Arquivo de 18 de maio de 2010
Marina Morena’… Rebeldes e Amantes….Osho e eu.
Marina Morena’… Rebeldes e Amantes….Osho e eu.
“Marina Morena…você se pintou….
Não pinte este rosto que eu gosto-que eu gosto, e que é só meu….
Desculpe Marina, mas eu to de mal…
De mal com você
Marina, morena, Marina
você se pintou
Marina você faça tudo mas
faça o Favor …
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só
Marina, você já é bonita
com o que Deus lhe deu
Já me aborreci, me zanguei,
Já não posso falar
E quando eu me zango, Marina
Não sei perdoar
Eu já desculpei tanta coisa
Você não arranjava outro igual
Desculpe, morena, Marina
Mas eu tô de Mal”
O amor pode ser patético. E daí?! Podemos ser honestos, pagar mico, amar sim, querer bem, e ser amados, a vida intensa, inteira, alma soberana, a que cala o menos importante, grita o mais urgente, não pode ser contido, não queremos evitado… Posso amar e dizer: Te amo! Posso ficar de mal… Falo eu: Viverei de amor! (True Love)… Fala tú: Flua se puder.
Sim, voto em Marina Silva. O sobrenome bem Brasil, troca alhos por bugalhos, do atual para o virtual, quem sabe, excepcional.
Seu vice, noite passada anunciado, é o caro Guilherme Leal, além de líder ambientalista, bilionário meritório, a frente da Natura, do Ethos, envolvido em causas e causos nobres. SAIBA MAIS SOBRE GUILHERME LEAL AQUI
Mas o que me fez decidir, no dia em que Marina foi anunciada candidata a presidente, que meu voto seria dela, é a urgência de uma tela branca a frente da vida. Eu e OSHO, OSHO e eu…:
Uma rebeldia vale mais do que uma revolução. Todos os revolucionários de quem se teve notícia, quando conseguiram subir ao poder, acabaram vertidos e tomados pelo amor ao próprio poder. Não puderam integrar suas forças e seus propósitos às suas práticas. Passaram a adorar o poder e a fazer de tudo para mantê-lo. Uma reforma muda, mantendo as mesmas coisas, feito um edifício, em que se constrói mais andares, mas ainda é o novo em cima do velho, mantido. Uma revolução muda mais, entretanto, os revolucionários todos, até mesmo Gandhi, fracassaram. Quando no poder, foram obrigados a não escolher seus discursos inspiradores e mantiveram o velho esquema. Serve para Revolução Francesa, a Russa, a Chinesa. Ghandi fracassou. Ele pregou a não violência a vida toda, e diante dele, o país se dividiu em dois, milhões de pessoas foram mortas, queimadas vivas, mulheres estupradas. O próprio Ghandi foi assassinado com um tiro. Um estranho fim para um santo que pregou a não violência. Ele mesmo se viu obrigado a abençoar o ataque aéreo da índia contra o Paquistão, em resposta aos ataques recebidos. Os aviões a caminho do Paquistão sobrevoaram Nova Dheli, onde ele esteve, e Ghandi saiu ao ar livre para abençoar o ataque. Aquele mesmo revolucionário da paz, que pregava as não fronteiras, e a “jogar todas as armas no mar”, e dispensar os exércitos, acabou, como todos os revolucionários, preso nas teias de sua revolução. Manteve as coisas como são. A REVOLUÇÃO RUSSA que prometia o fim do casamento, a liberdade individual, não apenas voltou atrás rapidinho, mas inverteu a roda, virou o jogo, e mostrou a face mais reacionária, Lênin no poder começou a achar que as pessoas ficariam individualistas demais, e manteve o fardo da instituição controlada, sem liberdade.
A sociedade tem muitos interesses. E desta vez, falo eu, uma necessidade urgente e imediata de mudar. Mas serão apenas almas rebeldes as capazes de operar tal mudança. Não construções mutantes em cima de edificantes maçantes, já fixas. O futuro não precisa mais de revoluções. O futuro precisa de um novo experimento que não foi testado ainda. Embora há milhares de anos tenham existido rebeldes, eles sempre agiram sozinhos, como indivíduos. Talvez ainda não fosse o momento certo de agirem. Mas agora, não é apenas o momento certo… Se as pessoas não se apressarem, já não haverá mais tempo. Nas próximas décadas, ou a humanidade desaparecerá, ou um novo ser humano, como uma nova visão, surgirá sobre a terra. Esse novo ser humano será um rebelde.
Os rebeldes são os amantes verdadeiros- da vida e de seu amado, de sua amada. A autenticidade está em alta, e ela não é fashion, senhores, ela é a própria vitalidade… O mestre provoca: “Proponho uma nova religiosidade- não será cristianismo, hinduísmo, judaísmo, budismo- Essa religiosidade não terá nenhum adjetivo vinculado a ela. Será puramente a qualidade de ser inteiro.”. Hm.
A religião fracassou. A ciência fracassou. É preciso uma síntese mais elevada para que o oriente e o ocidente possam se integrar. Para que a ciência e a religião possam se integrar. O ser Humano é como uma árvore, com suas raízes na terra e potencial para florescer. A religião fracassou porque só falou das flores. E estas flores são sempre filosóficas, abstratas, elas nunca se materializam. Não poderiam se materializar porque não estão fincadas na terra. E a ciência fracassou porque só se preocupou com as raízes. As raízes são feias e não parecem capazes de dar flores. A profundidade da raiz é fundamental, é a própria vida, e a expansão e o florescer são a necessidade de ficar a céu aberto das árvores. É a plenitude, só então a árvore ganha sentido e significado e passa a ter relevância .
Essa capacidade de uma nova síntese, também entre religião e ciência, assim como de Oriente e Ocidente, oferece a experiência que estou pintando aqui, de dois aspectos de UMA MESMA humanidade.
O meu conceito de um novo ser humano é de alguém que será Zorba o grego, e também Gautama o Buda: o novo ser humano será “Zorba o Buda”. – sensual e espiritual. Físico, absolutamente físico, vivendo no corpo com todos os sentidos, gostando do corpo e de tudo que o corpo torna possível- e mesmo assim, haverá ali uma grande consciência, um grande testemunho- Zorba o Buda como nunca houve antes. Como o encontro entre o céu e a terra.
Marina me trouxe o primeiro lampejo de integração humana NOVA. Me dizem os astutos em política que sua base é fraca, e que teria que fazer muitas concessões para governar… Ah é?! Ora, pois. Para que haja um amanhã, não adiantam as revoluções, os conchavos ajambrados ou acochambrados, os pseudo ajustes e ajeitogramas. Uma malha de interesses e relações num sistema viciado e autômato, bem merece uma liderança simples, regada ao senso de biológico, sadio, ecológico, sustentável, com corajoso, produtivo, verdadeiro, empreendedor. Acho que o jogo pode virar. E se eu puder, vou ajudar. De mais a mais, certa vez Roberto Pompeu de Toledo fez uma crônica lindíssima a respeito de mulheres “de verdade” no poder. Disse que havia aquelas que eram HOMAS, homíssimas, ou substitutas, no lugar do marido só que de saias, como a Inglesa de ferro, a alemã, ou esta argentina… Mas reconheceu Michelle Bachellet, a Chilena: mãe de dois filos, divorciada, exilada, MULHER. Pois bem, Marina Morena, sua história a recomenda, e convenhamos, eu que gosto do amado homem, aprecio a legítima feminilidade poderosa. Outra síntese especial na senhora.
Integrar sua vida parece tão importante quanto criar condições para uma nova síntese entre o céu e a terra, humanos rebeldes vivendo uma sociedade inteiramente nova. Seu senso de capacidade (Eu realizo) e sua doação e afeto (Eu amo você) são os dois lados do mesmo fenômeno. Ou você os integra, e relaxa e dorme o sono dos justos, ou luta entre fragmentos de self, com tantos ambientes interiores, que não será livre… Não poderá ser uno entre o céu e a terra, entre o corpo e a consciência…
Nietzsche escreveu que seremos livres quando não tivermos vergonha de nós mesmos em NADA. Ser livre, e despir-se, é mais, muito mais do que tirar a roupa. É estar a vontade consigo mesmo, e na frente de outra pessoa. Em termos coletivos, e sociais, me pergunto que tipo de rebeldia pode dissuadir o status quão lamentável atual. Escolas burrocratas e repetitivas, executivos e intelectuais com-pe-ti-ti-vos e agressivos, desprovidos de solidariedade, espiritualistas dicotomizados, incapazes de validar elegantemente todas as forças atuantes da vida, negociantes sem ética no mundo privado ou público, jogos de faz de conta – tudo porque: faz de conta por favor, pede o sistema. Faz de conta que ser rico é o que liga. Faz de conta que parecer bem casado é o que conta. Faz de conta que imagem de sucesso é ser feliz. Faz de conta que legislação reguladora é o mesmo que civilidade e respeito ao próximo. Faz de conta que diplomacia é apoiar assassinos… Faz de conta…
Marina, Morena, eu só peço- Não pinte seu rosto, não ponha máscaras, e seja a primeira presidente eleita honrando nossa categoria, de brasileiros, mulheres, resiliêntes, batalhadores e muito criativos.
Rebelde é meu amor. Até sempre. Cada dia mais viva! Falo eu… Vem comigo…
Nenhum comentário |Disciplina e Liberdade, Livre? Quem?
Ando refletindo demais. Me confesso aborrecida com os jargões sobre liderança. Não se trata de implicância barata, mas de visão de causa e efeito de fato. Alguém que é dominante, firme, articulado, e cheio de energia conduz coisas. Mas o líder a que se faz reverência nos textos de propósitos gerais para os chamados “bons líderes”, deveria ser observado em termos de seus propósitos e do ambiente que cria.
Pense comigo: para tudo que é legalmente permitido, você tem o direito de praticar em espaço privado ou público, ou por vezes em espaço público destinado para aquilo. Vale para dança, leitura, bebida alcoólica, jogos autorizados, esportes, canto, oração, sexo, meditação, até lutas. O que não tem espaço público de fato, ainda que especial, é o ilícito. Drogas, jogos de azar, tráfico, contrabando, prostituição.
Você pode ir a um museu, um motel, um salão de bingo no clube, um bar, uma academia ou uma casa de dança. Você tem Karaokes, restaurantes, templos, igrejas, bibliotecas. Mas o fumo, legal, pelo qual se paga impostos e tudo, não pode, em São Paulo. Pro Inferno com a conversa de bem e saúde do povo. O Estado não tem o direito de decidir pelo melhor para um cidadão, em suas escolhas pessoais. Bom, eu aprendi que não, fui construindo essa coisa democrática, que o atual governador Serra vai discursar na campanha de 2010 para presidente. Bocejo…
Mas o principal, aqui, vem na prática: este tipo de liderança policialesca, invasiva e claramente intimidadora, se alastra na sociedade.
Garçons ou guardinhas de Shopping Center, encenam o que meu assessor Hugo Pacífico chama de “Síndrome do Pequeno poder”. O tratamento é grotesco, feito cachorro (de rua, sarnento). Está na forma de olhar, na maneira de apontar onde deve ir a pessoa para fumar… “Para lá”, entenda-se, no meio da rua, na chuva, um estilo sai, anda. O cara vira “ôtoridade dotô”. Compensa uma insignificância que esta mesma liderança lhe impõe, de forma indireta. Agora ele diz sim ou não. Fator recorrente em seguranças de balada, que tratam os jovens com exagero disciplinador.
A alternativa é fumar em casa, em local bem privativo feito maconha. Ilícito.
Bem, estigmatizando pessoas, raças, hábitos ou religiões, e coisas legalizadas pelas quais se recolhem impostos, é que se institucionalizou, muitas vezes, guerras, injustiças, racismos, hegemonias de poder, sacanagens, mentiras, bodes-espiatórios, fontes financeiras pura e simplesmente, falsa moral, hipocrisia, disfarces, emburrecimento e falta de crítica. Lixos. Assassinatos. Suicídios.
Ok, exagero? Lamento, não é. As sociedades mais repletas de psicopatas e assassinos non sense são também as disciplinadoras, a tal ponto, que a pasteurização da alma se torna sufocante por demais. Então eles voltam à escola ou a universidade (primeira referência de inclusão social mais ampla do que a da família, privativa), e justamente escolhem esse cenário para matar uns colegas e depois, pluft, acabar com suplício da própria vida.
Sim, é um livre exercício de associação desta que vos fala. Um livre exercício com boa relação de causa e efeito.
Estigmatizar um hábito legalizado é estratificação de bom e ruim, julgamento de valor, abuso, constrangimento.
Dr. Paulo tem 60 anos, e fuma desde os 14. Em 3 meses, querem que ele mude 46 anos de hábitos e de direitos de escolha. Não vai dar. E se ele quiser, bom para ele. Talvez. Já escrevi que Chico Xavier ensinava que é preciso muito cuidado, muito cuidado mesmo, ao interferir em um vício. Outros mecanismos entram em seu lugar, quando a livre escolha é solapada. E via de regra, os mecanismos novos são perigosos.
Olha, amigos, já escrevi muitos artigos politicamente corretos, e equilibrados sobre evitar o fumo. Tenho 3 filhas, 1 adulta e 2 adolescentes. Elas não fumam e incentivo mesmo que nem comecem. Sei o quão difícil é parar, e que é melhor não fumar.
Mas EU TENHO A P! DO DIREITO DE FUMAR NUM LUGAR PÚBLICO DESTINADO PARA ISSO. . E tenho o direito de escolher me matar fumando Galoises. Chique, como antigamente.
É LEGALIZADO e deve ser higiênico. Exijo FUMO LIMPO. Quero cinzeiro, bom tratamento, e área de não fumantes bem distinta. Queremos respeitar os não fumantes. Queremos fumar elegantemente, problema nosso! Precisa ser separado? Ok. Então, vamos a placa na porta das casas, bares, restaurantes e lugares de fumo autorizado. Não nas pequenas gaiolas para fora das baladas, barzinhos, em que seguranças enormes tomam conta “para ninguém fugir sem pagar a conta”. Indignas jaulas.
Você já me ouviu reclamar aqui e ali desse negócio. Mas agora, me enchi de vez. É contra a natureza do Brasil implantar uma “solução ortopédica” com esse discurso de que é para o “bem de todos”. Eu quero um restaurante para fumantes. Uma área própria. Assim, como encontro no aeroporto de Paris, ou de Johannesbourg, South Africa, na balada em Beijing na China, nos restaurantes em Dubai, em toda parte em Bali, até no Canadá! Em público! O Brasil é o lugar do mundo onde podemos ser livres. Podemos?
Qual o próximo estigma de bom x mal que o governo, regado a multas altas, poderá impor?
Está no ar o movimento FUMO LIMPO. Eu recomendo estar limpo de fumo. Mas se fumar, é no FUMO LIMPO.
Leia na sessão artigos deste meu Moleskini Site pessoal, outros 2 textos sobre o tema do fumo, tabagismo e comportamento AQUI
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