Arquivo de 30 de setembro de 2009
Table Mountain
Eis a vista de toda a cidade. Lá em baixo, as casas, cujo aluguel mensal para uma casa média, digamos, de 3 quartos é de US$ 5 a 7 mil dólares. Lugar do amigo Helgo, palestrante em Bloemfountein, o radialista, e sua família sadía, amada mulher e filhos esportistas. Ahhh! Que dó do Helgo, Olha o lugar!
Ele me conta que deixam 10Mil Rands em cada cômodo da casa, Se entrar ladrão, ele da o dinheiro, diz “ok ok, não quero nem ver seu rosto, pode levar está aqui”. Já foi High Jacked 3 vezes (seqüestro relâmpago). São quase como os cariocas. Agitados, felizes, criativos e conformados com o perigo!
A subida para bela Table Mountain faz lembrar o Pão de açúcar, no mesmo Rio de Janeiro. Tem bondinho.
Consigo fotografar a Robben Insland onde Mandela ficou preso por 27 anos, e onde os guias são ex-dententos, veja o site um museu imperdível… Cuja visitação estava fechada!@&*^$&*
Contam-me os amigos sobre a corrupção na administração da Ilha, o lugar mais visitado de toda a África do Sul. Também do governo em geral, menos notória pré 1994, mas sempre esteve lá.
Gravei uma mensagem lá de cima, olha que espetáculo. Não dá nem para ouvir direito (sorry!), mas mira! Olha esse visual.
Nestas fotos, fico feliz que posso cumprir minha promessa verde, nada de sacolinhas de plástico. A família de Estelle, Harry e da pequena Ema, me recebe com grande alegria, ao lado de Irma, e seus filhos jovens, a quem agradeço de coração o carinho e a atenção, até o aeroporto, onde embarco para Dubai, a bela cidade dos Emirados Árabes outra vez, para uma reunião de trabalho. Are baba, que Alah me proteja nesse outro lado muçulmano.
COMUNICAÇÃO E PERSISTÊNCIA, Dubai, desta vez, começando pelo meu banheiro!
Eu já perdi a paciência, muitas vezes. Mas desta vez, escolho ficar ainda mais determinada a me mudar, me melhorar, e a mudar o mundo, medíocre, ignorante, que não serve a nada. Chego a Dubai cansada, realmente. E com os projetos de mudança, tenho um momento de parada, no longo vôo. O que conseguiremos mudar?
Change management bem sucedido:
Veja essa placa no banheiro do meu hotel de Dubai, onde acabo de chegar.
Trata-se de um pedido de que os hóspedes joguem a toalha no chão, caso queiram que sejam lavadas, ou as pendurem. Diz o cartaz Proteja nosso meio ambiente. Uma toalha no chão quer dizer: favor trocar
Uma toalha no pendurador quer dizer: vou re-utilizar.
E traz contas dos milhões gastos em transporte, água, sabão, para manter essa roupa em uso, o que faz o esforço se replicar para que re-utilizemos a mesma toalha.
Em toda parte você vê esse padrão. Araraquara, São Paulo, México, China, e aqui, em Dubai.
Fico me perguntando como a idéia emplacou. Você precisa ter uma disposição impressionante de se comunicar e convencer as pessoas certas a se COMPROMETEREM com ações, não apenas a concordarem com elas. Ou seja, para que estes cartazes chegassem ao Texas, a Lima, ao Acre, a Bali, alguém foi as associações de hotéis, mandou emails, fez campanhas sacadas, colocou coração e alma e ganhou engajamento, comportamento em massa, por um processo INSISTENTE, inteligente, e comprometido, partindo de uma necessidade igualmente urgente. E alcançando os tomadores de decisão, os líderes.
Atendo a empresas cuja queixa é a “desumanidade do tratamento”, objetivas demais, acusam, para ter resultados. Mas por outro lado, somos humanos, e os que elegem como empresa, um tratamento de liberdade e respeito à CAPACIDADE DO INDIVÍDUO, depositando confiança, tem resultados com pessoas boas, e sérios problemas com pessoas imaturas ou de caráter flácido… A maturidade ou o caráter das pessoas – quando não as autoriza ao ambiente sadio e de auto-respeito, – se revela em formas pouco profissionais, fofocas, armações impensadas, corrupções, ataques soturnos, vinganças do nada. Que saco.
Pois eu vou fazer meu cartaz de trabalho em equipe andar os 4 cantos do planeta, e nele vai meu time crescendo com o negócio, aprendendo um monte, se divertindo junto, vencendo desafios e fazendo isso tudo com confiança, entre nós, uns nos outros, na empresa- e com competência, excelência e Tesão, junto a gente muito boa do meu time. Fala tu! Falo eu: a gente é maioria. Aviso. Vamos enriquecer-nos em todos os sentidos, especialmente, na vida significativa de todo e cada associado do Grupo e da comunidade Quântica. Mexer com coisa séria, melhor estar preparado! Estamos meu bem!
Estou em Dubai. Poucos lugares no mundo são tão impressionantes no empreendedorismo e eficiência como aqui. Amigos brasileiros me querem bem, e anseiam muito por orientação, idéias, ajuda. Sim, as culturas muito empreendedoras deixam as pessoas se sentindo muito sozinhas. Diz-me uma brasileira, que atende a família real do Sheik Mohammed- e que não pode se identificar: “Estou adaptada aqui. Mas as pessoas não são verdadeiras.”. As pessoas são os árabes, libaneses, gregos, brasileiros, indianos, filipinos, ingleses australianos, chineses… E as outras 120 nacionalidades. Uma espécie de NY de 1970, ou Vegas, Dubai esconde uma sociedade frenética por experiências, disciplinada ao extremo (se você beber ao dirigir passa três meses preso. Agora inafiançável), extremamente rica e interessante em oportunidades, e emocionalmente abalada.
Procuram-se pessoas de verdade. Em qualquer parte.
Aqui também.
Fala tu: quanto nós somos verdadeiros e capazes de nos entregar a vida? Falo eu: medito, viajo, e morro de saudade, uma saudade de sei lá o que, de mim, em paz. De pessoas de verdade. De confiar e sorrir. Pois não desisto. Existe gente muito confiável e de bom caráter. Fala tu: Junte-se aos bons, e continue. Se precisar use o Método Quantum para seleção dos bons, e seu próprio tino de humor e amor para ler quem é quem.
Agora, trabalhando e abrindo campos, sinto minha equipe sincera, lutando,viabilizando e fazendo junto UMA EVOLUÇÃO SENSACIONAL. Obrigada aos verdadeiros QUÂNTICOS. Cuido da saúde, da família, do meu amor, e do meu coração aqui. Retorno sim, tomando vitamina criativa, corajosa, aventureira e companheira. E terei com quem contar sempre, porque me faço contar de boa. E que divertida, delicada e feminina alma de menina! Que Alah permita!
Não se apresse, mas seja ágil.
Falo eu (pouco): dispense os nocivos e maldosos do time. Eles não precisam de minhas lições, quando o tema é a maldade, vão afundar sozinhos. Falando veneno, e afundando. (Não queiram eles tomar um copo de veneno e esperar que o outro é que morra).
Então, disto simplesmente me afasto, não sem proteger e por limites. Armed response.
Quem viver verá.
Amanhã Se Deus quiser, um pouco do Muito de Dubai e do Método Quantum no mundo! Estimo melhores dias, e os teremos.
Nota em resposta a Dani Coen: Querida, não consegui a foto do Lizo. Da próxima vez veja se você vem comigo, suas fotos sensacionais fazem falta.
Aproveito para indicar a minha fotógrafa, que trabalha com uns amigos bambas e esteve em casa com querido Maestro Osmar do sexteto do Jô. dani-coen@hotmail.com. Arte pura.
Bjo
Nenhum comentário |Sangoma
O nome Sangoma, que achava eu se tratar de nome daquele African Doktor em especial, é na verdade, o nome da posição, como se fosse o pai de santo, o guia, o pajé. Isso é o Dr. SANGOMA na África.
Os remédios que levei são para banhos, ervas que devem ir à água e depois ao corpo. Ele me faz perguntas específicas sobre áreas da vida, e diz coisas importantes, adivinha questões menos óbvias. Subi um vídeo da conversa dele em Xhose- se diz cóssa. Ele diz que eu sou ciumenta, rs. Que meu amado é o mais feliz dos homens. E que vou ter tudo que eu quero sem pedir. Harmoniza os negócios, e eu foco na integridade do time, os companheiros de trabalho e de jornada.
Na saída, levo os pacotinhos, cada um com sua erva e a oração forte do velho negro. Amém, digo, no meu português de fé.
Veja aqui, um pouco da conversa dos dois em Xhose, traduzindo a consulta do Inglês.
Moyo
Se você for a Cape Town um dia, procure saber sobre este restaurante onde o Jimmy me levou. Fica no bairro de Stellenbosch, região das videiras, berço do bom vinho local. É o MOYO. Observe o chão de pedras, os cobertores nas cadeiras pelo frio da noite, perto da mata, a música e a beleza do lugar. E lá vem a africana bonita pintar a gente. Todo mundo fica pintadinho. E cada um com um desenho um lugar diferente, de acordo com a energia do freguês!
Moyo quer dizer ALMA.
A comida típica oferecida lembra muito a comida no Brasil. Carnes, frango, peixes, rabada, legumes, saladas. Um ou outro prato de nome africano, como o “Mutu” que não tive tempo de perguntar como se escrevia, uma gororoba que faz lembrar feijão ou purê, marrom. Beterraba, saladas, frutas. Estou em casa.
Veja um pouco da música, entre os vários shows e performances sensacionais que acontecem com tambores, dança e cores. Gravei um pouquinho da música de fundo, enquanto jantamos – aqui
Já estive em lugares que me marcaram muito como New Orleans, que amo. Mas South Africa e Cape Town me cativaram de forma especial, sinérgica e agradável.
O Apartheid, desbaratado em 1994, é batalha vencida fresca. A classe média se parece conosco. Os problemas sociais também. Indo aos grandes centros, a similaridade impressiona. Mas os números são diferentes. Aqui me falam em 0,5 milhão de pessoas em favelas, na cidade de Cape Town. Os desentendimentos raciais com os Zimbábues, ataques tipo “PCC tribal”, também lembram nossas contendas violentas.
Rio, Brasil – Barracos em expansão
O município do Rio terá em 2010 cerca de 1,3 milhão de moradores de favelas, 210 mil a mais do que em 2000. Isso corresponde a quase quatro Rocinhas – onde moram 56 mil pessoas, segundo o IBGE – ou a um município do porte de Nova Friburgo. A projeção é do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets) e foi feita com base numa taxa constante de crescimento anual, calculada a partir dos dados dos censos de 1991 e 2000. Ainda de acordo com o estudo, os moradores de favelas representarão 21,1% da população total em 2010. Hoje, eles são 18,9%.
- Se não quisermos “favelizar” ainda mais o Rio, precisamos estruturar o mercado imobiliário voltado para a baixa renda – diz o economista André Urani, presidente do Iets.
Proporcionalmente, Cape Town com seus 3,5 milhões de habitantes, e o Rio, com 6,18 Milhões (ou 11,81 Milhões na região metropolitana) dão para Cape Town 14,1%.
Chamo a atenção para isso, porque temos a idéia pré-concebida do perigo africano, e pouco vemos o nosso próprio umbigo.
Moro em São Paulo. Até a década de 1980, a dimensão da questão era muito pouco relevante. O levantamento da Prefeitura de São Paulo realizado em 1973 indicou cerca de 70 mil habitantes ou 1% da população do município. Entretanto, uma nova pesquisa realizada pela Prefeitura em 1987 indicou que a população favelada havia alcançado algo como 812.000 habitantes ou 9 % da população do Município. O Censo de 1991 confirmou esse crescimento, indicando cerca de 650.000 habitantes em setores subnormais, contra cerca de 375 mil habitantes em 1980.
Obtivemos para o ano de 1991 uma população favelada de 900 mil habitantes em favelas, ou 9% da população total, enquanto em 2000 a cidade teria uma população total de 1,2 milhões de habitantes em favelas, resultando em 11% da população municipal.
Se observarmos Mumbai, na Índia, de onde uma amiga me escreve, 55% da população mora em favelas.
Meu artigo, Carta para Perth, versa provocativamente sobre os elementos de riqueza, pobreza e opções de felicidade mais justa na sociedade Planeta Terra. Releia
Vou ao alto da cidade, no morro de Cape Town, donde a tudo se Alcança, até Cape Point, conhecido encontro do Pacífico com Atlântico, que faz este lugar mágico.
Fala Tu! Falo Eu!
1 comentário |Na seqüência… A encantadora Cape Town!
Cape Town
No caminho do aeroporto, ganhei um amigo, o Lizo, que viria a se tornar protetor e centro de dicas locais. Indo para o Water front, onde fica meu hotel, ele me mostra o hospital onde conta, aconteceu o primeiro transplante coronário do mundo. Essas coisas não acontecem por acaso, num lugar- penso.
Um pouco de história
A África foi descoberta pelos portugueses. A ilha de Robbens, onde Mandela ficou preso por 27 anos, abriga hoje um Museu de cinema, e os guias, ex detentos, são mais do que guias, são lendas vivas. Mostram a cela onde ficou Mandela, e descrevem, de própria memória como ali tudo aconteceu. aqui “>Saiba mais
Descoberta e Colonização
A África do Sul foi descoberta por Bartolomeu Dias que, em 1488, aportou à Ilha Robben, ao largo da atual Cidade do Cabo, na sua abortada viagem para a Índia. A ilha foi, durante muitos anos, utilizada por navegadores portugueses, ingleses e holandeses como posto de reabastecimento e, como nessa época, a região era habitada por povos Khoisan, Xhosa, Zulu e vários outros, em 1591 um grupo de Khoikhoi, cansados das práticas comerciais desleais dos europeus, atacou a Ilha Robben. Como não tinham nada que superasse as armas de fogo dos europeus, foram derrotados e deixados na ilha sem comida, nem água. Estes foram os primeiros prisioneiros da Ilha Robben.
Colonização Holandesa
Em 6 de Abril de 1652, Jan Van Riebeeck, da Companhia Holandesa das Índias Orientais, promoveu a colonização da região e fundou a Cidade do Cabo no extremo sul do continente, no sopé da Montanha da Mesa.
Durante os séculos XVII e XVIII, a Colônia Holandesa do Cabo viu chegar e instalarem-se calvinistas, principalmente dos Países Baixos, mas também da Alemanha, França, Escócia e doutros lugares da Europa. Estes calvinistas não conseguiram disciplinar os khoisan para as suas atividades agrícolas e quase os exterminaram nas guerras da fronteira do Cabo, também conhecidas como Guerras dos Xhosa, Guerras dos Kaffir ou Guerras dos Cafres . Então, começaram a importar escravos da Indonésia, de Madagascar e da Índia. Os descendentes destes escravos e dos colonos passaram a ser mais tarde conhecidos como malaios do Cabo ou “Cape Malays, chegando a constituir cerca de 50% da população da Província do Cabo Ocidental.
Colonização Britânica
Os ingleses ocuparam a Cidade do Cabo em 1795, durante a Guerra Anglo-Holandesa.
Depois de breve período de domínio holandês entre 1803 e 1806, a cidade tornou-se capital da colônia britânica do Cabo.
Com a abolição da escravatura em 1835, levantou-se uma disputa sobre a compensação que o governo britânico devia dar aos colonos pela libertação dos escravos. Muitos destes colonos de ascendência não-inglesa começaram a explorar e colonizar o interior da África, num movimento que ficou conhecido como The Great Trip(a grande viagem), os que partiam nessas migrações passaram a ser conhecidos como Voortrekkers – os Viajantes -, e fundaram as suas próprias repúblicas, o Estado Livre de Orange – Orange Free State, atualmente uma das províncias da África do Sul e o Transvaal (terra para além do rio) que, em 1857 se auto-proclamou República Sul-Africana. A incursão Voortrekker para a zona costeira do Natal foi repelida pelos Zulus comandados por Dingane (irmão, herdeiro e, mais tarde, responsável pela morte de Shaka). O império Zulu foi mais tarde conquistado pelos britânicos na Guerra Anglo-Zulu.
Saiba mais sobre a história aqui
Vou a Water Front, e ganho dois cardápios. Meu guarda-costas desta vez é o Gavin, sul africano super prestativo e sacado. Eles são sacados no trato do dia a dia, na forma de ser, uma energia muito parecida com a nossa, brasileira. No Restaurante em Water front, faço sucesso com os garçons, e Amanda e Washington me dão o cardápio, e um kit sobrevivência de pão com manteiga. A cozinha estava fechada, Não fui embora porque fui tão bem tratada, que valeu a estada. Fiz muitas perguntas, e conheci um pouco da busca interior desses homens e mulheres do dia a dia. Viajando livremente, você tem a chance de conversar com todo o mundo, com interesse e atenção.
As pessoas ensinam muito. Gavin me leva para Salsa, na casa chamada FIESTA, onde me lembro muito do meu par brasileiro na dança, nosso pára-atleta, Alex de Souza. Lelê, precisa ver esse pessoal dançando. Um arraso!
A Salsa é uma dança universal, um verdadeiro idioma. Na China, na Argentina, no Uruguai, na África, No México, No Brasil. A gente chega e sabe com se movimentar. O negão aí da foto, é o Miki, um produtor de vídeo da turma que conheci. Assisti muito, ri, e dancei uma música, muito aplaudida. A receptividade é muito natural, não afetada, nem falsa. É real, leve, boa. Tomei 3 Gin Tonica, e de novo, pão com manteiga.rs. Raios não tinha cozinha aberta essa noite.
A caminho do hotel, Gavin pára numa loja de conveniência, onde compro… Pão e queijo, rs rs e muitos rs. Havia uns 50 tipos de chocolate, dos quais comprei alguns.
Meninas precisam de chocolate, hormonalmente falando. Veja os pães de forma, e alguns detalhes da loja. A sacolinha plástica, é claro, é cobrada a parte. Houve uma época em que eu me recusava a aceitar uma sacolinha plástica, pretendendo que isso fosse uma atitude verde válida. E é. Por qualquer razão, do piloto automático que rouba vida e atrapalha as mudanças, parei com isso, Bom, compromisso: Paguei por esta, para estas compras, mas parei. No more plastic! Ou me dão uma natural, reciclada, até de papel, ou levo sem sacola!!!
Aproveitei para comprar uma salada, daquelas em caixinha transparente, “to go”. Ai, que delicia, chegar no hotel e comer. Me sinto feliz, conhecendo todo mundo e aprendendo muito. Esse espírito de estar bem é ótimo. Claro que penso na família, e tenho a maior saudade, maior vontade de ter vocês a toda hora, cada canto que vejo, lembro de momentos nossos, aqui e ali, e como vocês curtiriam isso aqui…
Em 2010, na copa, a gente vem, certeza!
Bem, minha amiga Stelle, delegate do Congresso, promete um passeio especial, Cape Point, Table Mountain, As vinheiras. Vamos amanhã, Mas me antecipei, quando surgiu o Jimmy, uma espécie de guia, mas melhor que isso. Indicado do Lizo, aquele primeiro anjo da Guarda do Aeroporto. São pessoas respeitosas e amistosas, dispostas a ajudar e com grande entusiasmo pelo seu país e pela minha experiência, Tinha pedido ao Lizo que me providenciasse um contato espiritual, com as práticas espíritas africanas legítimas. E então vem Jimmy, com quem vivi um passeio suis generis, vendo o “African Doctor”- como eles chamam o guia africano que lê e cura pessoas.
O seu nome é Dr.Sangoma. Traditional Healer, diz o papelzinho que recebi na saída.
Anota aí J173 KANANA N 111
GUGULETHU, 7750
DR.M.J.NGOBENI
CELL 083B 496 9548
Mas não vá só. Veja o local.
Legítima favela. Bem ao estilo terreiros brasileiros, lá fui eu com Jimmy, esse outro negão, na chuva, para periferia. O bairro é distante. A consulta incômoda na casa muito simples, pobre, ele no chão. Mas a força do tal Doutor, e a consulta me fizeram muito bem. Ele faz remédios com reza, e levo raízes, um óleo, plantas e luz. Passo o telefone do Jimmy, que além de motorista, meu guia turístico, fez o tradutor, da língua africana que fala o Doctor.
Olha a entrada da casa, com a placa de barbeiro, anunciando serviços outros dos familiares do Doctor…
JIMMY JIMTA CEL 0836462847 cape@capefriendlytours.co.za
Se for a Cape Town, na copa, esse serviço é um Must!
Amanhã, assim que me recuperar, posto um vídeo da conversa dos dois durante a minha consulta, do Dr Sangoma falando comigo e fazendo meus remédios. E mostro o jantar africano espetacular que tive, de surpresa, na região das vinheiras de Cape Town.
Bjo grande,
Claudia Riecken
1 comentário |Voltei ao Safári.
Me perguntam sobre o rapport com os animais. Posto uma seqüência em que você vê ai claramente a energia focada, e o processo de atrair a leoa, depois as duas leoas, e o leão, que não levantou, mas me deu atenção, sem agir em resposta, no ato. Homens, você sabe… Penso assim, os objetivos respondem como esses felinos, vivos, a você. Duro é parar de se distrair com tudo, responder e-mails compulsivamente, e se comparar com as outras pessoas. Isso me custa mais meditação.
Já esta foto mostra a gente em espelhos, como parece que a vida é. Dr Henriette, logo atrás de mim, uma amizade belíssima que nasceu, e que me deixa muito feliz. Logo atrás, a Coach de Cape Town, que trabalha com Mr Mooney, A Pam O’Brian, com quem jantei uma noite e rimos muito. Eu faço coleção de cardápios, e nós roubamos 2, em duas noites diferentes. Depois ganhei outros. Pam alugara um carro, quando saímos sozinhas. Ela é o tipo de Alto A- ação total, diretiva, nosso coronel. No caminho, em Bloemfountein, queria chegar sozinha, e dispensava meu super GPS, que tem no Iphone. É um espetáculo. Eu clico ali, e aparece o mapa completo do lugar onde estou. Até na savana, aparece ali, um nada absoluto.
Você sabe onde está. Bem, jantamos, rimos feito criança falando assuntos femininos e bebendo um bom vinho africano. Na volta, santo GPS, Batman. Ela até admitiu que se não fosse a navegadora… Na foto com o casal de tigres, vai a homenagem ao casal de amigos, Paul e Zeldhi. Ele que tentou o suicídio, trabalha hoje em prevenção a suicídio.
Cantou para mim, numa manhã, no congresso, onde eu tomava café sob a árvore. Ele se aproximou, me contou sua história, e entoou uma música de guerra Irish, emocionado. Quando alguém faz arte da própria dor, e se ajuda, ao ajudar os outros, há nisso um tanto de Deus. Meus respeitos, Mr Mooney.
A África do Sul é tão brasileira, quando o Brasil é africano. Há muitos, muitos anos, não me sentia tão em casa. Falo eu, vem também.
Bjo Dra. Claudia Riecken DHE Design HUman Engineering Chair Person Quantum Assessment www.metodoquantum.com.br
Nenhum comentário |As três mulheres africanas
Elas vieram ao último hotel onde me hospedei em Bloemfountein, do salão Spa. Vim para este hotel para massagem terapêutica por causa do tombo (de cinema) que contei pra vocês antes de ontem. Fiz as unhas, e aqui, elas usam uma maquininha de secagem, a toda hora a gente tem que enfiar as mãos e os pés para luz violeta azulada. Entre si, elas escorregam para o “Africaners”- como chamam a língua. Mas também falam em Inglês quando eu participo da conversa. Me contam que aprendem Inglês ainda pequenos, na escola. Para trabalhar é o idioma, mas em casa, falam o Africaners, aquele holandês estiloso, também parecido com o Belga, A história das línguas é muito interessante. Elas me perguntam quantas línguas nós falamos “ni” Brasil, Uma- respondo, português. Suspiram. Ahh que maravilha, uma única língua, Rs.
Da esquerda para direita, temos Touka, Melissa e Uyla. Touka tem um filho já grande.
Decidiu deixar o marido há 7 anos. Melissa tem um menino de 4 anos, e seu novo namorado, mora com ela há 1,5 ano. Já Uyla, a mais bonita das três, namora há dois meses. Touka me diz: Decidi deixá-lo, as vezes a gente se esquece da gente mesma, pra viver um amor. Se coloca assim, de lado, dizendo para si mesma que volta já, mas não volta não. Quando você vê, deixou de viver,e não valeu a pena. Você tem que ter coragem de começar de novo, não ter medo de passar um tempo sozinha. Hoje estou feliz, finalmente I enjoy myself, sou livre!!! – e se ri gostoso. Já Uyla tem cuidados. Está namorando, mas diz que sua relação é muito fresh ainda. Já viu muita gente sofrer por amor em sua família., “Eles sofrem, sofrem e sofrem, e não tiram nada de bom nisso. Eu não quero passar pelo mesmo, Nunca diga nunca, eu sei, mas não quero ser feita de boba (made of fool). Já Melissa está sossegada, como ficam as mães com filhos de 3 a 5 anos, descansando dos primeiros anos em que ajudamos os bebês a sobreviver…No amor somos bobos mesmo. Na paixão por uma causa, incautos, até. O compromisso de viver saudavelmente, exige as vezes estes rompimentos, mudanças, e auto-conhecimento, me contam as sul-africanas.
Algumas pessoas rompem antes de observar o suficiente, e suas vidas são feitas de galhos, vão se agarrando de saltos impensados, e não podem ser confiáveis, pois partem, com medo de propor mudanças, ou fazê-las- e se uma nova oportunidade lhes for dada, no trabalho ou no amor, repetem seu descaso com quem as acolhe. Não aprenderam a ser acolhidos, então, aprontam e desacolhem mais ainda- usam, abusam, maltratam. Falo Eu: Vire as costas e ande, dear Touka. Sua risada pacífica nutre o quarteirão inteiro. E sabe, (men and church)- tem em toda parte. : )
O compromisso de amar, exige determinação e doação naturais. Aquela abençoada relação companheira, e alegre, na noite e no dia, enfrentava, as vezes na luta do dia a dia, mas inegociavelmente cúmplice, por desejo de verdade, não tem preço para mim. Um tesão. Amor verdadeiro, aventura sincera, compromisso interno e feliz. Mas quando o outro desfaz de nós, e nossa vida fica a mercê de um ajuste, que nunca acontece, é hora de viver, e decidir por si mesmo, com coragem. “Ele não diz que não te quer mas mostra de outra maneira”- diz Uyla. Então, entendido. Trate de escolher por um homem e dele cuidar com muito carinho e amor, na medida em que assim, para você também for.
Recebo minha massagem terapêutica, e estou nova, impressionante!
Que delícia, diria meu amigo português, O Manuel Cepeda : )
Voando para Cape Town, Cidade do Cabo, onde tudo começou com os holandeses. Vamos descobrir a Porto Seguro da África do Sul! Da Janela do hotel, o Front Water, e mar e montanhas me esperando.
Vou descobrir tudo, Vem de volta espiar comigo aqui.
Fala Tú! Bjo
Cientistas a bordo do “Game Drive”
Cientistas a bordo do “Game Drive”
Assim eles chamam o parque, preparado para receber visitantes, e ver, com certa proteção, os 5 grandes, animais selvagens, em savanas cercadas, de forma que estejam algo seguros. A turma de cientistas e estudiosos, vai na caminhonete, e… It feels like Africa!!!
Foco e energia
Aprendi com Hudson, o treinador das minhas Dálmatas, sobre o foco e energia com animais. De nada serve chamar, falar, se você não estiver com foco inteiro, corpo e alma, na intenção e no comando pro cão. Testei com esta leoa. A trouxe até a grade duas vezes. Pensamento é forma. Lindos bichos. Da 3ª vez levantaram-se dois bichos. O guia me pergunta, em “africaners”, o que estou fazendo. Sorri e partimos em silêncio.
A roupa certa
Quando Dr Henriette anunciou o almoço, onde encontraria pela 1ª vez a comissão internacional de apresentadores e chefes e tal, ao invés de perguntar sobre a roupa mais apropriada para o tal almoço com “game”, assumi que um vestido e salto alto, uma linha meio cinderela, ia ser melhor. Quando chegamos ao restaurante, fui entender que era um safári controlado, mas… Safari. Por sorte, minha bagagem veio no carro da anfitriã, pois tinha saído da Guest House nr 1, e iríamos, depois do evento, para Guest House do congresso, dentro do local onde viria, no dia seguinte a conference. Troquei os saltos por uma bota. Ufa. Dra Annette, muito ácida e divertida, perdeu a chance de tirar sarro, surpresa com a nova roupa e o chapéu! Rá. Tirei uma foto do meu sapato e mandei pra elas. A gente riu muito.
Espia o Filme do caminho. Muito excitante. Neste momento, toca meu celular do Brasil. Que maravilha a tecnologia. É minha Dinda, de 100 anos de idade, do Rio. Brigou comigo primeiro, do sumiço, me abençoou, e me deu aconchego. Meu maior aconchego é meu amor. Família. Que valor tem nossa vida íntima. É onde podemos ser nós mesmos. Relaxar. Lamber a cria, lamber o amado, a amada. Feito os leopardos, com cuidados. Aventura junto com aconchego é um momento de felicidade. Sinto sua presença, numa chuva de estrelas a noite…
Me pergunta um congressista: Qual a sua paixão? R: A VIDA. Não a aventura. Não o amor. Não a beleza. A Vida. Pensa e faz o que tem verdade. Ri com o que é alegre, chora com que é triste, se aproxima do que ama, se afasta do que nocivo, dorme, dança, escreve, esquece, beija, medita, tenta. E continua tentando. Capiche?
Os bichos lindos. E a amiga, a “sunshine Dr” Henriette, com a Girafa ao fundo!
Acompanhei ao vivo a reunião da ONU, em NY. O déspota do Irã, Obama, Lula, líderes… Quer maravilha uma crise global faz para união. Hoje está tarde. Logo mais comento.
Três africâners me cuidam, no tratamento do tal tombo. Me sinto melhor, com massagem terapêutica. Tive uma lição com elas sobre amar a si ou amar a um homem? Blogo aqui, estes dias, Falo Eu.. Obrigada por vir aqui espiar esta coluna. São 4 Am, e adoro essa conexão espontânea.
Abraço com carinho,
Fala Tú!
Nenhum comentário |África do Sul: que espetáculo. Fala tu! Falo Eu!
Ukucabula! Quero beijar você!
Esse termo é de Zulú, uma das ONZE línguas oficiais no país. O chapéu aí na foto é feito de pele de crocodilo. Foto na Guest House Bloemstantia, da hoje amiga Alwena.
O vôo de São Paulo a Johannesbourg leva 8,5 horas, e até que é razoável. O Inglês falado à bordo lembra o da Inglaterra, daqui a pouco outro africano traz o sotaque carregado do Africâner- uma mistura de holandês com outra coisa… ou Zulu…
O vinho é o local, que é famoso… Experimento esta garrafinha, baby style, vinho branco, muito bom, enquanto voamos. Confesso que não gosto muito de avião, quando decola e pousa então…dou uma rezadinha….
Ao meu lado vem um certo Jorge, homem jovem e discreto, educado e gentil, mas de forma levemente distante. Descubro ao chegar e JohannesBourg que se trata de um pastor, Testemunha de Jeová, que vai a Moçambique (ou seria Angola…?) pregar e evangelizar- se é que é assim que se fala no caso… Curiosa informação sobre quem vem para cá.
O aeroporto, aquele de Johannes, que eles aqui chamam jocosamente de “Jobourg” (se fala DJouburg), tem do lado de fora uma placa. Entre por sua conta e risco. Veja. Risos. Quando estive aqui da última vez, foi de passagem para Austrália, com toda família. Fotografamos a placa, que conta algo a respeito da questão de “segurança”… Realmente, vou descobrindo que o pais tem perigos reais para um visitante, ou residente. O Brasil também é perigoso, mas acreditem, é mais profissional no crime. E isso tranqüiliza. Risos. Como assim, mulher? Uai, aqui, você sente assim, que se sair do aeroporto sozinho, pegar um taxi, ou algo assim, não volta mais. No Brasil há uma certa ordem no crime, quando comparo com a experiência daqui. No começo, você pensa que é pelo desconhecido, e todo desconhecido gera fantasias, mas com o tempo, vai se confirmando essa percepção com os locais. Sim, nosso crime é melhor. Dá pra acreditar? Rs. Te conto mais sobre isso.
A copa do mundo de 2010 veste o aeroporto, as matérias nas revistas, as reformas para receber o campeonato. Tudo é futebol. E a espera pela chegada do nosso Brasil para copa é sensacional.
Pergunto ao Loyd, garçom do simpático restaurante com Smoking Lounge, como se fala beijo em Zulu. Ele diz Cabula, ou Qabula, como será que se escreve? Sempre sorrindo (eles sorriem o tempo todo para gente, e tem muito respeito por turistas, uma delícia) ele vai buscar os colegas e a moça que também fala Zulú para me dizer o jeito certo de escrever. Quero mandar beijos em Zulú do meu Iphone, para família. Aí vem o UKABULA ( I want to Kiss you, quero beijar você), ou seria Ucukabula?
Ao fundo, do lado direito de Loyd, repare em um passageiro fumante.
Aqui já é lei há muitos anos questão do fumo, em lugar apropriado… Equilíbrio há alas de fumantes e não fumantes. O direito a fumar num lounge, ainda dentro do aeroporto JoBourg como neste restaurante, o Mc Ginty’s soa razoável. Esperei ali o meu vôo para Bloemfountein, por umas 3 horas. Confesso que a ventilação poderia ser melhor, porque ao final deste período estava com os olhos ardendo. O fumo a solta em ambientes fechados é inapropriado realmente. Mas em Southern Sun, meu 3º hotel em Bloemfountein, também há um loundge para fumantes. Este chick e gostoso, com sofá e TV, boa ventilação e serviço de primeira, onde escrevo relaxada, é mais adequado. E que bom fumo com total respeito alheio, enquanto faço o mesmo. Por que não?
O caso do fumo em São Paulo me aborrece, pela coisa 8 ou 80 do Brasil no tangente a legislação. Tudo muito solto, Baixo R, essa coisa sem regra nem referencial, e quando vai se regrar vamos aos 40 pontos de R na escala Richter. A falta de interpretação da lei gera exagero e ignorância. Serra- governador de São Paulo- foi a TV declarar que claro que se pode fumar em varandas, mesmo as que têm cobertura fixa. Num hotel em Salto Grande Araraquara, eles orientaram direito a coisa e dizem que as varandas são ventiladas, e separadas, embora cobertas. Pode fumar. Bem, na contramão do bom senso, há restaurantes com áreas abertas que nem sob os guarda sóis das mesas do espaço externo eles permitem o fumo. Dizem que “é coberto”. Tenha santa paciência. Eu fumo sim. Você deve fazer algo que é ilegal, imoral ou engorda. Respeito também. Bem… A África vamos.
The Five Big, os cinco grandes, são, elefante, rinoceronte, búfalo, leão e leopardo. Estou pensando em ir ao Kruger Park, mas também há Cape Town. Tenho hoje, 3ª feira, 22 e amanhã, em trabalho do departamento de Psicologia da free State University. Me resta 5ª a domingo aqui na Africa do Sul quando sigo pra Dubai. Cape Town é um Must. Equivele a Porto Seguro, porque foi onde primeiro foi descoberto o continente africano. Tem a ver com o Rio, porque tem montanhas, mar, e uma energia incrível. Ir aos dois lugares nesta etapa parece difícil. O Kruger é Norte, Cidade do Cabo ao sul…. Fala Tú…? Bem, fiz um pequeno safári em Bloemfountain, Mas to em dúvida se vou nesse….parece incrível…. Oh dúvida cruel. Amigos em Cape Town prometem um grande momento. Leoes ou gente? Espio o Site de safáris… http://www.sabisabi.com/portuguese/safaris
Cultura
Um país que tem ONZE idiomas oficiais tem muito a ensinar. Fui extremamente bem recebida em nome da QAs. Jantar, safári, almoços e nesta 2ª e 3ª, o congresso, que tive a honra de abrir com casa lotada.
Apresentei o Blue Sky Leadership com adaptações importantes, e depois o Blue Butterfly’S flight, com Método Quantum. Foram gravadas apenas as minhas apresentações. Não sei se por mim ou por nosso Brasil, mas fui tratada feito estrela de Rock da ciência. O Key note speech e depois o workshop. Subirei na nossa videoteca do www.metodoquantum.com.br esse conteúdo quando voltar ao Brasil. O público reagiu de forma extraordinariamente positiva. Outras palestras a tarde trouxeram também alto nível.
A caminho de um Safári que prometo blogar amanhã, estão, Dra Henriette van den berg, PhD, Dra Annette Prins, PhD, ambas do departamento de psicologia, sendo a primeira a head officce e a segunda membro líder em pesquisa e doutorados, Mr Paul Moon, meu contra-parte,como palestrante internacional convidado da Irlanda, e eu, Zhall e Pamela, Congressistas.
A Free State University organizou a conferência sobre Resiliência, e fiquei bem impressionada com a maturidade que o assunto já ganha mundo a fora. Fizemos o tributo ao amigo AL Sibert, que embora não conheceram pessoalmente, foi muito lido e aplaudido. Em contato com sua viúva, a amiga Molly Siebert, trocamos emoções sobre a vida e obra do grande homem que foi Al. Me pergunto o que de realmente importante temos a fazer nessa terra. Amar. Deixar algo de bom? Acreditar no que fazemos? Sei que tudo o que podemos conceber e crer podemos realizar.
Um Professor daqui, Dr Willie, apresentou estatísticas em resiliência em seu paper work. Mostrou que adultos resilientes enfrentam as adversidades e as coisas que incomodam com o seguinte, em ordem de importância estatística, segundo a pesquisa:
1. Determination
2. Otimismo e positivismo
3. Fé
E mais 5 itens. Ele me prometeu o porwer point, e eu prometo a vocês a veiculação do artigo, quando o receber autorizado.
Dos 8 itens, todos em linha com Sobre Viver, meu livro da Saraiva, ele conta que há também a necessidade de buscar ajuda e utilizá-la, evitar o que chamou de “ruminação” da causa que nos aflige, olhar para frente e evitar “hopelessness”, a falta de esperança. Quem supera uma situação que aflige, “unfold from rumination”, ou seja, vai saindo da ” ruminação” do problema, aos poucos, pois quem fica ruminando, se ocupa com pensamentos e emoções negativas. Acaba na carreira de vítima, então, ele propõe enxergar claramente o que incomoda e agir no que você pode mudar de fato o que estiver ao seu alcance. Fundamental… Para voltar a se desenvolver, é necessário encontrar seus próprios mecanismos de resiliência, e agir.
Aceitar é vital – ele diz: ” ok, isto está se passando comigo.” Manter então esperanças e perspectivas futuras boas, imagens de como será, planos novos. E manda a gente manter o corpo com ” um bom visual” – o que também apareceu na pesquisa. Hm.
Reflito a quantas anda minha determinação. Ser fiel aqui se fala Faithful. É bonito. Como se fosse Félivel, não falível, aquele em quem se vale fé. Bem, meu considero faithful sim. Mas adorei ser desafiada com outros colegas, fazendo perguntas e mostrando fotos, experiências, idéias, do jeito deles. Como é bom aprender. Então, cá estou sentindo o que é da minha determinação fiel a meu caminho e ao amor na minha vida. A família comigo toda hora, me dá saudade e conforto.
Escrevo ainda no congresso. O Método Quantum aqui veio muito bem, e traz os conhecidos bons frutos. Faz o bem. A Universidade que nos recebe é representado pelo reitor, um negro de carisma e poder, Prof. Johnathan Jansen que fez a abertura, prestou homenagem especial aos “overseas”- eu e Paul Mooney da Irlanda, fez uma brilhante abertura (quase uma bronca no planeta) falando de liderança e da falta dela- que deu a South Africa capa do NY Times sobre sistema de educação em ruínas… Liderar. O foco da minha mensagem. Liderar não se trata das técnicas que você usa ou do que faz, mas de quem você é.
Dra Henriette van den Berg na tribuna do Wellness Center Conference, Bem estar no ambiente de trabalho, tema Resiliência.
O país é interessante e perigoso mesmo, mais que SP e Rio? Não sei, mas parece que sim. O racismo é uma questão que ainda leva tempo para se assentar, if ever…, Mandela é um grande exemplo de líder austero. Advogado e ex rebelde foi quem começou o movimento anti-apartheid. Ficou 26 ou 27 anos preso. A uma certa altura, lhe ofereceram a liberdade condicional, caso ele desistisse da sabotagem ao Apartheid. Ele NAO aceitou. Quando foi libertado ( a verdade das coisas que são) foi presidente- o 1o negro, e condecorado e premiado mundialmente, dentre outros, com Nobel da Paz e com uma distinção da Índia, só recebida por 2 pessoas não indianas, Bharat Ratna (ele, e a outra pessoa, a Madre Tereza de Calcutá).
Os idiomas mais falados são negros ou uma mistura de Inglaterra africana ou Holanda africana (o “Africâner” que se fala aqui é bem parecido com Dutch, holandês legítimo). Então todo mundo fala inglês, com sotaque. To em casa, rsrs.
11 idiomas, taxa de criminalidade alta, roubo a casas, violência diversa, muitas histórias de estupros, mesmo entre os doutores que trabalham o emocional, com casos de pacientes em número maior e comentários mais corriqueiros do que estou acostumada. Helgo, um sensacional palestrante que mantém um programa de rádio como “The Shrink” (algo como o Doutor-terapia, em gíria) relata muitos casos de apoio. Uma mulher, descasada, envolveu-se com seu médico, também descasado. Era o segundo homem de sua vida. Contagiou-se com HIV, porque “confiava nele”. Ressaltam os da saúde a urgência de educar sobre a AIDS, e o HIV. Há o alarmante número de 20 a 25% de enfermeiras e de professores infectados, maioria negra. Management nas empresas, de HIV, aqui, equivale ao nosso para Vale refeição ou assistência médica comum…
Tombo
Levei um tombo de cinema da escadaria do congresso, felizmente, perto apenas da recepção daquela que foi a 2ª guest house onde fiquei. Dói tudo, até os cílios. Interessante, é que quando eu descia, pensava exatamente na Lisa. Ela tem 16 anos, tinha um baile à noite, a filha da Dr Henriette. Contou-nos que estava morrendo de medo de cair na hora da dança, onde ia re-encontrar o namorado que ela mesma deixou. Eu pensei, (enquanto descia, ainda em pé): “Vou ligar para Lisa, e dizer que fiz uma pequena magia mental, que ela está protegida). E lá fui eu rolando uns 11-15 dos 29 degraus no exato momento do final da frase. Primeiro chorei. Depois rimos. E por fim a recepcionista sabendo da seqüência me disse: “Você caiu por ela! Avise-a e ela que vai se sair bem”. Avisei. Mas cá pra nós, que p! mau negócio. Grrr. Risos. Sacrifício humano incluso na magia? Atenção Dra Claudia!!!!
Passei por exames, e massagem terapêutica, com a parte superior da perna esquerda e do glúteo bem dolorido. Espero estar bem amanhã. Tombos são recados. Olha onde pisa? Me aprumo, medito, oro, protegida, tomo decisões melhores. Deal.
Curiosidades…
Na loja de conveniência, não se ganha um saquinho pelas compras, a menos que se peça, e eles cobram, baratinho, mas cobram a sacolinha. Hm. Os homens elogiam abertamente, falam com a gente, e minha anfitriã se tenciona. Diz o tempo todo para que eu tome cuidado com perigo, não ande sozinha, de jeito nenhum. Pela manhã, saio para correr, perto da Guest House… Um hotel familiar muito interessante, típico aqui. Grande casa, filhos criados, o casal faz o que no Brasil seria uma pousada, mas moram nela, na parte reservada. Super gostosa, num bairro bonito, tem jeito de casa-pousada mesmo. Na rua, ando 100 metros para um lado. Quando começa a curva, lembro as recomendações. Volto. 200 metros sendo cem pra cá, sem pra lá, foi o jeito que dei, para não me arriscar. Penso nos vizinhos das belíssimas casas me vendo para cá e para lá, feito cavalo preso. Rio. Todas as casas tem um aviso assim: Protegido por empresa X, “Armed response”, ou seja, resposta armada, contra invasões. Ui.
Pergunto o preço de uma casa para aluguel, digamos de 3 quartos, classe média e descubro que na cidade está por US$ 1000 a U$1500 mês, menos do que em Cape Town, que tem as vinheiras e terrenos muito valorizados.
Restaurante deliciosos, com área para fumante, e direito a levar o cardápio…que eu coleciono.
Amanhã, Blogo o safári do “Game”. Se puder, Fala Tú, Você decide aqui no moleskine, aonde vou? Kruger Park ou Cape town? Ah? Tam tam tam tam.
Beijo Quântico.
1 comentário |Tell ya, I tell you: 10 Things Millionaires Won’t Tell You
Tell ya, I tell you:
I run a millionaire company. We make a few millions of dollars every year. Celebrating our 20th anniversary, we feel like starting again. In 2029 we will certainly be a billionaire company. Mind set is what drives results. We are people who knows about people. We add knowledge and love in our actions. Why not? Be rich. Think healthy.
Posting this interesting article here, to help you and provoke! Tell ya, I Tell you!
SMARTMONEY MAGAZINE
10 Things Millionaires Won’t Tell You
1. “You may think I’m rich, but I don’t.”
A million dollars may sound like a fortune to most people, and folks with that much cash can’t complain — they’re richer than 90 percent of U.S. households and earn $366,000 a year, on average, putting them in the top 1 percent of taxpayers. But the club isn’t so exclusive anymore. Some 10 million households have a net worth above $1 million, excluding home equity, almost double the number in 2002. Moreover, a recent survey by Fidelity found just 8 percent of millionaires think they’re “very” or “extremely” wealthy, while 19 percent don’t feel rich at all. “They’re worried about health care, retirement and how they’ll sustain their lifestyle,” says Gail Graham, a wealth-management executive at Fidelity.
Indeed, many millionaires still don’t have enough for exclusive luxuries, like membership at an elite golf club, which can top $300,000 a year. While $1 million was a tidy sum three decades ago, you’d need $3.6 million for the same purchasing power today. And half of all millionaires have a net worth of $2.5 million or less, according to research firm TNS. So what does it take to feel truly rich? The magic number is $23 million, according to Fidelity.
2. “I shop at Wal-Mart…”
They may not buy the 99-cent paper towels, but millionaires know what it is to be frugal. About 80 percent say they spend with a middle-class mind-set, according to a 2007 survey of high-net-worth individuals, published by American Express Publishing and the Harrison Group. That means buying luxury items on sale, hunting for bargains — even clipping coupons.
Don Crane, a small-business owner in Santa Rosa, Calif., certainly sees the value of everyday saving. “We can afford just about anything,” he says, adding that his net worth is over $1 million. But he and his wife both grew up on farms in the Midwest — where nothing was wasted — and his wife clips coupons to this day. In fact, most millionaires come from middle-class households, and roughly 70 percent have been wealthy for less than 15 years, according to the AmEx/Harrison survey. That said, there are plenty of millionaires who never check a price tag. “I’ve always wanted to live above my means because it inspired me to work harder,” says Robert Kiyosaki, author of the 1997 best seller Rich Dad, Poor Dad. An entrepreneur worth millions, Kiyosaki says he doesn’t even know what his house would go for today.
3. “…but I didn’t get rich by skimping on lattes.”
So how do you join the millionaires’ club? You could buy stocks or real estate, play the slots in Vegas — or take the most common path: running your own business. That’s how half of all millionaires made their money, according to the AmEx/Harrison survey. About a third had a professional practice or worked in the corporate world; only 3 percent inherited their wealth.
Regardless of how they built their nest egg, virtually all millionaires “make judicious use of debt,” says Russ Alan Prince, coauthor of “The Middle-Class Millionaire.” They’ll take out loans to build their business, avoid high-interest credit card debt and leverage their home equity to finance purchases if their cash flow doesn’t cut it. Nor is their wealth tied up in their homes. Home equity represents just 11 percent of millionaires’ total assets, according to TNS. “People who are serious about building wealth always want to have a mortgage,” says Jim Bell, president of Bell Investment Advisors. His home is probably worth $1.5 million, he adds, but he owes $900,000 on it. “I’m in no hurry to pay it off,” he says. “It’s one of the few tax deductions I get.”
4. “I have a concierge for everything.”
That hot restaurant may be booked for months — at least when Joe Nobody calls to make reservations. But many top eateries set aside tables for celebrities and A-list clientele, and that’s where the personal concierge comes in. Working for retainers that range anywhere from $25 an hour to six figures a year, these modern-day butlers have the inside track on chic restaurants, spa reservations, even an early tee time at the golf club. And good concierges will scour the planet for whatever their clients want — whether it’s holy water blessed personally by the Pope, rare Mexican tequila or artisanal sausages found only in northern Spain. “For some people, the cost doesn’t matter,” says Yamileth Delgado, who runs Marquise Concierge and who once found those sausages for a client — 40 pounds of chorizo that went for $1,000.
Concierge services now extend to medical attention as well. At the high end: For roughly $2,000 to $4,000 a month, clients can get 24-hour access to a primary-care physician who makes house calls and can facilitate admission to a hospital “without long waits in the emergency room,” as one New York City service puts it.
5. “You don’t get rich by being nice.”
John D. Rockefeller threatened rivals with bankruptcy if they didn’t sell out to his company, Standard Oil. Bill Gates was ruthless in building Microsoft into the world’s largest software firm (remember Netscape?). Indeed, many millionaires privately admit they’re “bastards in business,” says Prince. “They aren’t nice guys.” Of course, the wealthy don’t exactly look in the mirror and see Gordon Gekko either. Most millionaires share the values of their moderate-income parents, says Lewis Schiff, a private wealth consultant and Prince’s coauthor: “Spending time with family really matters to them.” Just 12 percent say that what they want most to be remembered for is their legacy in business, according to the AmEx/Harrison study.
6. “Taxes are for little people.”
Most millionaires do pay taxes. In fact, the top 1 percent of earners paid nearly 40 percent of federal income taxes in 2005 — a whopping $368 billion — according to the Internal Revenue Service. That said, the wealthy tend to derive a higher portion of their income from dividends and capital gains, which are taxed at lower rates than wages (15 percent for long-term capital gains versus 25 percent for middle-class wages). Also, high-income earners pay Social Security tax only on their first $97,500 of income.
But the big savings come from owning a business and deducting everything related to it. Landlords can also depreciate their commercial properties and expenses like mortgage interest. And that’s without doing any creative accounting. Then there are the tax shelters, trusts and other mechanisms the superrich use to shield their wealth. An estimated 2 million Americans have unreported accounts offshore, and income from foreign tax shelters costs the U.S. $20 billion to$40 billion a year, according to the IRS. Indeed, “an increasing number of people want to establish an offshore fund,” says Vernon Jacobs, a certified public accountant in Kansas who specializes in legal foreign accounts.
7. “I was a B student.”
Mom was right when she said good grades were the key to success — just not necessarily a big bank account. According to the book “The Millionaire Mind,” the median college grade point average for millionaires is 2.9, and the average SAT score is 1190 — hardly Harvard material. In fact, 59 percent of millionaires attended a state college or university, according to AmEx/Harrison.
When asked to list the keys to their success, millionaires rank hard work first, followed by education, determination and “treating others with respect.” They also say that what they absorbed in class was less important than learning how to study and stay disciplined, says Jim Taylor, vice chairman of the Harrison Group. Granted, 48 percent of millionaires hold an advanced degree, and elite colleges do open doors to careers on Wall Street and in Silicon Valley (not to mention social connections that grease the wheels). But for every Ph.D. millionaire, there are many more who squeaked through school. Kiyosaki, for one, says the only way he survived college calculus was by “sitting near” the smart kids in class — “we cheated like crazy,” he says.
8. “Like my Ferrari? It’s a rental.”
Why spend $3,000 on a Versace bag that’ll be out of style as soon as next season when you can rent it for $175 a month? For that matter, why blow $250,000 on a Ferrari when for $25,000 it can be yours for a few weekends a year? Clubs that offer “fractional ownership” of jets have been popular for some time, and now the concept has extended to other high-end luxuries like exotic cars and fine art. How hot is the trend? More than 50 percent of millionaires say they plan to rent luxury goods within the next 12 months, according to a survey by Prince & Associates. Handbags topped the list, followed by cars, jewelry, watches and art. Online companies like Bag Borrow or Steal, for example, cater to customers who always want new designer accessories and jewelry, for prices starting at $15 a week.
For Suzanne Garner, a millionaire software engineer in Santa Clara, Calif., owning a $100,000 car didn’t make financial sense (she drives a Mazda Miata). Instead, Garner pays up to $30,000 in annual membership fees to Club Sportiva, a fractional-ownership car club in San Francisco that lets her take out Ferraris, Lamborghinis and other exotic vehicles on weekends. “I’m all about the car,” she says. And so are other people, it seems. While stopped at a light in a Ferrari recently, Garner received a marriage proposal from a guy in a pickup truck. (She declined the offer.)
9. “Turns out money can buy happiness.”
It may not be comforting to folks who aren’t minting cash, but the rich really are different. “There’s no group in America that’s happier than the wealthy,” says Taylor, of the Harrison Group. Roughly 70 percent of millionaires say that money”created” more happiness for them,he notes. Higher income also correlates with higher ratings in life satisfaction, according to a new study by economists at the Wharton School of Business. But it’s not necessarily the Bentley or Manolo Blahniks that lead to bliss. “It’s the freedom that money buys,” says Betsey Stevenson, coauthor of the Wharton study.
Concomitantly, rates of depression are lower among the wealthy, according to the Wharton study, and the rich tend to have better health than the rest of the population, says James Smith, senior labor economist at the Rand Corporation. (In fact, health and happiness are as closely correlated as wealth and happiness, Smith says.) The wealthy even seem to smile and laugh more often, according to the Wharton study, to say nothing of getting treated with more respect and eating better food. “People experience their day very differently when they have a lot of money,” Stevenson says.
10. “You worry about the Joneses — I worry about keeping up with the Trumps.”
Wealth may go a long way toward creating happiness, but the middle-class rich still can’t afford the life of the billionaire next door — the guy who writes charity checks for $100,000 and retreats to his own private island. “What makes people happy isn’t how much they’re making,” says Glenn Firebaugh, a sociologist at Pennsylvania State University. “It’s how much they’re making relative to their peers.”
Indeed, for all their riches, some 40 percent of millionaires fear that their standard of living will decline in retirement and that their money will run out before they die, according to Fidelity. Of course, it may not help if their lifestyle is so lavish that they’re barely squeaking by on $400,000 a year. “You can always be happier with more money,” says Stevenson. “There’s no satiation point.” But that’s the trouble with keeping up with the Trumps. “Millionaires are always looking up,” says Schiff, “and think it’s better up there.”
Tell ya, I tell you,
Claudia Riecken
Nenhum comentário |09/09/09 Revolucione suas capacidades! Falo Eu!
Faça melhor do que eu
Exame
Escolhi esse caso da Star Bucks Café para inaugurar uma nova Claudia. Uma nova Quantum. Uma nova vida. Faço isso todos os dias. Mas o dia de hoje tem um poder especial, dizem os mestres e iniciados, de validarmos nossas reais capacidades, o amor, o planeta em apecto mais amplo. Assim, convido você a ler a matéria da rede de cafeterias americana, e provoco sua chance de fazer melhor que eu!- com essa rede que já se espalhou pelo mundo todo, e me teve como cliente freqüente, onde escrevia, perto da casa da minha mãe, então em Boca Raton. Por favor, pense comigo sobre revoluções. Me atrevo a dar meus pitacos. Fala Tú.
A cafeteria 15th Ave. Coffee & Tea nasceu de um desafio feito pelo fundador da Starbucks a seus executivos: dar novo vigor à marca-mãe
Se existe uma empresa em que os efeitos da crise americana foram sentidos com intensidade inaudita é a rede de cafeterias Starbucks. Acostumada a um processo contínuo de expansão, a companhia viu sua média de vendas por loja cair 3% durante o ano de 2008, ante um crescimento médio de 5% em 2007. No primeiro semestre deste ano, a queda foi de 5%. Seus cafés especiais passaram a ser rejeitados pelos consumidores. Diante do cenário de baixa, muitos dos problemas da Starbucks foram atribuídos à figura do fundador da rede, o empresário Howard Schultz, dono de um estilo peculiar de gestão, que, em nome da pureza do modelo de negócios, tentou criar uma estrutura híbrida, com tamanho de corporação aliado a valores e práticas de lojinha de esquina. Schultz sempre relutou em adotar condutas como racionalização de matérias-primas e processos de produção (que para ele são coisa do McDonald’s) ou mesmo prosaicas pesquisas de mercado sobre produtos (com o argumento de que sua empresa não é a Procter&Gamble). Nos últimos meses, diante dos maus resultados, ele foi finalmente convencido por seu corpo de executivos a lançar mão de algumas dessas medidas — mas o incômodo permaneceu. Desconfortável com as “concessões”, Schultz desafiou seus executivos: “Se vocês tivessem de competir com a Starbucks, que tipo de loja fariam?”
O resultado veio a público no dia 24 de julho, quando foi inaugurada em Seattle, cidade que foi o berço da Starbucks, a 15th Ave. Coffee & Tea. Na vitrine, abaixo do logotipo, a discreta menção “Inspirada pela Starbucks” denota a origem do empreendimento. Dentro da loja, a situação é radicalmente diferente. As mesas são feitas de madeira rústica, proveniente de um velho navio, e de mármore. O cardápio conta com 16 variedades de grãos de café, como o Guatemala Antigua, cultivado a 2 000 metros de altitude, e o havaiano Kona. O barista torra e moe a variedade escolhida pelo cliente na hora. Ele ainda oferece quatro métodos para produzir o café — do coado tradicional a uma versão produzida em uma máquina La Marzocco, criada em Florença nos anos 20. A loja também oferece algumas marcas de cerveja, vinhos e doces folhados. Enquanto degusta seu café especial, o cliente pode se distrair com eventuais apresentações de saraus literários e shows musicais ao vivo. Um cenário que nada lembra as lojas da Starbucks, com seus liquidificadores de misturar café com gelo, cafeteiras automáticas e copos de papelão (a nova loja usa apenas xícaras de louça). “Em certa medida, a 15th Ave. Coffee & Tea é uma reação àquilo em que a Starbucks se transformou nos últimos anos”, disse a EXAME John Moore, ex-executivo de marketing da empresa e hoje consultor de marcas. “Seu fundador quer que a empresa se reconecte ao que a tornava especial no passado, quando era uma pequena rede.”
Tal desejo hoje parece cada vez mais longínquo. Espalhada por 40 países, a Starbucks tornou-se uma corporação no mais estrito significado do termo: 10,4 bilhões de dólares de faturamento por ano e cerca de 170 000 funcionários. Se fosse brasileira, ela estaria entre as dez maiores companhias do país segundo o anuário Melhores e Maiores, de EXAME. A companhia tem ações listadas na bolsa e compete hoje cabeça a cabeça com McDonald’s e Dunkin’ Donuts, que, nos últimos tempos, têm investido firme no mercado de café (detalhe: com preços bem mais atraentes ao consumidor). Foi por essa razão, aliás, que Schultz acabou convencido por seus executivos a adotar medidas mais profissionais para melhorar os resultados da empresa. Uma delas foi padronizar processos de produção para cortar custos. Com isso, o tempo necessário para a preparação de doces e salgados de massa folhada passou de 45 para 25 minutos — o que gerou uma economia de 60 milhões de dólares no último trimestre. Os baristas passaram a seguir seis passos-padrão para tirar um café expresso. Antes, cada um fazia do seu jeito, o que gerava todo tipo de desperdício. A rede também passou a investir em publicidade, uma estratégia que Schultz sempre criticou por acreditar que o grande chamariz da Starbucks eram as lojas e a experiência que o cliente vivia dentro delas.
orçado a trilhar um caminho diferente do que gostaria, Schultz ficou exultante quando foi pela primeira vez à loja da 15th Ave. Coffee & Tea. A empolgação foi tamanha que, ali mesmo, ele anunciou a abertura de outras duas filiais na cidade de Seattle. Com a nova marca, a Starbucks junta-se a empresas que realizaram um movimento conhecido no mundo do marketing como trading up, ou seja, subir na escala de sofisticação e preços como forma de transferir valor a produtos mais baratos. É o que fizeram no passado nomes como a montadora japonesa Toyota, que lançou a Lexus, marca de carros de luxo que hoje concorre com a Mercedes- Benz e a BMW no mercado americano e transfere parte de seu prestígio aos modelos de massa da companhia. O problema é que, mesmo que seja bem-sucedida, a iniciativa da Starbucks deve trazer resultados limitados. Primeiro porque, como mostra a própria trajetória da rede, a ideia da 15th Ave. Coffee & Tea não pode ser aplicada em grande escala. Depois porque os inimigos da companhia hoje são bem mais parrudos. “A Starbucks não está perdendo clientes para pequenas lojas que oferecem música e poesia, mas para os gigantes do fast food”, disse a EXAME Al Ries, presidente da Ries & Ries, consultoria especializada em marketing de varejo com sede em Atlanta.
Sob inúmeros aspectos, a experiência da 15th Ave. Coffee & Tea é louvável. Mas ela serve mais como laboratório (e para aplacar a consciência de Schultz) do que como solução para os problemas da rede. Pragmaticamente, haveria espaço para algumas poucas lojas com essa proposta, em locais descolados, mas sua contribuição para o resultado geral da companhia seria pequena. Basta lembrar que a Starbucks já possui outra rede de cafeterias — a Seattle’s Best Coffee, com 540 lojas espalhadas pelos Estados Unidos. A empresa foi adquirida por Schultz em 2003 para atuar justamente em um segmento mais sofisticado que o da Starbucks (e até hoje não decolou). Uma opção seria converter as lojas Seattle’s Best Coffee para a nova bandeira, mas ainda assim a rede não avançaria além de uma participação de 3% no faturamento do grupo, criando uma forte dissonância em relação às lojas comuns. Outra opção seria transformar todas as lojas da Starbucks de acordo com o novo modelo. “Isso seria um movimento radical, improvável e muito custoso”, afirma Ries, da Ries & Ries. Se Schultz deseja fortalecer a Starbucks, vai precisar, mais e mais, se afastar de suas convicções. Mas, hoje, ele não parece pronto para isso.
Falo eu: pois eu estou disposta a rever as minhas convicções, mas não meus valores. Se eu fosse o Shultz, me arriscaria e revestir toda a rede de lojas convencionais, com o algo novo que mudaria sua experiência, e traria o que os clientes querem. Se bem entendi, a nova coffee shop chamada 15Ave Coffee & Tea, traz uma coisa natureba. Traz um tom cult. Tem madeira. Tem música, tem poesia. Isso é conceito e experiência, e os valores de Shultz estão calçados nesse paradigma. As conviccões de como fazer reais os nossos valores é que precisam ser atualizadas. Muito fácil criticar o fundador. Vai lá fazer? Pois genial o cara, ao desafiar seus executivos, e com isso gerar um novo oxigênio. Os pragmáticos de plantão anteveem o sucesso e o fracasso, mas o empreendedor sério realiza. Para isso, a coragem e a coerência são necessárias, causa e efeito, como diz meu amigo Frank Swaay. Shultz pode sim manter seus valores ( não foram eles que levaram ao sucesso indiscutível de sua rede?)- mas mudar para continuar sendo o mesmo. Estar conviccto é crer. Uma coisa é crença outra é a percepção e o resultado, ou seja,cliente na loja, dinheiro em caixa, satisfação objetiva e subjetiva. Se os números mostram declínio, também não se deve, por isso, desvalorizar tudo. A crise dos EUA está em tudo o que há lá. Agir com inteligência e buscar o cliente no seu momento atual, pode demonstrar grande cumplicidade, se obtivermos na loja o que nosso momento pede…Conforto? Friendly style? Lembro-me de uma historieta que contava sobre uma marca de manteiga, que durante a 2a guerra mundial, expunha outdoors coloridos de publicidade. As bombas distruiam seguidos cartazes, sempre repostos rapidamente. Fala tu: adivinhe qual foi a manteiga mais vendida quando a guerra acabou, por anos a fio?
Quero ter os amigos na minha sala, meu homem na minha cama, minhas filhas na nossa casa, meus clientes na nossa empresa, nas nossas vias digitais ou nos encontros Quânticos, energizados,motivados, felizes.. Efetividade no que você é, faz e pensa, depende de revolucionar suas práticas às vezes. Mudar radical, o que não funciona. E aceitar o pacote que chamamos de nós, em primeiro lugar. Mais “caro” do que mudar tudo, é perder tudo com medo de assumir as mudanças, que de fato, tanto desejam nossos clientes, familiares, amigos e nosso amor. Assume tua força. Fala tú!!!
Rede social na empresa estimula ideias e quebra barreiras hierárquicas
por Leandro Fernandes
Integrar cerca de 380 mil pessoas espalhadas por diversos países ao redor do globo. Reduzir as barreiras geográficas, fazendo com que públicos de diferentes idades, diferentes culturas e diferentes posições dentro do organograma se conversem e troquem experiências. Esse tem sido o papel das redes sociais dentro da rotina da IBM Brasil, segundo conta o gerente de novas tecnologias da empresa, Cezar Taurion.
O gerente conta que desde que sites como Orkut, Facebook, entre outros, começaram a ganhar mais corpo e mais importância, agregando milhões de usuários, a empresa decidiu trazer o conceito para dentro de casa, criando suas próprias ferramentas. Hoje, de acordo com Taurion, grande parte das inovações implantadas em seus produtos baseia-se em ideias que surgem de discussões propostas nesses espaços. “O próprio Lotus Connections (software que permite acessar todo conhecimento produzido dentro da organização, com o intuito de facilitar a resolução de problemas) foi elaborado a partir dessas idéias voluntárias”, conta Taurion.
Ao todo Taurion dá conta de que somente em 2008 as redes sociais criadas dentro da IBM foram responsáveis pela geração de mais de 45 mil ideias. Ele conta ainda que a discussão dessas idéias em escala global, o que acontece por meio das ‘inovation jam’, fóruns promovidos dentro das redes para discutir grandes temas, tem ajudado a acelerar o processo entre o surgimento da idéia e a sua implantação, seja em forma de produto ou processo.
Chamada de Greater IBM, a rede social da companhia abriga uma série de grupos, divididos em temas diversos, como sustentabilidade, marketing, etc. É o que conta o diretor de Comunicação e Marketing da companhia, Mauro Segura. “Uma das redes foi criada com o objetivo de integrar funcionários, ex-funcionários e colaboradores já aposentados. Ao todo temos 50 mil pessoas conectadas e esse número vem crescendo num ritmo vigoroso”, diz.
A quebra de barreiras hierárquicas e geográficas (o que inclui o aproveitamento de uma imensa diversidade cultural) são outros fatores positivos a serem destacados em relação às redes. “Numa empresa de grande porte o organograma se faz muito presente. Na rede, um estagiário pode debater um tema com o presidente, o que nem sempre é possível fora do mundo virtual”, diz Taurion. “Na rede, o espaço físico deixa de ser relevante e torna possível que colaboradores que vivem em diferentes culturas e pensam de forma diferente discutam problemas comuns e compartilhem soluções”, completa Segura.
Para ambos, assim como para a gerente de comunicação interna da IBM Brasil, Flávia Apocalypse, as redes sociais tendem a estar cada vez mais presentes nas organizações daqui em diante. “Elas se tornam muito importantes à medida que a dinâmica dos negócios exige equipes mais integradas”, diz Flávia. “As redes são um exemplo do que vai ser o mundo no futuro: globalizado e cooperativo”, reforça Taurion.
Na visão de Segura, o medo de perder o controle é uma das maiores barreiras para empresas que pretendem trazer as redes corporativas para dentro dos seus portões. “O mundo colaborativo vai contra a premissa de controle e as empresas terão de saber lidar com isso. Nós estamos aprendendo”, diz. “Nem sempre será possível ter domínio sobre aquilo que será exposto nas redes. Hoje, a comunidade da IBM no orkut reúne 50 mil usuários e não foi criada por iniciativa da empresa”.
Para Taurion, reduzir o ímpeto de controlar é fundamental para que a penetração das redes se dê de forma natural e incentive a inovação por meio da troca de informações. “Para inovar as pessoas precisam de liberdade. Só com isso se cria uma cultura de inovação”.
Em agosto, lançamos o Espaço do Analista Quântico , na Quantum Assessment, que é um Face Book completo, da nossa comunidade. VEJA AQUI. O tempo disponível para WEB deve ser prazeiroso, útil e siginificativo. O negócio do futuro vai ser fazer as pessoas se encontrar pessoalmente? Ter satisfação e energia.
Beijo Energizado
CR
O que podemos ensinar ao mundo
O que podemos ensinar ao mundo
Harvard, Insead, IMD. Cada vez mais escolas de negócios internacionais despacham seus pesquisadores para entender como funcionam as empresas brasileiras
Em janeiro deste ano, Wilson Amaral, presidente da construtora paulista Gafisa, reservou algumas horas para um compromisso incomum em sua rotina. Em vez de visitar obras ou se reunir com os demais executivos da empresa, Amaral recebeu a visita do economista Ricardo Reisen de Pinho, pesquisador da conceituada escola de negócios da Universidade Harvard. Em 2 horas de conversa, Pinho questionou Amaral sobre os mais minuciosos detalhes da administração da Gafisa. As anotações ajudaram a compor um estudo acadêmico de 22 páginas, publicado no início de abril. O artigo retrata o ano de 2005, crucial para a história da Gafisa. Na época, a construtora estava prestes a receber um aporte de 55 milhões de dólares do fundo Equity International, criado pelo bilionário americano Sam Zell. Enquanto os executivos analisavam o destino ideal para esses recursos, os investidores negociavam o quanto deveriam se envolver na gestão da empresa. Questões como essas serviram de inspiração para o relatório de Pinho, que hoje pode ser debatido entre alunos de MBA em Harvard. “O estudo avaliou desde a escolha do momento para fechar o acordo até táticas de negociação”, afirma o autor.
Até alguns anos atrás, histórias que pudessem servir de inspiração para alunos dos mais renomados cursos de MBA espalhados pelo mundo eram colhidas basicamente em companhias europeias e americanas. Empresas da Ásia e da América Latina passavam longe do radar das escolas de negócios tradicionais. Mas o crescimento acelerado de mercados emergentes, a sofisticação de seus consumidores e, recentemente, a crise econômica que atingiu com mais força os países desenvolvidos forçaram os pesquisadores a ampliar seu campo de visão. Apenas neste ano escolas de negócios realizaram pelo menos sete estudos de caso com empresas brasileiras (veja quadro). E o número ainda deve aumentar. Além da análise da Gafisa, Harvard, por exemplo, está preparando outros dois estudos por aqui — ainda mantidos em sigilo. “Assim como os grandes investidores, as melhores escolas estão sempre querendo descobrir a nova Nike, o novo Starbucks”, diz o francês Dominique Turpin, professor da suíça IMD e autor de três estudos sobre o Brasil, entre os quais um sobre a Alpargatas, publicado neste ano. “Nessa busca, é natural olhar para um país com potencial de crescimento como o Brasil.”
Para as companhias brasileiras, entrar no circuito das escolas de negócios significa, além de um reconhecimento mundial de sua evolução, uma ótima oportunidade. “Com essa exposição conseguimos chamar a atenção de alunos que serão executivos de grandes bancos e fundos de investimento espalhados pelo mundo”, diz Amaral, da Gafisa. Por vezes os próprios executivos são convidados para discutir os casos em sala de aula. “Já tivemos a oportunidade de ir à Universidade Columbia, para falar sobre investimentos no México, e estamos ansiosos para debater o caso da Gafisa em Harvard”, disse a EXAME Gary Garrabrant, presidente do Equity International, hoje o maior acionista da construtora. Bento Koike, presidente da fabricante de equipamentos para geração de energia eólica Tecsis, com sede em Sorocaba, no interior de São Paulo, participa desse tipo de debate desde que sua empresa virou tema de artigo em 2006. Por causa disso, já incluiu em sua rotina uma visita anual ao campus de Harvard. Um dos temas que costuma debater com os alunos é a melhor estratégia para gerenciar uma rede de clientes e fornecedores que ficam fora de seu país de origem — praticamente 100% dos parceiros de negócios da Tecsis estão fora do Brasil. Liliana Aufiero, presidente da fabricante de meias Lupo, espera em breve visitar Kellogg, a escola de negócios da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. O dilema de manter a família à frente dos negócios e preparar a quarta geração de herdeiros deu origem a um artigo publicado pela escola em março. “Discutir o caso com alunos é uma oportunidade única para captar ideias”, diz Liliana, neta do fundador Rômulo Lupo.
Um dos temas que mais atraem os pesquisadores é o avanço internacional das companhias brasileiras. A Alpargatas, por exemplo, recebeu a visita de Turpin e de outra pesquisadora da escola suíça IMD em outubro de 2008. Na época, a Alpargatas já vendia 17 milhões de pares de Havaianas em mais de 20 000 lojas fora do país, mas queria acelerar esse processo. Entre as questões levantadas pelo artigo, estavam a escolha de mercados prioritários e a possibilidade de fabricar as sandálias fora do Brasil. Outra empresa que chamou a atenção dos pesquisadores da IMD nesse campo foi a Vale. A companhia foi visitada recentemente pelo professor de comportamento organizacional Robert Hooijberg, interessado em entender a integração das diversas mineradoras compradas no exterior nos últimos três anos. A pesquisa vai virar capítulo de um livro com lançamento previsto para 2010.
Para algumas companhias, abrir as portas a pesquisadores estrangeiros já faz parte da rotina. É o caso da varejista Casas Bahia. Em 2004, a empresa recebeu a visita de alunos da Michigan Business School, orientados pelo indiano C.K. Prahalad, e virou capítulo do incensado livro A Riqueza na Base da Pirâmide, lançado em 2005. Nos últimos quatro anos, a Casas Bahia recebeu regularmente estudantes da escola de negócios Wharton, da Universidade da Pensilvânia. Em cada uma das visitas, os alunos conhecem as unidades de negócio, assistem a palestras do presidente Michael Klein e discutem gestão e estratégia com seus principais executivos. A fabricante de cosméticos Natura foi uma das primeiras a entrar no radar das grandes escolas de negócios, em 2003, com um artigo da London Business School. Em 2006, foi tema de um estudo de Harvard que discutia quais estratégias usadas no mercado brasileiro poderiam ser aproveitadas para ganhar mercado fora do país. Agora, está recebendo visitas regulares do português Joe Santos, radicado na escola francesa Insead, e de Betania Tanure, da Fundação Dom Cabral, que já fez outros dois estudos sobre a empresa em parceria com escolas estrangeiras. “Desta vez, vamos analisar como a Natura conseguiu se manter na vanguarda desde sua fundação, nos anos 60″, diz Betania. A Natura também já recebeu neste ano uma visita da espanhola Esade, que montou seu escritório no país em abril. “Queremos iniciar uma base de pesquisa aqui”, afirma o espanhol Ivan Bofarull, um dos diretores da faculdade, que esteve no Brasil em julho.
Pequenas e médias empresas brasileiras também começam a atrair os estrangeiros. Para elas, a oportunidade de entrar em contato com instituições de ensino renomadas pode ser também uma forma de aprender mais sobre o próprio negócio. A Spoleto, rede de pratos rápidos especializada em culinária italiana com faturamento de 315 milhões de reais, recebeu três turmas de alunos do MIT desde 2008, num projeto em parceria com a ONG Endeavor. Eles ajudaram, por exemplo, a bolar sugestões sobre o início das operações da Spoleto nos Estados Unidos. “Tivemos de adiar os planos por causa da crise, mas vamos retomá-los em breve”, diz Jacqueline Lopes, diretora de marketing da empresa. “E, quando isso acontecer, vamos colocar em prática tudo o que definimos com os alunos do MIT.”
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