Arquivo de 21 de fevereiro de 2011

O sentimento e os arranjos

O sentimento e os arranjos

Ela saiu do país, foi-se embora, seu amado ficou no lado de cá, perto perto, e ainda assim, tão longe.
Ela me escreve: Sinto falta de carinho, mas não sei se sinto falta exatamente dele.

Queremos o sentimento, o aconchego, o prêmio, certas competências, um jeito, uma inteligência nas pessoas. Mas nem sempre suportamos o arranjo.

O Arranjo de valores, a vaidade asfixiante, a dominância disfarçada, a falta de honestidade (lá de dentro, fala sério!)- ou com o óbvio mesmo, com os próprios sentimentos, as não revelações…

Não queremos qualquer arranjo, para suprir a carência, o espaço, a cadeira, a cama, a mesa, a gestão, a cozinha. O arranjo é maior, é a coisa toda, a decisão que se segue, a sinergia que não se força, a coisa que é por si mesma.

Queremos aquele carinho, aquele jeitinho, aquele encontro, se possível, sustentável. Seguido de um quieto tom de “é isso mesmo”, lá de dentroooooooooo, para gente sorrir até o fígado, com rim, com a bexiga. Ai, que bom! Virar para lá, e cuidar de um trabalho, de um afazer, de um filho, em paz.

Uma paz apaixonada, no amor. Nada de paz “acochambrada”, relação terna, tenra, funcional, e sem liga de alma. Fraterna, carinhosinha. Mas… Desinteressante, na verdade.

O sentimento não basta. A segurança do sócio, amado, amigo, namorado, associado, aliado, tem que ser do cara que traz um arranjo, feito música. Emociona. Impressiona. Nem se liga, mas na minha alma me obriga. Tesão. Compreensão. Motivo, motivação.
Impressionar é fácil. Arranjo completo, ah, esse, é show certo. Compromisso com a vida, sem esforço, por que é ELE.

Qual o arranjo do seu compromisso com a sua trajetória?

Falo Eu: Meu carnaval é o amor sem fronteiras. Eu insisto. Vem comigo!

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