Michel Teló? Sério???
Michel Pondé. Não, não é o filósofo, oh….é o Teló mesmo….. aiaiaiai.
Ontem fui a Kintamani, perto do vulcão Batur, almoçar num restaurante flutuante simplão, ao estilo Balinês, mas sensacional, no visual, na energia, na onda toda, exótica e verdadeira. Meu anfitrião é o suíço Jacob Ammann, especialista da ONU em emergências, de todo tipo ( socias, de fome extrema como na África, de terremotos, e de guerras, muitas..). Trabalho sério, no mundo de conflitos que está o lado de cá. OU por todo lado, fora a América do Sul, e o Brasil. Explico.
( Nota- Jacob respondeu ao Método Quantum, e que se diga, se declarou impressionado com a acuidade do resultado, e chamou de arte esse trabalho de interpretação, autoconhecimento. Ficou até meio ‘horrorizado’ com a coisa toda. Risos.). Senhores, estamos falando do sistema de autoconhecimento e ciência em Assessment que mais cresce no mundo. É nosso. É do Brasil.
Com isto, vem o Brasil.
A maioria das pessoas pelo mundo sabe “nada” do nosso Pais fantástico. É, tudo. Não sabem da tecnologia de Fax Banking, inventada pelo Amilcare Neto, do sistema de controle de contas correntes bancárias número um do mundo, o apelidado T-rex , que tem ATRÁS de si apenas a Bélgica e a Alemanha ( tente descontar um cheque em qualquer lugar do mundo e paste um semana de banco em banco), do 6o lugar na economia mundial, agora, a frente da Inglaterra, da Urna eletrônica, da integração social ÚNICA NO PLANETA, da ausência de conflitos ( OK, temos violência, mas não Guerra constante, como nos lados de cá).. Não se sabe nada do Brasil. Fica aquilo: ‘aquele lugar legal, de mulheres bonitas, onde você pode ir “have fun” e se divertir.’.
O historiador Scholl Latour, escritor político germano-francês ou melhor, franco alemão VEJA O RESUMO DO JORNALISTA AQUI, é um cara preocupado com o mundo. Ele enxerga com pessimismo o movimento de divisões de clãs e fuga de povos de opressores comuns, políticos e religiosos, como no oriente médio. Galera, a coisa aqui ferve. Mas ele de repente, inrrompe com Brasil. O Brasil é o celeiro CULTURAL, social, emocional que pode salvar o mundo. Ninguém se entende mais em lugar nenhum, e as segregações políticas e reigiosas são sérias. O Brasil canta um Hino só, enquanto isso…
Meu sócio Mexicano, Roberto Lara, ao visitar a Quantum em São Paulo e viajar com minha família ao Rio de Janeiro e Ceará, disse: “Niña, no hay nada igual”. Vocês não tem preconceito! CLaro, meus amigos negros, gays, menos ricos ou com nível sócio econômico apertado tem suas queixas. Mas é preciso entender. O ar é leve. Preconceito racial nos Estados Unidos é pesado. Questões políticas aqui na Ásia e raciais, estão à mesa de almoço. Não quero fazer um ufanismo bobo, porque tenho aversão a nacionalismos ingênuos. O Brasil tem problemas, uma corrupução indigna e é cansativa a falta de infra e de reação. Mas não há este ódio e esta indiferença que está tomando o mundo, NÃO POR RELIGIÃO E POLÍTICA. Nossa guerra é de sobrevivência e ladrão ( sendo o Governo o 1o). O Latour está certo. É um estudioso sério. O Brasil tem um modelo, no jeitão de ser, na forma de as pessoas estarem junto a outras pessoas, que o mundo vai aprender, Meu sócio Mexicano ressaltou os amigos de todas as cores, a naturalidade com que frequentam o mesmo bar, ou restaurante e se festejam, a leveza do brasileiro, e eu emendo, o nosso Tesão pela vida, palavra nossa, claro.
O tio Sam ja conheceu a nossa batucada, Agora, vem o Tio ChingLing, O Ali Baba, o Dalai Lama, o Amit Goswami. A gente tem um dom, uma força inconsciente e um gingado de saber amar. De saber cantar. De saber dançar. De saber EMPREENDER. Esta questão cultural é séria não é uma visão romântica. Americano não sente nem cheiro- me dizia o John Grinder, bem amercian que ele é. Qual nação, com força produtiva, um ÚNICO IDIOMA ( e não 3mil dialetos…), criatividade e empreendedorismo está na condição RELACIONAL, espontânea, de dia a dia do Brasil? As reações em todo mundo tem sido de segregação e ódio. Com ajuda da Dilma, um tipo pasteurizado de legislação e conduta é capaz de nos levar a ficar ainda mais americanos e pode ser que possamos perder essa diferença, essa singularidade, esse batuque criativo de ser. Essa bagunça, que se diga. Há uma felicidade no Brasil. Viajando 5 continentes, e trabalhando em apoio a comunidades pela educação e autoconhecimento e tal, eu posso dizer, nós somos uns abençoados. Em tudo. Às vezes você só enxerga o que tem quando perde. Ou quando fica longe um pouquinho? Pois use os olhos dos gringos mais sabidos do que eu, e a voz desta que vos fala. O Brasil é o cara!
Aqui em Bali, sempre que dizia que sou do Brasil, eles logo repetiam, com aquele sotaque tipico,,,Oh….Brazil. Ronaldo….Neymar…Pois bem, ontem, então, pela 1a vez, o garçon do tal restaurante flutuante, lá mesmo, no meio do nada, a beira de um lago onde tem um vulcão (!), ao perguntar de onde éramos, e eu dizer Brasil, engrenou. aquele “oh sim… neymar… michel Teló….!”, dando uma dançadinha….
OMG OMD
Discussões inflamadas andaram por aí, Ah se eu te pego. Pegada é gíria de dia a dia ( o sujeto tem pegada!)-, ficar com a garota ou o cara viou “pegar”, e afinal, o tema é sempre popular. Sexo, tesão, sem maldade mas com malícia, delícia, delícia….Uma grande brincadeira sedutora e gostosa. Entretanto, com entendimento tão iconizado e pobre, supeficial do que ou quem somos, Teló, pelo Amor de Deus, não ajuda. Ronaldo Neymar e Teló. E fim de papo.
No final de 2010 o Dr Ozires Silva querido generoso, concedeu uma palestra na Universidade Quantum. Ele faz um apanhado muito acertado de nossas forças e fraquezas como nação participante do BRICs. Entre as críticas, lembra do Café. Fomos perdendo a âncora de País-Café. É verdade, antes eu viajava e era futebol, café carnaval. Mas não fizemos a lição de casa. As cafeteiras elétricas e charmosas são italianas As cafeterias são americanas, Star Bucks- tem uma genial aqui em Ubud, Bali….( Não não tem Café do Ponto, sorry). . Se fossemos mais determinados em Marketing, a bossa nova seria forte como o Jazz ou o Rock- e olha que a Bossa nova está na base musical de 9 em 10 grandes nomes musicais ( gente que compõe qualidade, como Nova Orleans e a mesma Europa que entoa Teló). Mas fomos “de boa” demais. Assiste lá, imperdível. 9a AULA MAGNA DR Ozires SILVA AQUI
Então, qual é? O Teló te identifica como brasileiro no mundo todo agora. Eu prefiro o Roberto Carlos, velho! Prefiro a Mangueira! Nosso gosto pelo sensual e pelo rebolado é bonito, eu sei. A Bossa Nova, Vincius, Paula Fernandes, Melodia, até Zeca Pagodinho, Sangalo! O Método Quantum,mesmo fazendo o perfil Quantum do BBB12. Fazer coisas populares que elevam a consciência e a educação, é bom, já o populesco que ancora um Brasil tribal, divertidinho e indiferente, pode até ser uma vantagem. Enquanto nos deixam pra lá estamos cada dia mais fortes. Agora, saia do Brasil. Essa febre de Teló joga na latrina a nossa cultura. A sua criatividade, a nossa tecnologia, a nossa música diversificada. Para os defensores de cultura ampla, de que, afinal o sertanojo às vezes tem sertanejo bom ( eu mesma gosto muito de vários)- esse jingle “Catch you” é meio triste, e acaba se tornando vulgar, ve-xa-tó-rio. É como se você quisesse que todo mundo fosse respeitado por fazer cocô. Claro, muito justo. É natural, é motivo de prazer até, e ninguém deve sentir vergonha porque faz cocô. Preconceito ridículo, nem se fala nisso. Agora, se você sair para ir a padaria, a escola, ao trabalho, e todo mundo apontar: “ooolha, ele ali, o cara que faz cocô….!” Pronto. entre tantas coisas das quais você pode se orgulhar, inclusive de fazer cocô, mas indo além também mostrar talvez um pouquinho mais a seu respeito, sendo você rico e complexo como um brasileiro é, você terminou com um “ícone” reducionista. Você virou “O cara que faz cocô.”. Daí passa a ser vexatório, o que em seu devido lugar, seria natural e até legalzinho. A supeficialidade simples é gostosa, sabia? Ah se eu te pego! Bom de cantar, bom de entoar. Ruim de virar marca. Inevitável. Esse é o desespero. Queremos mais. Porque somos mais.
Oh If I catch you. Delicious!
Pronto falei eu.
Rá.
De certa forma, por outro lado: seria Michel Teló a justa medida dessa ginga de bom entendimento, amor e boa onda da gente??
Pra quem não viu segue a versão em Português e o estouro do hit em Inglês, na Europa deixando pra trás gente como Adele e Cold Play. Ele teve 100 milhões de visualizações no You Tube em 5 meses. É bonitinho, gostosinho, a baladinha é gostosa e tem gingado e competência, boa voz. Boazinha mesmo. Brincadeira gostosa. Ah se eu te pego, garoto! com NEYMAR Ai se eu te pego do Michel Teló na divertida Sra. HEBE
e uma matéria da revista Época, dando conta da versão Inglês que vc ouve um trecho AQUI
AQUI O RECORDE MUNDIAL DE TELÓ NO YOU TUBE E RÁDIOS E PRA TODO LADO
Seria legal naquele forrozinho da rua de baixo. E só. Vc não faz cocô em qualquer lugar e pra todo mundo ver, faz?
Nota- Ouve TAMBÉM o Café Brasil do Luciano Pires, clica aqui evai lá pra boa programação despocotópelo-Amor-de-Deus. Thank you!
Bj de Bali
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