Arquivo de 22 de outubro de 2009
Compromisso. Com que? Com tudo!
Chego ao Brasil, e no avião, o controle sobre a gripe H1N1 é como você vê, sério. Dos vários países onde passei, vi na China um controle preciso, e aqui. Lá, além do documento, que temos que preencher no avião, e entregar na primeira fila, antes mesmo de passar a imigração, há um portal metálico, que ao invés de detectar armas, detecta temperatura do corpo! Isso mesmo, a máquina identifica pessoas com eventual febre, e as tira do grupo, para averiguação e quarentena. Em Beijing, o medo da gripe soa atemporal, e ninguém sabe me informar bem se procede ou não, apenas que as pessoas estão ressabiadas, algo que sinto, passamos mais intensamente aqui em Junho, Julho e Agosto. Se aproxima o inverno lá, e talvez por isso, com os números, você veja pessoas com máscaras na rua, no metrô, no aeroporto. Curioso, é que uns se riem dessa prática. E outros, especialmente as moças jovens, usam máscaras “fashion”, tem ilustradas, cor de rosa, coloridas, estampadas. Olha o formulário aí:
Indonésia, Dubai ( Emirados Árabes) e Africa do Sul, não pedem nada de nada sobre saúde. As fronteiras dos países variam tanto quanto as fronteiras das pessoas…
A cooperação Brasil China forma um bloco de dois países que trabalha em prol do apoio mútuo, mais intensamente do que pressupomos. As autoridades estabeleceram comissões e subcomissões em 9 áreas, e a proximidade é grande. Para os jogos no Rio de Janeiro, já há uma comissão que de lá, vai transmitir informações e conhecimentos sobre a experiência deles sediando os jogos em 2008.
Em Bali, fiquei numa pousada que eles chamam de Villas. Muito linda, e com tudo de especial e mágico daquele lugar, só podia mesmo estar feliz e gostar. Mas os recordes de satisfação de hóspedes da pousada, num site que avalia isso pela Internet, eram ruins. 50% dos hóspedes reclamam. Descubro que em especial os australianos, que me diz uma funcionária, “reclamam mesmo de tudo”, tipo, que está muito calor, depois que está frio demais, respondem pelas críticas. Mas mesmo eu, espiritualizada, encontrada em mim mesma, feliz e produtiva, cheguei ao ponto de me incomodar com o serviço, ou a falta dele. Vinham as moças da limpeza, e limpam aqui, mas esquecem ali. Daí não comparecem um dia. No dia seguinte, batem na porta em hora imprópria e incomodam. Curioso, procuro minha conexão do hotel, e converso com ela, expondo o que creio, eles devam fazer. Sugiro uma rotina de trabalho, e ela compreende. Para minha surpresa, ela muito querida e próxima (tinha feito seu Quantum e estávamos realmente amigas), me sugere um outro Villas que ela conhecia.
Contei a ela uma história, que quero dividir com vocês. Certa vez fui ao Chile, para um congresso e uma reunião numa universidade. Meu noivo, à época, chegaria no dia seguinte. Eu estava hospedada no Sheraton de Santiago. Ao sair cedo, antes dele chegar, deixei café feito naquela cafeteira no quarto, e um bilhete na cama, dando conta de que sairia para reunião na Universidade e logo voltaria para encontrá-lo, certamente, já instalado. Na saída, tomei o cuidado de REGISTRAR seu nome no meu apartamento, e não obstante, deixei um envelope em seu nome, na recepção, com o número do quarto e uma chave eletrônica da porta, junto com um bilhete.
Bem, quando chego de volta da reunião, passei voando pelo grande hall do Sheraton e fui direto para o quarto. Ao abrir a porta, já senti o aroma do café, meio queimado pelo tempo ali, no aquecedor eletrônico, e na cama, intacto, o bilhete. Digo, ué, acho que ele não veio… Desci para tomar um café e talvez um recado…? E logo o encontrei num sofá da recepção, lendo. Hey!!! Seja bem vindo…! Por que você não subiu? Descubro, perplexa, encurtando a palhaçada (corrigida depois de forma surpreendente):
1. Não o deixaram subir, sem minha presença
2. Não repararam, nem entregaram o envelope em seu nome, com a chave
3. Para piorar e me chocar, chegaram a oferecer um apartamento promocional por duas horas, a US40 dólares, caso ele optasse por descansar instalado até eu chegar.
Eu não podia acreditar na coisa toda. Era muita “patacoada” para uma só pessoa.
Subimos, ele se instalou e foi tomar um banho. E eu desci, e fui à recepção. Quero falar com gerente geral. Vem uma moça, muito sorridente, um tipo alto C baixo A, disposta e carinhosa, me pedindo que lhe explicasse o que queria. Disse-lhe: querida, vocês têm um problema GERAL. Então, com todo respeito a você e seu trabalho, eu só quero falar com O GERENTE GERAL. Ela insistiu, eu expliquei sem muita paciência o que aconteceu, e disse que se ela não chamasse o gerente geral para me atender, nós iríamos embora mesmo assim, porque eu estava de saída daquela espelunca, constrangida e aborrecida, e que eu não falaria para eles porque, mas como escritora eu falaria o resto da vida pro mundo todo. Ela me acatou.
Cerca de uma hora mais tarde, toca o telefone do nosso apartamento, um de classe econômica, mas muito bonzinho, porque Sheraton é Sheraton, e me avisa que o Sr Brown, gerente geral, me aguarda no bar do mezanino. Desci. Me surpreendo com o jovem senhor, de seus 42 anos, lindo, bronzeado, e sentado em sua cadeira de rodas eletrônica, moderna. Descubro que ele, argentino radicado no Chile, anos antes fora ao Brasil, de férias, e acidentara-se numa piscina em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O acidente o tronou tetraplégico… Pai de 3 filhos e casado recebeu o convite do Sheraton para voltar ao trabalho no Chile, na área comercial, o que ele fez desde que concordassem em “ainda não remunerá-lo” naquele início. Queria provar a si mesmo, saber se era capaz. Expus o caso para ele e disse que por isso iríamos embora. Ele foi muito firme, e delicado, mas não servil, e me fitando disse: “Não tenho como se quer comentar o episódio. São tantas asneiras, e tão fora de tudo o que acreditamos e praticamos, a chave, o sistema com o nome do hóspede, e por fim um apartamento por duas horas oferecido, que só posso me sentir constrangido. Não tem desculpas. Mas peço uma segunda chance a vocês. Me permita mudá-los de apartamento, e tentar compensar esse desconforto inicial.
Bem, Brown entrou para o meu livro, com sua história de sobrevivente. Ele conseguiu atuar na área de vendas, e foi promovido consistentemente de ano em ano, até chegar a ser gerente geral.
Fomos para o aparamento presidencial, onde ficam o Lula e a Dona Marisa, as comitivas da França, ou sei lá eu de onde mais. Um apartamento enorrrrrrrme. Recebemos champagne, flores, frutas, 3 convites para jantar em restaurantes do hotel e da cidade, e um Bell boy dedicado, que achamos, ficava atrás da porta do quarto, quando ligávamos pedindo algo, em 30 segundos tocada a campainha.
Voltei-me para minha amiga de Bali, do Hotel Villas. Querida, quem paga seu salário? Onde está a sua energia hoje? Você acha que vale a pena, ganhar uma pequena comissão para mandar um hóspede embora, para outro Villas e corromper sua atitude profissional? Eu acredito que você deveria me pedir uma segunda chance. E não precisa me dar nada não, só o seu compromisso e sua verdadeira intenção e HONRAR SEU PAPEL aqui são necessários, se você quiser ser alguém na vida… Vá ao seu gerente, e liste as mudanças que você acredita, se dispõe a ajudar a fazer. E diga-lhe que você me pediu uma segunda chance, e que por isso, eu ficarei.
Claro que a experiência no Chile acabou sendo divertida, e o custo alto para o hotel. Mas veja. A atitude e a integridade do profissional ali. Integridade é o self que não se divide sob pressão. É preciso de pessoas íntegras, e comunicação a partir disto. Eu discordo que o problema de comunicação seja o maior das empresas. Eu acredito que a falta de integridade seja perniciosa, e deve ser combatida, com o desenvolvimento do autoconhecimento. Você precisa conhecer-se, assumir-se, aceitar-se para falar a verdade e poder ser edificador.
Empresas com uma cultura organizacional profissionalizada têm o gostoso aroma do compromisso e do amor. Quando palestrei em South Africa, a figura do grande líder, Mandela, foi ponto de honra em minha palestra liderança Azul, por razões várias, sobre as quais blogarei estes dias, mas em especial, a propósito deste tema de compromisso, um fato: preso, Mandela teve a proposta de que fosse solto, desde que desistisse de lutar contra o Apartheid. E ele disse não. Permaneceu 27 anos na prisão. Profissionalismo é compromisso e honradez de propósitos.
Até o crime, profissionalizado, é melhor. Em Jobourg, na África do Sul, tive uma visão clara da loucura do crime descontrolado, em “Hubro”, bairro tomado pelos nigerianos e pelas drogas. A falta de limites ecoa a falta de liderança, austeridade, e caráter. E em Soweto, fui à casa de Mandela, um dos homens de maior caráter e liderança pelo amor que já tive notícia. German, meu amigo africano, me diz: Depois do Apartheid, quando soltaram Mandela, preso por 27 anos pensamos: “agora poderemos pegar as armas e lutar.” Para nossa surpresa, ele saiu e disse: forgive and forget. Black is beautiful, sejam vocês mesmos, vamos viver. E então se tornou o 1º presidente negro e da democracia.
Vale ressaltar, que o profissionalismo e o “bom caratismo” de pessoas, advém de sua auto-estima, de seu merecimento interior. Há pessoas que sentem vergonha, se sabem desprezíveis, não evoluíram ou superaram suas mazelas e sentimentos de inferioridade secretos, ou os expressam sendo perfeccionistas, disfarçando um senso interior pobre, falho, desesperado. (Como se algo gritasse dentro delas “Falhar é catastrófico! Seja perfeito!”) E não podem ser edificadoras, construtivas, transparentes, éticas em fim. É preciso considerar-se bonito para sentir-se bonito. Uma imagem externa não sustenta isso, e leva as pessoas ao desespero psíquico, e à CORRUPÇÕES. Isso desonra seu trabalho, e sua pessoa e os seus clientes.
Minha amiga balinesa está fazendo uma revolução no seu Villas. Me agradece todos os dias pela história, e com seus 27 anos de idade, edificou algo em seu caráter (traço, característica, forma de ser), que mudou o destino de sua vida.
Compromisso com uma missão, não pode ser corrompido e abandonado. Eu exalto os profissionais que mantém sua integridade, e trazem propostas abertas e claras para mudanças, quando as consideram necessárias. Não tem sentido falar mal da sua empresa, destilar veneno com críticas sobre o que ou quem quer que seja, anunciando o dilúvio, pelos “erros dos outros”. Quem age assim, confirma o dilúvio, porque o constrói passo a passo. Mas nem sempre falar abertamente trás os resultados, porque as pessoas estão em níveis diferentes de evolução. Então, precisaremos de paciência, persistência, criatividade, e paz interior. Não se estresse. Sorria. Pense outra alternativa. E até brigue diretamente com a pessoa envolvida. Mas seja íntegro.
Honro meu cliente, meu espaço, minha empresa, minha casa. Falo Eu: sou a energia que traz o resultado. Fala Tú: que energia é você?
Love is my religion. Liderança é coisa séria.
Beijo e Poe no teu feeds este Blog- continuo postando os vídeos de Bali, China e África, das últimas passagens.
Nenhum comentário |Na China
Chego à China perplexa, com a multidão, a tecnologia, eu e meus apetrechos tecnológicos, realmente, pergunto: quem é mesmo dono de quem?
Adoro poder usar a câmera, subir e baixar informações, usar o Iphone para levantar um endereço em Mandarin, e ao taxista orientar (eles precisam dos escritos absolutamente ilegíveis para mim), usar o GPS que vem ali, com mapas instantâneos do mundo todo. Me sinto entre os Flitstones e os Jetsons. E adoro a medida boa, do que me parece até tribal, dos rituais de Bali, que oferecem uma feição toda significativa para as pessoas, suas emoções e suas relações, e as facilidades da vida online, os bilhetes de amor, no caminho, os emails lá na montanha… Quanto tempo eu consigo me sentir bem sobre mim mesma, livre, e leve, determinada, ligada, atenta, autêntica, com esperanças positivas e perspectivas? Huge peace. Smile. Go get a new life. Every Minute. Every Day.
Saudade de casa. Ta na hora.
Na China, a frase da década, do meu parceiro Jimmy, para o mundo: “Você quer se desenvolver? Então tem que se conhecer primeiro. Tem que fazer teu Quantum! “Rá. Adorei.
Jimmy Liu, Embaixada brasileira
Saudade de casa. Ta na hora.
Na China, a frase da década, do meu parceiro Jimmy, para o mundo: “Você quer se desenvolver? Então tem que se conhecer primeiro. Tem que fazer teu Quantum! “Rá. Adorei. Jimmy Liu, Embaixada brasileira
Chineses marketeiros e sacados. Já no mundo dos eletrônicos, na China cuidados; já me enrolaram na compra de uma lente encomendada, que amanhã vou ter que trocar. Minha assessora Quântica daqui conquistou o emprego me ajudando a negociar e garantir material oficial, preço justo e lentes corretas, como encomendou nossa fotógrafa querida – a Dani Coen.
O Quantum aqui também tem um papel fundamental, que são os jovens empreendedores e
líderes no mundo. Me reuni com a equipe de marketing e estruturação do nosso escritório. Sim! Agora temos um pequeno escritório em Beijjing, com a Lucy Xuqian, minha assessora nessa estada e nessa caminhada. Olha só a gente no metrô, e conheça á Lucy. (a Quantum ainda não tem filial em Pequim, digamos que já temos um posto! rs. Mas com telefone e endereço, operando a partir de novembro!
Quando vim a Beijing com as crianças, tínhamos um carro com motorista e tradutor. Desta vez, sozinha, com Deus e a trabalho, enfrentei a cidade na prática, e claro, vi coisas que não tinha se quer notado da 1a vez. É outra perspectiva, quando você se APROXIMA das pessoas, das coisas, das idéias que faz da realidade, e interage como ser vivo normalmente. Olha só o banheiro como é. No chão… Que eu pessoalmente acho dificílimo, e deixa um
odor ruim já a 30 metros de qualquer banheiro…
Marquei uma reunião, e fui sem a Xuqian. Cheguei bem perto, mas… Me perdi. Andando com um papelzinho na mão, mostrava às pessoas. Tive a sorte de encontrar cinco chineses que só falavam mandarim, e ponto. Rs. Mas se esforçavam para tentar me explicar aonde ir, porque o papelzinho tinha aquelas letras maravilhosas, que acho, a gente precisa ser bem artista para fazer. Parei no Mc Donald’s, salva pelo gongo. Ali, observo as pessoas, no horário do almoço
convencional. É bem São Paulo, corrido, mas tem um silêncio milenar no ar.
Olha só:
Finalmente, usei o meu bendito e amado Iphone, e mandei um email para o Jimmy. “Jimmy, got lost”. Algo como, “Jimmy, eu se perdeu”. Rs. Parei no “Good Coffee”, a simpática cafeteria, e consegui pedir para usar o telefone (mímicas). Liguei para ele, que me mandou ficar ali, e falou diretamente com a garçonete, para saber onde diabos eu estava. rs rs rs e muitos rs. Em
dez minutos, minha diretora Marry (de quem eu não tinha o telefone, dãa)- apareceu, rindo muito, e me resgatou. Na foto, ao lado do estimado Dr. Luo, nosso advogado.
A reunião com a equipe chinesa foi super interessante. Quando eles falam em mandarim, durante a reunião, com nossa tradutora ainda em silêncio, consigo calibrar. A expressão, o desejo, a intenção, o raciocínio. O mundo ficou menor e mais aconchegante. Posso me entender com gente em qualquer parte. E quando não temos tradução, temos outros recursos, olhar. Olhar lá dentro.
Calibrar e conhecer o interior das pessoas ao longo da vida me gerou um sorriso nessa hora.
Andei a vida toda fazendo isso, ufa, valeu. Nessa reunião, me senti no nirvana de novo, preparada para a empreita. Conectada.
Fazendo negócios como se estivéssemos na esquina. Em rapport. Com conteúdos interessantes e pessoas extremamente sérias, no sentido de serem profissionais à beça, apresentadas por autoridades que também são confiáveis. Gente! Que coisa! Uau!
Liu, que tem o mesmo sobrenome que eu em Chines (sim, fui batizada, mas
essa e uma história poética, depois conto).
Na volta ao nosso posto de trabalho, Xuqian comigo, e seu Quantum na tela,
um perfil Piloto, firme e disciplinada para nossa infra. Bem vinda, Lucy, fique alerta, em stand by e permanente e ação, alternados!
Tudo simples, e tudo grandioso ao mesmo tempo. Nem caibo de excitação e concentração, tudo ao mesmo tempo. Rs… Nesse espaço em que blogo, fico me perguntando sobre o formato, o jeitão doméstico, e de fato, às vezes sem tempo, de madrugada, em que partilho o caminho. Mas to curtindo fazer, falo eu.
Estou organizando artigos diários com foco em cada coisa, fotos e filmes.
Fala Tú! : ) Às vezes nem sei se tem alguém lendo, escrevo aqui e adoro quando vem um sinal de vida. Fica um silennnncio. Uhuh? Alguém ai? Vamos chacoalhar! Fala tú: saudade do samba. Falo eu: saudade de vocês!
1 comentário |Bali
Bali
Foi-se embora a afetação, que já me era estranha, agora, estrangeira, desconhecida. Respiro. Arrumo meus papéis, meus encontros, e recebo a benção dos curandeiros, dois healers, Hindus. O primeiro, GD, o Gade, com as mãos nas minhas costas, disse: Você chora, mas não sabe a que. Você quis ir longe, mas não tinha certeza para que. Agora, você simplesmente já vai saber. Tudo se encaminha para uma nova vida, você sabe por que sorrir, agora. Só boas coisas estão à frente. Um deus na terra, um espírito de paz profunda, beleza infinita, e firmeza suave, esse Mr. Gade Sarsa… Suas palavras e previsões… Sim. Algo em mim, sabe, é
assim.
Respire. Sinta uma paz imensa. Pare com turbulência de problemas. Vá e assuma uma nova vida. E a perspectiva de amor e saúde e bem estar ficou, está, é, será.
Gosto de um trecho o OSHO, que citei em SobreViver, sobre a tensão. A tensão não tem nada a ver com que está acontecendo ao redor. Se você se deixa ficar tenso, vai arrumar uma desculpa, uma razão, uma preocupação, um pensamento. Então, você não relaxa. A experiência de relaxar e ficar em estado de NIrvana é uma decisão, não circunstancial… Agora me lembro…
Decido ir ver o Vulcão. BATUR. A amiga Helen Fox foi quem contou que todos os balineses dormem com o rosto virado para o Northeast. Isso quer dizer, virados para Batur, saudando a Deus. Não é lindo mesmo isso?
Fui ao Volcano. E então o escalei no dia seguinte. Senti a respiração desta expressão balinesa de Deus na minha mão, o vapor da terra, as histórias de suas erupções, a marca negra das lavas de outrora, feito as cicatrizes das minhas cesarianas. Senti a força de Deus nos pés, a loucura de escalar os 1717 m, as 4 da madrugada, com um guia mirim, muito delicado e paciente (já não tenho 20 anos, e a subida pegou um pouco). Há crateras na rocha lá em cima, donde sai o vapor e o calor, vivo, intrínseco, intenso.
Gravei uma mensagem (imitando meu amigo amado, Ranimiro, porque ele é que é vídeo-repórter de aventura…) e fala tú, Rani, assiste aí, mexi com você lá!
O som não está bom, mas achei que valia a penas vocês VEREM esse negócio. É incrível. Consegui colocar no YouTube, primeiro lá em baixo, depois lá em cima, com a respeitável subida…Ufa. Em terra:
Veja aqui o vídeo – antes de subir…
La em cima, no topo de Batur (aqui sim o som ajudou, e a reportagem pra deixar o Rani babando) Veja aqui o vídeo
Estou centrada. Me lembro de meu corpo, com a consciência de que a verdade, o amor, o bem estar, são uma escolha. Stop Burden problems. Go get a new life. No caminho, dois templos e uma pequena oração com meu guia, singela, bela.
Esse passeio deveria ser para 24 horas, não 6 horas. Mas o mundo é assim. As pessoas correm na saída dos aviões, e na entrada dos lugares, e no restaurante, e na fila do metrô, todos apressados… Confesso que minha natureza de ascendente em touro me pede por um pouco mais de contemplação e paciência, experimentar, viver a experiência. Na minha volta a Bali, onde planejo ter o escritório central da Quantum para Ásia e meio oriente, e talvez África, certamente voltarei a Batur. E desta vez, para acampar, meditar uma noite inteira, conversar na fogueira, cantar com violão, rezar por proteção. Ele fica bem em frente a Agung, a maior montanha de Bali, a qual se faz referência na festa do Dharma enaltecido, sobre o anti Dharma, ou seja, os bons espíritos e a elevação interior, vencendo os maus espíritos e as tendências inferiores… A boa sorte para o ano inteiro. Então vem a festa, o Galungan, com tudo que já mostrei e contei das oferendas e os pêndulos, que representam Agung… E a purificação com os elefantes.
Os filmes vão subir até o dia do meu aniversário, 8/11, quando estarei no Canadá, acho que para completar a consciência disso tudo. Vou subir um por um, porque além de tempo, requerem contato. São preciosos.
Claudia Riecken
Nenhum comentário |Batismo!
Pha, caro leitor
É assim que se diz venerável, na China, Estou em Beijing, acabo de chegar, para três dias de reuniões e trabalho produtivo. Cumprimento você nesse rápido alô!
Tenho feito o Método Quantum de pessoas de várias nacionalidades.
Funciona, impressiona, anima, aninha. E nos conecta. Estou particularmente impressionada, nesta cruzada, com o fato de não sabermos nada mesmo. Quanto mais sei, sei que nada sei, não é assim? Descubro as emoções e dificuldades das pessoas, as oriento, me oriento, nos gratificamos.
Ando “blogando”. Mas confesso que o tempo é curto, durmo pouco, trabalho e encontro muita gente, e exploro a beleza da terra toda. Os conflitos e os amores do planeta ocupam minha consciência, e quero compartilhar isso com os meus.
Hoje é Galungan, em Bali. Uma festa belíssima, a cerimônia mais importante aqui. Trata-se do ritual de chamamento dos bons espíritos, do Dharma, vencendo o Anti-Dharma. Todas as casas, lojas, estabelecimentos, têm um pendulo com a representação da montanha mais alta de Bali, Agung. Testemunhei e fotografei as famílias fazendo este pêndulo enorme, que ao representar a tal montanha, chama pela grandeza interior e pela proteção de um ano inteiro.
Pensei no Natal… A gente também faz uma festa bonita, enfeita com as árvores de Natal, e todo mundo se mobiliza.
Acontece que aqui, hoje, todo mundo passa o dia levando oferendas para os Deuses. No templo do Villlage, no templo da família, no templo da casa. São Canans, as mulheres preparam comidas e incensos, os homens fazem os pêndulos, e todos rezam. O Natal ficou tão comercial no ocidente… Me faz falta essa magia alegre e leve que há em Bali… E me sinto particularmente renovada nesse Galungan. Que o Dharma seja vencedor!
Escalei a montanha do vulcão Batur, e senti o lugar onde os balineses sabem, Deus faz morada. Todos os balineses dormem com o rosto voltado para Batur, nordeste de Bali, para saudar a Deus. Lindo não? Pude sentir o vapor e o calor lá em cima, a respiração de Deus para os balineses. Os fenômenos de um vulcão são impressionantes. Vou subir no YouTube as gravações que fiz ao escalar os 1717 metros. Comecei às quatro da manhã, e vi o sol nascer lá de cima. Curioso, que meu quarto em Ubud, a região de Bali para onde fui agora, é o 17. (Joga no bicho!) Já o 17 para o Tarô da Dona Lia, é a estrela. Vida nova. Uma nova fase, um novo e abençoado caminho. Você sabe ler os sinais que a sua vida te traz?
Enquanto não publico as fotos do ritual e da escalada, e também do mago Healer, que fui ver de saída, compartilho com vocês o batismo, com meu amigo Tagor, o elefante mais legal do Parque do Dedi, um meio balines, meio sumatra, que toca o safári, e abriu uma exceção, que além de me permitir andar no elefante sem aquelas cadeirinhas, me deixou nadar com ele… Um batismo. Nunca senti nada parecido.
Na África do Sul, um colega palestrante do congresso, o Helgo, tem feito tratamentos de trauma a pacientes, mulheres em especial, com passeios de elefante. Me contou que mulheres vítimas de violência que ficam mudas, ao sair com elefantes mata à fora, simplesmente começam a falar de novo e a processar suas emoções suspensas… Bom, eu não estava muda. Mas minha alma não estava livre, como depois deste momento!
Com beijo carinhoso,
Claudia Riecken
No YouTube, o Templo de Bali em primeira mão – Aqui!
Consegui! No blog de agora há pouco mencionei este vídeo. Taí. Leia ambos, please.
São 4 minutos. Observe a liberdade calma das crianças, mexendo com objetos que se estivessem na América, já teriam matado um..rs…
No começo eles estão tocando um instrumento com um martelo pontudo e outra espadinha de metal…
No desenrolar do filme, tenha calma e olhos de ver. Os homens, belos e intrigantes, a mulheres, belíssimas e vestidas com estilo. Todos sensuais, pacíficos, abertos e felizes. Caminham. Olham. Um tipo de felicidade interna. Observe você mesmo.
Extras para o apreciável e apaziguador ritual Hindú, a benção, as mãos, o arroz ao final comido e ungido na testa. Na imagem, destaco minha filha Liliane, que também intriga o garotinho balinês fofo, enquanto olha com seus olhões, sentada.
CLIQUE AQUI para ver o vídeo “Templo Em Bali – Claudia Riecken e Liliane Riecken Caldeira “
Me sinto bem nesse ambiente. Muito bem.
3 comentários |Cultura coerência, portal na terra, amor.
Um Rato!
Escrevendo na saleta da Villa numero #3, no Prime Villas de Bali, ergo os olhos, e lá está ele. Um roedor simpático, pensei. Olhei melhor, enquanto ele agarrado na coluna de pedra se esforçava para subir, meio do caminho entre chão e teto. Olhei com espírito balinês, pensei: ele é parte da natureza. Está aí por alguma razão. Quase um ratinho da Cinderela, na produção da Disney! Me visitam muitos pássaros, ontem tinha um sapo no jardim, as tartarugas me intrigam.
Bem, por qualquer razão minha súbita balinisse foi vencida no caso do ratinho… Ao me notar , o rato desceu a coluna, e se escondeu atrás da geladeira? Da pia do meu loft natureba? Não sabia. Uma ligadinha pra recepção, não custa nada… Eles, bem mais práticos que eu, chegaram munidos de duas vassouras, rs, e toca a caçar o rato no ‘Villas’ Inteiro. Nada. Rs. Só espero que ele tenha ido para casa – (a DELE) – bem entendido… Espia aí, as 3 imagens abaixo da procura dos meninos…;
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Há um altar em frente a todas as casas, um templo particular.
Me contam que há também templos exclusivos das famílias, onde apenas membros realmente daquela família podem entrar. Além disso, um palenkeron, espécie de prateleira de alvenaria, para se alocar as oferendas, flores, incensos e velas existe dentro de casa. Por intermédio do amigo Paul Meng, conheço a Helen Fox, gerente geral de um hotel maravilhoso em UBUD, o lugar mais balinês de Bali, natural, todo ornado de raízes e costumes originais, no toque 5 estrelas. Em Ubud, o festival de Writers and Readers me recebe como autora brasileira, e conheço os autores daqui e do mundo em exposição. O tema merece um artigo especial, que estou preparando. Helen me ensina questões sobre a energia de Bali. Trata-se um dos mais puros centros de energia do planeta, e é um dos PORTAIS espirituais do mundo. Eu acredito, mesmo que ninguém dissesse… Paul vive há 15 anos em Bali, tem negócios em Los Angeles, e é de origem chinesa. Me leva a jantar e almoçar, e me apresenta duas amigas inglesas, a Sophie, e a Helen. São mulheres poderosas, uma editora, outra do hotel The Chedi Club. Ficamos muito amigos. Salve, querido Paul!
O altar na frente de casas, lojas, hotéis, restaurante e todo lugar é como esse aí.
Especulamos. O quanto à espiritualidade, o hinduísmo, (também há budismo e anamism, e cresce a religião muçulmana na Indonésia, mas não tão visível em Bali), as crenças e o respeito aos deuses, aos espíritos bons e maus, faz do lugar este paraíso da terra?
Entenda, as pessoas são extremamente felizes. Elas parecemequilibradas. Sorriem e são carinhosas. Paul acredita que vivem sem expectativas. Eu sinto que vivem com perspectivas, e que estão extremamente relaxadas no agora. Há uma delicadeza arraigada nas práticas de boa higiene, amor, espírito, aromas, velas, incensos, e condições gerais agradáveis, mesmo nos lugares mais simples. Aqui há música em cada quiosque… Se você estiver no patio do Villas, ou no quarto, em toda parte. É um filme com trilha sonora na-tu-ral-men-te, ou seja, porque gostam e vivem isso. Diferente da Índia, conta Helen, onde o mesmo hinduísmo é vivido em lugares cuja proximidade com a pobreza e sujeira, não se compara ao que se vê aqui.
Andando de moto, na volta do almoço e por do sol com o qual já me acostumo, na ilha sem igual, ouço um violão, e lá está um senhor cantando. Paro para fotografar. Ele, também chamado Geded, “o outro Sr Geded”- já que nosso healer espiritual é o primeiro, me conduz a um município vizinho. Sinto o trânsito por completo agora. E é aquilo mesmo, feito correnteza de rio, natural, avassalador, contínuo, vai vai vai vai. E eu fui, e já me viro bem mesmo com a mão inglesa, e com o non sense do transporte, aquela gente com um maluco levando até 1 árvore na garupa, rs. O lugar é simples, vejo um ritual de benção à terra bem na rua, na plantação de arroz e ervilha.
Mesmo com a simplicidade, lá está a beleza e a higiene, a boa estrutura. Os campos de arroz aparecem no meio do bairro, não como no Brasil, que precisamos viajar mais para chegar aos sítios e fazendas. Vizinho ao meu hotel tem dois. Aí está, meu guia balinês e amigo, que sigo com a minha moto, o “The other Mr Gade”, rs.
Acontece que não há transporte público em Bali, dizem que só tem um micro ônibus lá pro lado de Kuta, que é “centrão” mesmo, mas só na avenida principal. Restam os taxis, e as mobiletes, motocas. Há tantas mulheres quanto homens nas motos, e percebo que ninguém se impressiona muito com a beleza alheia. Ou seja, eles se sentem iguais. Se impressionam com coisas banais, mas entendem que é normal você ser bonito, feliz, ter auto-estima. Aqui não tem aquele olhar meio deslumbrado ou tantas vezes invejoso. Tem natureza e liberdade humanas.
Os carros são bons e novos. Não tem bicheira velha na rua não. A maioria japoneses, você vê Susuki, Mitsubishi, Toyota, Daihatsu, Nissan. Também as motocas, Yamarra, Honda, Kawasaki, Susuki. Muitas caminhonetes, e tudo novinho ou muito bem cuidado.
Os cuidados e a delicadeza visual dos ambientes me encantam. Passa a moça colhendo as flores, a outra levando Canan, a oferenda diária aos deuses e bons espíritos, o sorriso, o sorriso…
As ruas de Sminyak, o bairro chique, estão em obras. Obras? Uma cratera bem no meio da calçada, a cada 150 metros.
Como não podemos andar na beirada da rua, com os carros e motos feitos água de rio, imparáveis, o jeito é sobreviver. Pular, ou ir pela rua, rapidinho, rapidinho até passar o buraco.
As lojas são fartas em jóias, pratas, colares de pedras, cangas, ornados e realmente belos, baratos para nosso padrão, mas caros se comparados a China, me explicam os comerciantes.
Me mandaram ir a Double 6 street, para comer. Rua66. Mas você deve perguntar pela DOUBLE 6, se disser sessenta e seis em inglês, eles não sabem onde é. Rs. Fui de moto. O por do sol dali, pra vocês
Ano em que nasci, a 66 Street deve dar boa sorte, pensei… Lá conheci um espanhol e um colombiano, a trabalho em Bali, mercadantes, um que mora aqui por 6 meses, e na Espanha os outros 6, é um senhor. Ele me conta que abriu um restaurante em Bali, um prédio, de dois andares, com mezanino, mas que foi atrasado com liberação local. Diz que as autoridades aqui identificaram que os espíritos maus passam pelo 2º andar, daquela forma como está a obra. Um pouco de dinheiro, e pronto, os espíritos maus agora dão a volta, e a obra segue.
Corrupção…
Mas eles usam Feng Shui e acho mesmo que os espíritos são visíveis para eles. Prefiro os bons. E não venderia minha crença ou negócios assim….Shame world… Everywhere, boys, tem disso. O outro, o colombiano, vai à China, um dia antes de mim, onde vive e faz comércio, viajando a negócios. Mas minha sorte foi na praia, com a balinesa especial que entrevistei e gravei por uma hora e meia. Seu nome é Katut, que quer dizer numero 4. Aqui só existem 4 nomes, ela me confirma:
1. Wayan (se fala uaiáán)
2. Made (Mááde)
3. Nyeman (ñhióóman)
4.Ketut (Katut)
Estes são da casta baixa. Tem os de sangue azul:
1. Agung, Dayu, Gusti, Ugurah (Se pronuncia Águn, Dáiú, Gusti, Úrarr)
As flores. Os incensos, as velas. Uma questão cultural profunda, nutrida, aromada, incensada, internalizada.
Flores, nos cantos. Velas, luzes, aromas, nas árvores, nas mesas, no altar frontal. Veja, isso aqui está às dúzias, em toda parte. Dá trabalho fazer assim. Precisa trocar todos os dias, precisa ter isso como valor mesmo.
Preciso de gasolina na moto. O rapaz do hotel todo sorridente vem até a moto, e pede para abrir o tanque. Eu pergunto; para que? Veja, o marcador mostra, está no final, só me diga onde é o posto, por favor… Mas então noto minha rudeza. Da ansiedade generalizada de brasileiros, australianos, americanos, ingleses, asiáticos do business. Somos tão objetivos, não? Ora, o rapaz , com sorriso mais doce e servil, queria me ajudar, verificar se aquela gasolina chegaria ao menos até o posto! Por que não ouvimos? Porque não sentimos o sabor de vagar, das coisas? Para que a pressa, a ansiedade, a louca busca do que ainda não veio? Arrg…… Basta! Respiro, medito, e agradeço aos meninos.
Eles veem meus cigarros ( fumo Gauloises, o que vive dando trabalho aos amigos, quando estou no Brasil, em especial o Ezio, tadinho, sempre comprando no free shop, : ), e que compro nas fronteiras em viagem)- e eles ficam curiosos: que cigarro é esse? Mostro. Ofereço um. Eles tomam imediatamente o cigarro e acariciam, depois cheiram de vagar, passando o bastonete pelo nariz e rosto. É um ritual!
Nosso Healer, o balinês vestindo sua Uding (se fala Udang, esse pano na cabeça que os deixa elegantes, combinados com o sarongue em terracota, no caso dele aqui em cinza e preto), é o Gede Sastra (se fala GaDÊ, com G mudo, “Gu”DE). Com ele aprendo a meditar, e recebo aulas de hinduísmo, além da terapia pra o estômago da Lili quando estava comigo. Ele não fala inglês, então minha amiga querida, Theodora, traduz. Veja-a na sua motoca saindo do trabalho, que fofa!
Com o tempo, o entendimento não verbal e da própria oração, passa a acontecer. Me lembro então como a verdade das coisas que são é não verbal. É. O exemplo arrasta. A ação. Matur Suksma Muito obrigada, mestre querido.
Eu e Lili rimos muito, porque toda vez, ao sair do Villas, lá vem eles, uns 5 balineses com seu sotaque, perguntando Where are you going? Where are you going?
No início desconfiamos… Por que eles querem saber onde exatamente nós vamos?!? Hum? Hum? Por nada, ora. Porque estão realmente em contato com você. Então, eles participam, uai. Rs. Nada de segunda intenção. It is what it is. São quase ingênuos, certamente inocentes e amorosos.
Já saímos rindo do quarto, sabendo que lá vêm eles, sorrindo, fazendo o gesto Hindú com as mãos unidas em forma de oração, dedos esticados, e baixando a cabeça ao sorrir, Mooooorniiing.. Mas curiosamente, não são invasivos, são leves. São pacíficos. São gentis. E parecem se sentir tão bem sobre si mesmos, o que, por fim, imitamos. Ok, olhe o tanque por favor, e lá vamos na vizinha, que me coloca 2 litros para eu chegar no posto. : )
Fomos ao templo Hindú. Ali, filmei um momento de crianças, mulheres e homens balineses em seu culto, que descobri, é um evento social e tanto, quase também tem o papel de “balada” aqui, lugar onde só se faz festas como cerimônias, não existe festa por festa ( churrasco, balada, Dança) só cerimônias. Ao contrario dos balineses, os EXPATS, eu, os turistas, os estrangeiros que vivem em Bali, tem sim convívio social intenso, e um que de praia e amizade muito gostosos. Os balineses são elegantes, ponto. Veja as roupas rendadas, os corpos bem feitos, os sarongues e udangs. São lindos e sensuais.
Blogo em breve a cerimônia, e um pouco mais dos rituais, assim que o You Tube colaborar..
Nenhum comentário |Em Bali com o Drunch de Dubai – Fala Tu!
Fala Tú: ta com fome? Aprendi em Dubai que a bola da vez é o Drunch, Dinner+ Lunch, ou seja, almoço ajantarado, como aquele que aconteceu na última 5ª feira de agosto, noite de mafiosos, Jazz e segredos de estado, com o Mestro Osmar, do sexteto do Jô, tocando em homenagem ao meu novo livro. Drunch! Falo Eu: é o que estou indo fazer. Almoçar e jantar na ilha dos deuses.
Bali tem a aura do lugar onde você está autorizado a se encontrar. Vou me esforçar, e ousar descrever em blog o que passo aqui, o que depois de Elizabeth Gilbert, é quase um pecado fazer.
No Villas onde estamos, os balineses sorriem, e parecem equilibrados, em paz, felizes. Mais do que os orientais em geral, das ilhas e lugares desde a Índia ou a China, a Tailândia, ou o Timor, os balineses são espírito. Credo. Quero morar aqui também.
Todos os dias, pela manhã, fazem uma oferenda aos deuses. São muitos nomes, para um Deus, me explica a balinesa que coloca o Canang (se diz algo como Thananñ), em cada casa, do hotel de casas, vilas. E quando saímos, descobrimos que todos, em toda parte, fazem a oferenda, que agrada aos deuses e afasta maus espíritos, trazendo boa sorte. A oferenda tem flores, incenso queimando, às vezes, dinheiro, sempre com aroma especial de seu preparo, o arroz que está sempre presente. Nas fotos a seguir, você vê Canang no Prime Villas, com Ayu colocando as oferendas e andando pela cidade, repare, em cima de um taxi, no porta luvas de outro, na loja de conveniência. Vestindo nossa chegada, com os templos, a dança, o spiritted way of life daqui, me sinto esquisite, ou seja, muito, muuuuito bem, no termo que muitas vezes, descreve um vinho muito bom: esquisite.
Eles são hindus, mas há estátuas de Buda por toda parte. Me explicam que respeitam os deuses, e não rezam para Buda como religião, apenas ornamentam com suas estátuas.
A atmosfera não poderia ser outra: Leve. Calma. Boa. Livre. As mulheres me parecem lindas, felizes, eróticas, resolvidas, discretas, soltas.
Os homens são esguios, altivos, carinhosos, poderosos, simples, sweet.
No primeiro restaurante, aqui perto, a balinesa passa a mesa, a ferro. Cada uma…
Na hora da conta, o dinheiro local faz lembrar o Brasil inflacionário dos anos 80. Dois Milhões de Rupiahs para pagar um almoço, 35 mil Rupiahs para o taxi, 150 mil para lavanderia. “Olha só! Nos programamos para ser milionárias,mãe… Mas não era bem isso…“, rs, se diverte Lili.
Lili e eu, ela da Austrália, eu do Brasil, que bom encontrar quem a gente ama. As lembranças e os símbolos são valiosos, mas o convívio e o amor de todos os dias me é muito especial. Falamos com as crianças por Skype, e curtimos muito os planos, a vida, a história, o que já foi e… O que será?
Brindamos com o bom vinho em Ubud, região especial, mato e tratamentos de massagem, restaurantes e lojas, o Museu do Blanco, que meu querido Orlando de Dibai indicou para vermos aqui, tudo que tenatrei ir mostrando a você nos próximos dias.
A descolada Kudeta (se fala kudetá), nos recebeu para almoçar e curtir, um restaurante loundge em frente à praia em Seminyak, localização “in” de Bali hoje em dia. É um por do sol imperdível e comida e drinks ótimos, a preços salgados. Veja a vista com a Lili em Kudeta
Um brinde minha filha. Deus a proteja de volta para Austrália.
Sigo em Bali, escrevendo. Volto no blog mais a noite. Espero subir as passagens mais curiosas e valiosas, na simplicidade grandiosa da gente, da alma humana.
A pedra aí no chão que a Lili mostra, depois do caminho verde com o balinês gordinho, é a marcação do nosso quarto, rs. Tinha numero (o 3), mas a LILI não viu a noite, e feito Joãzinho e Maria, colocou a pedra lá. Não tiramos mais. E ainda está aqui, pra eu sorrir quando procuro a nossa porta.
Aluguei uma motoca, mobilete, o que é uma temeridade, mas estou sobrevivendo. Temeridade porque a mão é inglesa, e o trânsito lunático. Pior do que na Índia, com aquelas famílias todas na moto. Rimos muito e andamos com cuidado. Dá uma olhada na família nessa moto
Saio cedo de moto, compro água e levo a roupa para lavar, volto, escrevo, e tomo sol, saindo pro Drunch de taxi mesmo. Mas cada dia ouso ir mais longe com a motoquinha. É só não parar. Vai vai vai vai, assim, fluindo feito rio. feito rio!
Falo Eu, a praia de Bali e o por do sol para almoçar, valendo!
Beijo
Nenhum comentário |DUBAI: Empreendedorismo, Torre de Babel, a energia do planeta todo em 30 segundos, a cada olhada que dou. Wow!
Dubai é estonteante. A cidade tem 2 milhões de pessoas, mas movimento e trânsito de 10.
O Burj Dubai, prédio mais alto do mundo, ainda não foi inaugurado, o que ando esperando desde Fevereiro deste ano, quando visitei pela primeira vez a cidade. Fotografo do carro a paisagem cosmopolita, a caminho de uma reunião. Tem muito transito e calor seco, silencioso.
Falo com pelo menos 10 nacionalidades no período da manhã. São gregos, indianos, filipinos, paquistaneses, Libaneses, Iranianos, Bangladesh, Árabes, Palestinos, Jordanianos. E à tarde mais 10, alternados, com brasileiros, marroquinos, iraquianos, ingleses, italianos, franceses, suíços e mais europeus de vários países. Meu querido amigo Erico Hernesto, brasileiro da Emirates, torna minha experiência em Dubai um presente especial
MINHA CHEGADA
Conheci alguns dos melhores restaurantes, bares, baladas, e até pesquisei os padrões do hospital do coração, o American Dubai, só para registro das práticas de salvar vidas. A noite é agitada e o frisson muito grande.
Assumi o papel de pesquisadora e conheci a cidade por dentro.
Aprendo que as pessoas aqui vêm por seus projetos, esperam o tempo e o êxito de negócios, e ao que parece, se automatizam muito num dia a dia distanciado da intimidade. É o centro do mundo, geograficamente falando. A qualidade das pessoas verdadeiras é uma queixa entre os brasileiros. Já o foco no empreendedorismo e na capacidade de construir da cidade, e dos negócios, é lição permanente, você não tem como não ser envolto num ritmo próprio, acelerado, e aquecido no calor de 40 graus (a 48 no verão), regado a um espírito e mentalidade que nunca vi parecido. Outro planeta.
Em fevereiro vim para cá com minhas duas filhas, e além de trabalho com Método Quantum, fizemos turismo, vimos o deserto em safári aberto e acampamento beduíno, e bloguei aquelas maravilhosas experiências.
Desta vez, 3 dias intensos de trabalho e cuidados práticos com minha cruzada solo, não pude fazer turismo. Mas conto outro tipo de experiência que colhi.
Vamos a uma balada vip, e na entrada, o guarda me pede para tirar a capa. Tenho uma cumprida, que aqui se usa como Burca, entre as mulheres muçulmanas, ou seja, a roupa que identifica a religiosa, no caso delas, também de véu. Não entendo e pergunto novamente por que eu teria que tirar a capa? Ele explica que é a lei do país, em respeito a religião. Entraríamos num lugar onde há bebida alcoólica. Tiro e entro no lugar. A permissividade relacional não deixa nada a desejar para qualquer balada quente de São Paulo ou Rio. Na verdade até me assusta um pouco. Mulheres divas, lindas, montadas e espetaculares, homens de todo tipo, e de todo lugar, dançam e se abordam sem cerimônia. Há no todo um quê global especial, uma leveza diferente e própria que a atmosfera produz.
Nos hotéis, ruas, restaurantes, bares, mais uma vez, me encanto com a beleza, o capricho, a riqueza, o acabamento…
Descubro por amigos que moram aqui, que o tal acabamento, em se tratando de apartamentos caros e tantos famosos, é ruim. Na CASA DE UM CASAL em Jumerah, a Ilha palmeira, o apartamento de 5 banheiros, tem 4 com problemas nas privadas. São comuns os vazamentos, me contam os executivos que aqui vivem. Aluga-se uma casa em Jumerah, por $140 mil Dirhams por ano, digamos, algo em torno de US$ 3196 dólares por mês. Considerei barato, se compararmos com os de Cape Town, na África do Sul, que pelo local sem vento, levava o aluguel a 7 mil dólares na região sob a Table Mountain. Mas as válvulas e até encanamentos da cidade beleza escondem problemas no dia a dia prático. Se você precisar de um serviço (encanador, marceneiro, eletricista), prepare-se para um parto.
Um ritmo social forte, e a qualidade estrutural vencem no todo.
Jantar e torre de babel. A gente se entende.
Na foto, num jantar com os amigos, da esquerda ao redor da mesa para direita, Theunis Potgieter, Vice Presidente da Emirates, Christian Kruger, também executivo do head officce da Emirates, ambos sul africanos em Dubai, e os brasileiros Orlando Marques, arquiteto de um grande escritório local, e Erico Ernesto, equipe de vôo da Emirates, meu amigo querido.
Outros campos, não visíveis;
As regiões pobres existem. Em sua maioria ocupadas por indianos, suas casas aí parecem cortiços, embora são discretos e escondidos.
Criminalidade zero. Não existe aqui roubo, furto, assalto. Me intrigo. Deixamos o carro sempre aberto, ou com lap top, pertences etc.
No avião deixei uma sacola de presentes que ganhei antes daqui, na África. Ligo para Emirates. Eles localizam e prometem guardar tudo.
Meu amigo me diz: fique tranqüila, aqui eles são super honestos. E de fato, recupero tudo. Pergunto por que eles acreditam que não haja roubo. Os brasileiros tiram sarro e dizem que é porque os vegetarianos tem menos fome, caso dos indianos que muito se encrencam nos Emirados, não andando na linha, mas nada de roubar. O fato de eles cortarem as mãos dos ladrões ajuda ao desinteresse por furtos e roubos… rs- dizem.
Beber e depois dirigir, nem pensar. São 3 meses de cadeia, direto. Antes havia fiança, hoje, inafiançável. Me impressiono com Erico, só na água mineral, firme e sereno. Tomo um vinho, e muita água também. Virei “aguólatra” por ordem médica. Estou bebendo água todo dia. E claro, brindando com bom vinho dia ou outro.
Observe a tecnologia no taxi, voltando de uma reunião: enquete eletrônica de satisfação do cliente: o taxi estava limpo? O motorista foi cortes? Foi pontual? Voto on line.
Projeto de apoio ao Empreendedorismo internacional dos jovens
Emiráte girls and boys, é como a diretora do Projeto de empreendedorismo internacional chama os jovens que estamos apoiando a forma-se empreendedores, com seu sotaque charmoso. Ela é Lina Hourani, muçulmana da Jordânia, e com seu assistente, o Árabe Alik, de olhar profundo, ambos da Al Ahli Group me recebem e me procuram, querendo gente de ação! Nossa sinergia é promissora. No dia seguinte, eles têm seus mapas Quantum interpretados. Experiência que reputa apreciação e motivação de todos nós, como as expressões mostram : )
O Método Quantum e o projeto do Empreendedor Quântico desembarcam em vários países simultaneamente, em orientação ao jovem e a vida pró-ativa.
Em apoio ao projeto encaminhado a nós pelo Insper e desenvolvendo jovens no mundo, pretendemos dar suporte a formação dos 10 jovens brasileiros selecionados como futuros empreendedores, e uni-los com mais 10 jovens emirátes, em São Paulo, na 3ª semana de janeiro 2010.
O Método Quantum e a Universidade Quantum no mundo, terão atividade em São Paulo, Dubai e Beijing. Já o projeto dos jovens envolve uma competição internacional com todos os finalistas, inclusive da Argentina!
As tratativas para nossos escritórios em Dubai, e na Jordânia, além de Beijing e México, Portugal, USA e Austrália estão se mostrando naturalmente, dentro do meu compromisso de promover o auto-conhecimento e a orientação jovem, como necessários. Decidimos empreender com crescimento expressivo, e qualidade profunda, algo que os especialistas em Business plans não sabem bem como fazer. Embate duro, inventar um jeito novo de fazer resultados concretos. Vamos inventar.
No escritório onde nos reunimos, a frase que mais tarde, apareceria também no folder do grupo, cujo dono é um jovem Sheik, para quem trabalho em propostas para suas 22 empresas, por meio de direcionamentos dos jovens e ativos Lina e Alik, reflete Dubai e nossa reunião.
Falamos inglês e empreendemos.
“Whatever we achieved in the past has been achieved
The history we will write is what we will achieve in the future, not what we have achieved in the past”
“O que quer que seja que tenhamos alcançado no passado, já está alcançado.
A história que nós iremos escrever, é sobre o que nós iremos alcançar no futuro, não sobre o que já alcançamos no passado”.
Saio de Dubai Preenchida. Cansada, exausta, lívida, de alma lavada.
Levo de presente o filme Under Touscan Sun, Sob o Sol da Toscana, e me lembro da casa da minha amada irmã Andrea, na Toscana, Itália.
Aprendo que o filme é uma lição, um incentivo, uma fé no taco da solitária jovem viajante. Obrigada Erico, pela paciência, por todo tratamento especial e incrível com que você e seus amigos me brindaram. E por me levar ao aeroporto às 3 da manhã, “cuidar da Claudia”. Ele pergunta: e quem cuida da CLAUDIA? Claro que me cuido. Mas admito carinhosamente que cuido muito de todo mundo, e que a recíproca me motiva e alegra. Este é o equilíbrio. Cuidou, sim amigo. Muito, muito obrigada.
No filme, o marco o trilho do trem. Os trilhos estavam lá, entre Áustria e Suíça, quando não havia trem inventado que pudesse percorrer as montanhas íngremes. Mas puseram os trilhos mesmo assim, porque sabiam que o trem viria.
Nunca perca sua inocência de criança e a ousada petulância de sonhar. Exatamente como se quer.
Vôo para Kuala Lampur, em Singapura. De lá para Bali, a ilha abençoada. Minha querida filha primogênita, que vive na Austrália vem me encontrar. Que emoção. A data coincide com terremoto da Indonésia, que tem governo sobre a Ilha, a qual funciona por si mesma, falando balinês e praticando hinduísmo. Felizmente, nada de terremoto por aqui, mas sim uma avalanche de boas coisas para alma.
Fala tu, que mundão.
Falo eu, que saudade.
Beijo!
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