impeachment de Collor, primeiro presidente eleito por voto direto depois da ditadura militar, e primeiro a sofrer o Impeachment. Seu tesoureiro e amigo pessoal PC Farias, assassinado anos mais tarde, era o articulador de um esquema violento de corrupção.
À época, a Câmara instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as denúncias contra PC. Isso em 26 de maio de 1992. A ligação do esquema PC com a presidência foi confirmada por Francisco Eriberto Freire França, ex-motorista de Collor, na Isto é. O processo de cassação foi aberto em 29 de setembro de 1992 e Collor foi afastado. Horas antes de ser anunciado o impeachment, em 29 de dezembro de 1992, ele renunciou – uma manobra para voltar ao cargo ou, pelo menos, para não ser julgado pela Justiça Comum. Mesmo assim, foi julgado por crime de responsabilidade e perdeu os direitos políticos por oito anos. Desgraçadamente, ele voltou. Com feições notadamente alteradas, olhar de estilo psicótico, e mente perturbada, aparece na TV. Graças a imprensa, e a Eriberto, ele foi deposto, merecidamente.
Agora, Fala Tú, o conselho de ética desqualificar acusações contra Sarney hoje, por conta de serem originadas pelos jornais, ora, Sr Paulo Duque, é no mínimo agravante da suspeição do Sir Ney.
Falo Eu: Eu fui fiscal do Sarney. Lembra-se? Em sua época de presidente, antecessor do mesmo Collor, Sarney foi presidente em nome da morte do Tancredo Neves. Na transição, com Dilson Funaro, com quem meu pai foi homenageado em Brasília pelo presidente, por Honra ao Mérito como homem brasileiro de grande valor- Atuou em apoio a nova constituição que, liderada por Ulisses Guimarães, viria a ser a mais democrática do Brasil. E foi ele, Sarney, que lançou uma luz sobre a relação de valor e direitos do consumidor. Ele dizia, não éramos obrigados e aceitar toda sorte de imposição do comércio. Fora lançada a base de um novo código do consumidor. E liderando um novo espírito, tão novo no Brasil quanto antigo nos USA, Sarney nos incitava a colar no peito o adesivo: FISCAL do SARNEY. Seu último plano terminou com uma taxa anual de inflação de 1.764,86%. Você sabia que Sarney é advogado? Foi Governador do Maranhão no ano em que eu nasci? Que foi o presidente da transição para democracia? Saiba mais SOBRE A VIDA E CARREIRA DO SARNEY
Então, o que houve? Como podemos conviver com Brasil colônia em 2009?
A oposição, por sua vez, afirma que não apresentou provas concretas nas denúncias porque os processos não haviam sido instaurados na Casa
Pois eu hoje me tornei finalmente, uma legítima fiscal do Sarney. Mas desta vez, ele não incentiva. Fala tú!

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Justiça concede liminar contra a Lei Antifumo a 3 mil estabelecimentos de São Paulo

O juiz Valter Alexandre Mena, da 3º Vara da Fazenda Pública, concedeu, na noite de segunda-feira, uma liminar a favor do Sindicato dos Hoteis, Restaurantes, Bares e Similares de Itapeva e região contra a Lei Antifumo, que entrou em vigor no dia 7 de agosto em todo o Estado de São Paulo. Assim, o cigarro fica liberado em cerca dos três mil bares dos 18 municípios da região.
Na decisão, o juiz ainda anulou seis multas aplicadas pelos fiscais do governo nos quatro dias de vigência da lei na localidade. A liminar garante o consumo de cigarros e derivados em bares e estabelecimentos abertos ou que tenham fumódromos.
A Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) entrou com a ação na semana passada em nome do Sindicato, segundo seu diretor jurídico, Marcos Vinicius Rosa.
Rosa diz que a ação proposta pela Abresi suscita a inconstitucionalidade da Lei Antifumo e alega que o direito dos empresários está sendo violado. “Se um empresário quiser abrir um bar destinado unicamente para os fumantes, não pode? Se um não fumante entrar é porque quer e está consciente de que ali é um bar para fumantes. Esta lei fere a liberdade de escolha”, argumenta.
Ainda de acordo com o diretor jurídico da Abresi, a vida pertence ao homem, e não ao Estado. “O Estado não pode interferir assim nas nossas vidas.”

Lamentavelmente, as sociedades onde a intervenção do Estado interfere demasiadamente na conduta natural, e legalizada de sua população, inevitavelmente há maior repressão emocional. E quando há repressão das emoções, as saídas são a hipocrisia, pois que não se pode (e não se aprende) como expressar seus sentimentos e idéias de forma honesta. Salve o Cyber Bullying, joverns covardes, agressivos, violentos, usando a Internet para descarregar. Em condições naturais de direitos individuais, seria necessário apenas se expressar. Mas nestas tão civilizadas sociedades, já não se pode ser.

O Brasil é um dos poucos lugares no mundo onde somos o que queremos. É certo que o caso Sarney, a que dediquei tempo primeiro, mostra que esse país de baixos Rs, sem regras nem referenciais, abre portas para o lado mal do livre espírito brasileiro. Mas não quero que a civilidade seja aqui imitação de sociedades regradas, fábricas de multa, e geradoras de mais preconceito e desrespeito. A repressão a individualidade tras um dos maiores causadores da depressão, doença de que fica na superfície, porque não consegue, nesse modelo de vida, acessar seu centro, seu interior, seu amor desapegado, seu amor fraterno e a paz. Ora, pombas, é claro que deve ser permitido o bar e o restaurante de fumantes.

No processo, o juiz diz que baseou a sua decisão na liminar concedida para a Abresi no dia 23 de junho, também contra a lei que restringe o uso do cigarro em ambientes fechados. Essa decisão anterior foi anulada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na mesma noite.
A Secretaria de Justiça de São Paulo informou que vai recorrer da decisão, que vai valer nas cidades de Apiaí, Barra do Chapéu, Barra do Turvo, Bonsucesso de Itararé, Buri, Capão Bonito, Guapiára, Iporanga, Itaberá, Itapeva, Itararé, Itaóca, Nova Campina, Ribeira, Ribeirão Branco, Ribeirão Grande, Riversul e Taquarivaí. Pena que ainda não é em São Paulo- ou agora no Rio, com imitação barata e multa mais cara.

Ainda correm na Justiça em torno de 30 ações que pedem a suspensão dos efeitos da Lei Antifumo, de acordo com a Abresi. A mais relevante delas é uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), com pedido de liminar, impetrada no Superior Tribunal Federal (STF). Nela, a Confederação Nacional do Turismo (CNTur) propõe que o consumo de cigarro seja autorizado em bares, hotéis e restaurantes em todo o Estado. A ação já passa por análise do ministro Celso de Mello e corre em regime de urgência.
Um balanço divulgado na segunda-feira pela Secretaria de Estado da Saúde mostrou que 50 estabelecimentos foram multados nos três primeiros dias de vigência da Lei Antifumo em São Paulo. Ao todo, segundo o órgão, 3.864 locais foram fiscalizados no Estado.

‘Gripe suína’: Rio e São Paulo confirmam volta às aulas para segunda-feira

A secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira o retorno às aulas da rede estadual de ensino para a próxima segunda-feira. O reinício das aulas foi adiado duas vezes por conta da “gripe suína” (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Ontem, a secretaria da Educação de São Paulo também confirmou a volta às aulas na rede estadual para segunda-feira, após a prorrogação de quinze dias das férias escolares.
No Rio, o governo informou que as professoras e alunas grávidas continuarão recebendo atenção especial na rede estadual de ensino. Entre as recomendações das secretarias de Saúde e de Educação está a proibição da frequência das aulas dos alunos que apresentarem sintomas de gripe. A secretaria de Educação informou que o ano letivo irá até o dia 22 de dezembro e haverá aulas durante oito sábados, ainda não definidos.
Já em São Paulo, a secretaria da Educação informou que ficará a cargo de cada unidade a adequação de seu próprio calendário escolar, desde que cumpra com o artigo nº 24, inciso 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que fala sobre a obrigatoriedade de 200 dias letivos anuais.
Nas escolas paulistas que já tinham voltado às suas atividades, as aulas foram interrompidas e nas que estavam previstas para retornar no dia 3, as férias foram prorrogadas seguindo orientações da secretaria da Saúde. A decisão de adiar as atividades escolares teve como objetivo tentar reduzir a transmissão do vírus da “gripe suína” entre os estudantes.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, os cerca de 2,5 milhões de alunos da rede pública estadual voltaram às aulas na última segunda-feira. Segundo a secretaria de Educação todas as instituições de ensino receberão durante esta semana recurso extra para aquisição de material de limpeza, higiene pessoal e álcool em gel. O investimento é de R$ 4 milhões e cada escola receberá entre R$ 500,00 e R$ 2 mil, de acordo com o número de alunos.
A orientação das secretarias de Estado de Saúde e Educação é para que os alunos que apresentarem qualquer sintoma de gripe fiquem em casa. O kit com material gráfico educativo, máscaras cirúrgicas e luvas já estará disponível em cada uma das escolas até o final da semana, de acordo com a secretaria de Estado de Saúde.

Curiosidade? Câmara vai investigar morte de João Goulart

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara vai requisitar documentos dos serviços secretos do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Chile sobre a Operação Condor. A intenção dos deputados é descobrir detalhes que joguem luz sobre a morte do ex-presidente João Goulart em 6 de dezembro de 1976. O motivo do requerimento foi o depoimento prestado na última sexta-feira (7) a integrantes do colegiado pelo ex-agente do serviço secreto uruguaio Mario Neiva Barreto, que reafirmou que Jango foi assassinado a mando dos generais brasileiros.
O presidente da comissão, Luiz Couto (PT-PB), e os deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e Domingos Dutra (PT-MA) estiveram no Rio Grande do Sul para colher o depoimento de Barreto. Por aproximadamente três horas, eles ouviram do ex-agente um extenso relato sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente. “Foi uma conversa longa. O tema é muito complexo e envolve uma série de ações daqui pra frente”, avaliou Domingos Dutra.

Promoções, prêmios e concursos: veja como as empresas “fisgam” usuários no Twitter
(Acompanhe meuTwitter: Claudia Riecken).

Em menos de um ano, empresas brasileiras atraíram milhares de seguidores no Twitter. Para “fisgar” os usuários e potenciais consumidores, elas oferecem promoções-relâmpago, descontos generosos, concursos culturais e até mesmo sorteio de prêmios.
Em junho, por exemplo, a loja virtual Submarino, lançou uma promoção exclusiva no Twitter que premiou com “um cinema em casa” o seguidor que melhor respondeu a pergunta “O que você faria para conquistar milhares de amigos?”. O inusitado na promoção era que o prêmio “engordava” caso o Submarino atingisse metas de seguidores, indo de um aparelho blu-ray e seis filmes (para 12.999) até um kit mais completo (acima de 15 mil seguidores).
A condicionante fez com que os participantes replicassem muitas vezes a chamada da promoção no Twitter, atraindo curiosos e interessados. Como resultado, o perfil da loja, que na época contava com menos de 13 mil seguidores, passou dos 15 mil e atingiu o prêmio máximo: uma TV de plasma full HD de 50 polegadas, com home theater, um aparelho blu-ray e seis filmes. Hoje, a empresa é a mais popular entre os perfis corporativos brasileiros no Twitter, com aproximadamente 25,6 mil seguidores (número apurado pela reportagem na última sexta-feira).
Nos EUA, a fabricante de computadores Dell já lucrou mais de US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no Twitter. Para os consumidores brasileiros, a Dell lançou um perfil em fevereiro deste ano e conta com mais de 11,3 mil seguidores. Na ferramenta, a empresa divulga promoções e responde dúvidas de usuários. “O objetivo principal da Dell é ter a possibilidade de se relacionar de forma mais direta com os nossos clientes. Queremos ouvi-los”, afirma Mirvane Goulart, gerente sênior de marketing online da Dell para América Latina.
“Existe sim a divulgação de ofertas, concursos culturais e eventuais ações exclusivas para nossos seguidores, mas sempre observando que o objetivo principal não é a venda e sim relacionamento”, enfatiza Mirvane.

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Outra empresa que faz barulho no Twitter e vai além da divulgação de promoções é a locadora online NetMovies. “Oferecemos notícias, curiosidades e entretenimento relacionado ao mundo do cinema. A nossa ouvidoria também utiliza o Twitter para resolver dúvidas rápidas dos usuários, encaminhar casos à área de atendimento da empresa e principalmente medir o nível de satisfação dos usuários com o nosso serviço”, explica Daniel Topel, CEO da NetMovies.
Presente no Twitter há apenas três meses, a locadora online atraiu mais de 7,6 mil seguidores e quer terminar o mês de agosto com mais de 8 mil, segundo estimativa de Topel. “Mensalmente milhares de visitantes chegam ao nosso site por meio do Twitter e uma boa parte faz assinatura, afinal, são pessoas interessadas em cinema”, afirma o CEO, que prefere não revelar valores de venda.
Interatividade
Essas ações encontram forte aceitação entre os “twiteirros”. Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano com 3.268 usuários brasileiros do Twitter descobriu que 53,6% dos entrevistados achavam interessantes ações publicitárias na ferramenta, desde que tivessem relevância.
Mais da metade (51%) respondeu que nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse e ainda 33% disseram já ter participado de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% afirmaram seguir ou já ter seguido perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.

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Participar de decisões da empresa é uma das possibilidades que a Converse All Star oferece aos seus seguidores. “Em breve lançaremos uma campanha inédita, que fará o consumidor participar diretamente da construção de uma linha para a coleção outono/inverno 2010”, revela Rodrigo Mohr, gerente de marketing da marca de calçados.
O nome do perfil da Converse no Twitter, “conversando”, denuncia o que a marca propõe para o serviço. “Queremos atrais seguidores ‘falantes’, que opinam, sugerem, criticam. A rede social é feita desta comunicação e pluralidade, é construída por várias mãos”, destaca Mohr.
Mesmo sem enviar descontos, a Converse já conta com mais de 4 mil seguidores no Twitter. “Oferecemos conteúdo. Novidades em arte, música, moda e esporte que são os mundos da marca”, explica Mohr.
Versatilidade
A versatilidade da ferramenta é tamanha que até mesmo um apartamento já foi vendido pelo Twitter. A Tecnisa, primeira incorporadora brasileira a comercializar um imóvel pelo serviço, vendeu uma unidade de três suítes, localizada no Alto da Lapa, em São Paulo, por R$ 500 mil. Segundo a Tecnisa, o comprador se interessou por uma promoção exclusiva para usuários de redes sociais que oferecia um bônus de R$ 2 mil em vale-compras, além de armários e cozinhas planejados.
“Esta conquista inédita fortalece nossa estratégia de divulgação online dos imóveis. Afinal, conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento”, avalia Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa.

Empresas brasileiras mais seguidas no Twitter

Perfis/ Seguidores
1º Submarino 25.070
2º Camiseteria 17.515
3º SESC-SP 11.459
4º Dell 10.834
5º Petrobras 7.765

Fonte: Agência Frog

As mais citadas no Twitter
Marcas/ Citações
1º iPhone 14.100
2º Microsoft 9.680
3º Apple 6.780
4º Linux 5.950
5º Oi 5.590

A máquina nossa de cada dia é instigante. Sentimo-nos estonteados com tantas facilidades, imagens, e-mails, seguidores. É uma era de liberdade. Mas a verdadeira liberdade está em poder ter o que se deseja. Desejar o possível e lutar pela evolução. Faço postagens diárias no Twitter, e apenas uma por dia. Amar minha família, o silêncio do meu studio e a música do livro que nasce, é importante. A máquina nossa de cada dia se tornou uma benção. Eu sou dona dela, e não ela de mim. Fala Tú, Falo eu!

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